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Urnas eletrônicas começam a ser preparadas no Paraná

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As cerimônias oficiais de geração de mídias, carga e lacração dos equipamentos de votação tiveram início nesta sexta-feira (18), marcando a reta decisiva para o pleito no estado. Na capital paranaense, os trabalhos ocorrem desde as 8h no Fórum Eleitoral situado no bairro Prado Velho, conduzidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

Etapas da preparação das urnas eletrônicas

A fase inicial consiste na inserção de uma mídia de carga nos dispositivos de votação. É por meio deste componente que todas as informações e registros dos candidatos oficiais são transferidos para os sistemas. Todo o procedimento é executado manualmente, sem qualquer tipo de conexão com a rede mundial de computadores, garantindo a segurança cibernética do processo.

Na sequência, os aparelhos passam por auditorias e testes práticos para assegurar a exatidão na apuração dos votos. Após a comprovação do funcionamento correto, o sistema é finalizado e os compartimentos recebem os lacres físicos oficiais.

Conforme explicou Alexandra Bossardi, chefe de Cartório da 177ª zona eleitoral, os equipamentos permanecem guardados no Fórum Eleitoral após a conclusão e só são transportados para as seções eleitorais na véspera da votação, marcada para 3 de outubro.

Transparência e participação cidadã

Os eventos seguem um calendário específico para cada município paranaense, cujas datas detalhadas podem ser consultadas diretamente no portal oficial do órgão estadual. Todas as etapas são abertas ao público geral.

“Qualquer pessoa pode participar delas [cerimônias de mídia e lacração das urnas], assistir o que acontece ali. Basta você olhar na sua zona eleitoral o dia que isso vai acontecer na sua cidade para ir lá comparecer. Qualquer pessoa interessada, eleitor, candidato, partido, qualquer pessoa tem o direito de participar e ver como é que funciona o carregamento dessas urnas”, destacou o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza.

Calendário das Eleições 2026

O período de propaganda e busca por sufrágios teve início oficial em 16 de agosto em todo o território nacional. Desde então, os postulantes aos cargos públicos estão liberados para realizar comícios, carreatas, debates e divulgar plataformas políticas nos meios de comunicação e na internet, sempre em observância às normas da Justiça Eleitoral.

O primeiro turno está agendado para o dia 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. No cenário estadual, a disputa pelo governo conta com oito candidatos oficializados pelas legendas partidárias: Adriano Teixeira (PCO), Alexandre Salomão (Mobiliza), Luiz França (Missão), Requião Filho (PDT), Samuel Mattos (PSTU), Sandro Alex (PSD), Sérgio Moro (PL) e Tayná Miessa (UP).

Crise em cemitérios de Foz do Iguaçu deixa corpos à espera

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O corpo de um homem de 62 anos permanece à espera de sepultamento há mais de um mês em uma vaga gratuita na cidade de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Falecido no dia 10 de agosto, o corpo continua sob custódia da Polícia Científica devido à falta de espaço nos cemitérios públicos locais.

Situação crítica nos necrotérios Além deste caso, outros três corpos também aguardam sepultamento, mas estão retidos no Hospital Municipal Germano Lauck. Essa situação alarmante foi um dos fatores determinantes para que a Justiça exigisse providências imediatas da prefeitura municipal.

O município foi oficialmente intimado no dia 9 de setembro, recebendo um prazo improrrogável de cinco dias para entregar um planejamento de emergência.

Cronograma de novas vagas O documento enviado à Justiça estabelece a criação de 165 novas vagas de sepultamento em um período de 30 dias. A execução das obras ficará majoritariamente sob a responsabilidade da Camis, empresa concessionária que administra os cemitérios municipais.

As etapas de liberação de espaço foram divididas em prazos específicos:

Em até 5 dias: a remoção de 19 árvores mortas ou inadequadas no Cemitério Jardim São Paulo deve liberar espaço para 52 novas vagas em padrão jardim. A prefeitura afirma que haverá plantio compensatório de árvores nativas. Em até 7 dias: a construção de mais um andar no gavetário do Cemitério Três Lagoas deve abrir 5 novas vagas verticais. Em até 15 dias: o uso de uma área ociosa na ala islâmica do Jardim São Paulo deve permitir a criação de 20 jazigos. Em até 30 dias: uma obra de extensão lateral das gavetas no Três Lagoas deve trazer 88 novas vagas nesta primeira fase.

Além disso, o planejamento estipula a criação de um canal de comunicação direto entre a prefeitura, a Polícia Científica e o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), estabelecendo que qualquer corpo liberado seja enterrado em até 24 horas.

Conflito judicial e responsabilidades A crise nos cemitérios públicos é debatida na esfera judicial desde o mês de junho, período em que a concessionária acionou a prefeitura para relatar a escassez de jazigos gratuitos. Em 25 de agosto, a empresa alertou que o quadro havia se agravado e que havia corpos retidos em câmaras frias.

O juiz Rogério de Vidal Cunha, atuante no 3º Juizado Especial da Fazenda Pública de Foz do Iguaçu, classificou o cenário como agravamento do esgotamento dos espaços para sepultamentos e apontou risco sanitário — o que motivou a determinação do plano emergencial.

Em resposta, a administração municipal iniciou um processo administrativo contra a concessionária para apurar supostas falhas no cumprimento do contrato de concessão. Por sua vez, a empresa nega irregularidades e afirma que alertou o município diversas vezes sobre a falta de vagas, sem receber solução.

