O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, cumpriu agenda em municípios do Paraná nesta quarta-feira (16). Durante uma conversa com jornalistas em Londrina, o presidenciável afirmou que planeja encerrar o financiamento estatal de apresentações artísticas de grande porte caso vença o pleito, direcionando os recursos para iniciativas ligadas às tradições regionais.
Campanha pelo estado Além de Londrina, a programação oficial do candidato incluiu passagens por Maringá e Cascavel, integrando a estratégia de campanha na corrida pelo Palácio do Planalto.
De acordo com o político, o orçamento cultural deve ser direcionado a projetos focados na preservação da identidade do país e das manifestações locais. “A manutenção [de programas culturais], por exemplo, de certas músicas, certas danças regionais, tem que ser feita com leis de incentivo. Isso mantém, inclusive, grupos e oficinas de cultura funcionando, tornando eles próximos das pessoas”, declarou.
Críticas a grandes eventos Para o representante do Missão, os festivais de grande porte financiados com verbas públicas e cachês elevados “nada estão agregando para a cultura brasileira”, afirmou. O presidenciável não citou exemplos específicos de eventos que entrariam nessa categoria.
Exportação de estilo de vida e modelo asiático O candidato também defendeu a projeção de marcas nacionais no exterior, inspirando-se no que classificou como “modelo coreano” de comércio internacional. Em sua visão, o país precisa comercializar não apenas mercadorias, mas o “lifestyle” brasileiro.
“A Coreia, só para entender, começou vendendo navio, faz navio no pós-guerra, depois de ser humilhada ali pelo Japão. Depois teve a guerra envolvendo os Estados Unidos, começaram a fazer navio, depois carro, eletrônico e hoje vocês consomem Dorama. Eles fizeram toda a cadeia que vai do produto até o universo cultural”, afirmou.
Para o postulante ao Executivo federal, a nação precisa acelerar essa estratégia para ganhar competitividade global. “Promoção de marcas brasileiras mundo afora, ganho de escala criando e de lucratividade criando a cadeia completa no Brasil. Um exemplo: como é que pode o Brasil ser o maior produtor mundial de café e não ter uma marca internacional de café ligada ao Brasil?”, declarou.
Propostas para o Judiciário No setor de Justiça, o candidato sustentou que o sistema judicial brasileiro “necessita urgentemente de uma reforma”, argumentando que os magistrados da Suprema Corte acumulam autoridade excessiva. Entre suas propostas estão a proibição de escritórios de advocacia com ligações a ministros e o fim das decisões monocráticas, que são medidas determinadas de forma individual, sem deliberação colegiada.
O mecanismo do foro privilegiado também foi contestado. O presidenciável prometeu vetar qualquer possibilidade de a corte exercer “controle sobre o parlamento” por meio desse instrumento jurídico, que direciona investigações de congressistas diretamente para o Supremo.
Críticas a Sergio Moro em Maringá Durante sua passagem por Maringá, reduto eleitoral de Sergio Moro, Renan direcionou ataques ao candidato do PL ao governo estadual. Ele declarou que o ex-magistrado “não é um líder digno” devido à sua atual aliança política com Flávio Bolsonaro (PL).
“Eu acho que é uma pessoa que vende a própria história em prol de puxar saco de Flávio Bolsonaro, que destruiu a Operação Lava Jato, que foi a história dele. Acho que é um cara que não é um líder, infelizmente. Uma grande decepção, porque eu adorava ele”, finaliza.













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