Com informações do Blog Politicamente
A prestação parcial de contas entregue à Justiça Eleitoral expõe uma profunda desigualdade econômica entre as candidaturas. De um lado, estruturas milionárias impulsionadas por grandes aportes partidários; do outro, campanhas que operam com orçamentos modestos e recursos contados.
Das oito candidaturas registradas, apenas três agrupam praticamente a totalidade do dinheiro em circulação. Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) somam R$ 29,9 milhões em receitas declaradas, o que equivale a 99,4% de tudo o que foi arrecadado no pleito até o momento. Os demais cinco candidatos, somados, chegam a pouco mais de R$ 170 mil.
Liderança e origens do caixa

Sergio Moro (PL) registra o maior volume financeiro, com R$ 11,9 milhões declarados. Do total, R$ 10,8 milhões vieram do diretório nacional do partido e R$ 1,1 milhão de doações de pessoas físicas. A campanha contabiliza R$ 7,8 milhões em despesas contratadas, tendo a produção para rádio, TV e vídeo como principal gasto (R$ 3 milhões), seguida por serviços jurídicos (R$ 1,7 milhão) e pesquisas (R$ 705,6 mil).
Requião Filho (PDT) aparece em patamar equivalente de receita, com R$ 11 milhões repassados integralmente pela direção nacional da legenda. Com R$ 2,9 milhões em despesas contratadas, a candidatura direcionou seus maiores aportes para a produção audiovisual (R$ 1,1 milhão) e materiais impressos (R$ 621,2 mil).
Sandro Alex (PSD) declarou R$ 7 milhões em receitas — divididas entre o PP nacional (R$ 3,5 milhões), o PSD nacional (R$ 3 milhões) e o PSD estadual (R$ 450 mil). Suas despesas contratadas somam R$ 7,2 milhões, lideradas pelo setor jurídico (R$ 1,87 milhão), além de produção audiovisual (R$ 1,2 milhão) e serviços de terceiros (R$ 1,2 milhão).
A realidade dos menores orçamentos
Na outra ponta da tabela, as estruturas operam em escala reduzida:
- Luiz França (Missão): Declarou R$ 100 mil em receitas vindas do fundo partidário nacional e R$ 115,3 mil em despesas contratadas, concentradas em material impresso (R$ 62,2 mil) e equipe (R$ 43 mil).
- Alexandre Salomão (Mobiliza): Arrecadou R$ 34 mil via doações individuais de pessoas físicas, com R$ 33,9 mil aplicados em impressos (R$ 17,9 mil) e impulsionamento digital (R$ 16 mil).
- Samuel de Mattos (PSTU): Registrou R$ 24 mil do diretório nacional e R$ 23,1 mil em despesas, tendo serviços de terceiros (R$ 13,6 mil) como principal conta.
- Tayná Miessa (UP): Acumulou R$ 13,3 mil (R$ 10,8 mil de pessoas físicas e R$ 2,5 mil por financiamento coletivo) e contratou R$ 18,4 mil em gastos, focados em panfletagem e material impresso.
- Adriano Funileiro (PCO): Não apresentou movimentações financeiras na prestação de contas parcial divulgada.
Transparência e representatividade
A discrepância orçamentária reflete as escolhas de distribuição dos fundos eleitorais e partidários pelas siglas. Embora o volume de recursos financie grandes equipes de comunicação, assessoria jurídica e pesquisas de opinião, a Justiça Eleitoral ressalta que os dados cumprem papel exclusivamente de transparência pública, sem relação direta com a intenção de voto no dia do pleito.















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