A Polícia Civil do Paraná prendeu nesta quarta-feira (16) o suspeito de matar um homem e depois atear fogo no carro onde o corpo foi deixado, crime ocorrido na madrugada do último domingo (13). A ordem de prisão foi cumprida pela 5ª Subdivisão Policial de Pato Branco.
O caso veio à tona quando equipes de segurança foram chamadas para atender a um veículo em chamas na Rodovia PR-493, na zona rural de Bom Sucesso do Sul. Depois que o fogo no VW/Polo Classic foi apagado, os policiais encontraram um corpo carbonizado na parte de trás do carro.
A princípio, a cena parecia indicar um acidente seguido de incêndio. Mas a perícia técnica, em conjunto com as investigações da Polícia Civil, descartou essa possibilidade. Mesmo com o corpo bastante queimado, o laudo de necropsia apontou sinais de violência grave no pescoço da vítima e de asfixia, ocorridas antes do incêndio — o que afastou a hipótese de morte acidental pelo fogo. A perícia também confirmou que o incêndio foi provocado intencionalmente.
Durante a apuração, os investigadores notaram contradições nos depoimentos prestados à polícia. Cruzando diligências de campo, checagem de rotas citadas pelo suspeito, imagens de câmeras de monitoramento e trabalho de inteligência, a polícia concluiu que ele brigou corporalmente com a vítima, agrediu-a na cabeça, colocou-a dentro do carro e só depois ateou fogo no veículo.
Perto do local do crime, os policiais apreenderam uma pedra de cerca de 10 kg com vestígios de sangue e cabelo, que será submetida a análise genética. Também foram recolhidas as roupas que o suspeito usava na hora do crime e seu celular.
As investigações ainda identificaram uma tentativa do suspeito de alterar a cena do crime e esconder provas, mas isso não impediu o avanço do trabalho policial. Com base nas evidências reunidas, a autoridade policial pediu a prisão temporária do suspeito, autorizada pela Justiça após parecer favorável do Ministério Público.
A prisão aconteceu no bairro Aeroporto, em Pato Branco. O suspeito segue detido na Cadeia Pública da cidade, enquanto o inquérito continua para apurar se houve outros envolvidos no crime.













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