Tentativas anteriores de resolução, como a abertura de dez jazigos para exumação em julho no Cemitério Parque Nacional, tiveram eficácia reduzida, viabilizando apenas uma única vaga. Enquanto o plano estrutural de longo prazo — que promete mais de 9,5 mil novos jazigos — aguarda homologação da Justiça, a gestão e as cobranças seguem sob escrutínio judicial.

Jovem caiu do 14º andar em Londrina para escapar de novas agressões

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Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, tentou escapar do quarto onde era mantido em cativeiro após descobrir que seria agredido novamente no dia seguinte. Na tentativa de alcançar o apartamento inferior, ele acabou despencando do 14º andar de um prédio em Londrina, no Norte paranaense, em um caso ocorrido no dia 14 de agosto.

Tortura sob acusação de furto

De acordo com a Polícia Civil, o jovem foi submetido a agressões físicas, psicológicas, tortura e cárcere privado por colegas da namorada dele. A motivação seria o suposto sumiço de uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil, equipamento que acabou não sendo localizado com a vítima.

O delegado Roberto Fernandes apontou que a sessão de violência durou cerca de três horas. Durante o período, os suspeitos forçaram Alexandre a ingerir medicamentos que alteraram seu estado de consciência, além de amarrá-lo com cabos e ameaçá-lo constantemente.

Soltura dos investigados e denúncia

Quatro homens entre 22 e 24 anos foram detidos inicialmente pelos crimes de tortura com qualificadora de resultado morte e cárcere privado. Contudo, a Justiça concedeu o direito de responderem em liberdade, com três deles monitorados por tornozeleira eletrônica, após passarem 24 dias presos.

“Já é sob cárcere privado, enfim, estava ali é amarrada, conseguiu se desvencilhar das amarras, utilizando objeto cortante, conseguiu cortar aí parte também das telas.[…] Segundo consta nas investigações, havia também ameaça no sentido de que a vítima seria levada para outro local, a fim de ser aplicado corretivo”, a promotora explicou.

O Ministério Público do Paraná apresentou denúncia contra o quarteto por tortura qualificada seguida de morte, cárcere privado e fraude processual, exigindo também o pagamento de R$ 40 mil em indenização aos familiares da vítima.

Dinâmica da queda e fraude processual

As autoridades confirmaram que a queda foi involuntária, descartando a hipótese de que o rapaz tenha sido arremessado do edifício. “Foi uma queda involuntária. O laudo descartou que o corpo foi jogado, em razão também de um testemunho do morador do apartamento logo abaixo de onde ocorreram os fatos. A vítima tentou acessar a sacada do apartamento de baixo, mas não conseguiu, porque, além de ter o vidro fechado, tinha a rede [de proteção]. A rede ele conseguiu romper uma parte dela com os pés. Essa testemunha fala que só o viu tentando acessar ali com os pés e depois despencar. O laudo comprovou essa dinâmica”, detalhou Fernandes.

A investigação também apontou que, após a tragédia, os envolvidos tentaram acobertar o crime simulando um suicídio, ocultando vestígios, apagando registros fotográficos do cativeiro e descartando os documentos pessoais de Alexandre.

Posicionamento da defesa

Em nota oficial assinada pelos advogados Arthur Travaglia e Claudia Piccin, a defesa declarou: “A defesa dos denunciados, representada pelos advogados Arthur Travaglia e Claudia Piccin, informa que a denúncia oferecida pelo Ministério Público apresenta inconsistências e excesso de acusação. Esclarece que todos os fatos serão devidamente esclarecidos durante a instrução processual.”.

Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine

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Mesmo em meio aos compromissos da campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve no Senado em agosto para participar da sessão da Comissão de Segurança Pública da Casa, que ele preside, e cujo papel tem sido usado como vitrine eleitoral, com destaque em sua propaganda veiculada no rádio e na TV.

Secretária de Nunes anuncia reajuste em jantar eleitoral

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Gestores de organizações que dependem de verbas da Prefeitura de São Paulo participaram de um jantar na noite de quinta-feira (17) convocado pela secretária municipal de Assistência Social, Eliana Gomes. Durante o evento, a pasta confirmou um aumento de 5,5% nos repasses financeiros destinados ao setor assistencial.

Ambiente político e cartazes de campanha

O que chamou a atenção no encontro foi a forte presença de material de propaganda política. O jantar estava cercado por cartazes de campanha da primeira-dama da cidade, Regina Nunes (MDB), evidenciando a mistura entre atos da gestão pública e a corrida eleitoral em curso na capital paulista.

Impacto do reajuste para o setor

A medida financeira anunciada pela titular da Assistência Social atende a uma demanda antiga das instituições que prestam serviços essenciais à população vulnerável do município, embora o contexto político da divulgação tenha gerado repercussão nos bastidores da administração municipal.

A gestão municipal segue monitorando os desdobramentos do evento e a reação das entidades conveniadas diante do índice de correção aplicado aos convênios firmados com a prefeitura.

Conversas de Vorcaro expõem Gonet em Londres

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Novas revelações extraídas do aparelho telefônico do banqueiro Daniel Vorcaro colocam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no centro de conversas mantidas com o advogado Ciro Soares.

Detalhes do encontro na capital britânica

Os registros encontrados no dispositivo mostram um registro fotográfico em que Paulo Gonet aparece consumindo uísque e fumando charutos ao lado do dono do Banco Master durante uma viagem a Londres.

Análise do material apreendido

O conteúdo telefônico tem chamado a atenção dos investigadores pela proximidade revelada entre os envolvidos nos diálogos e imagens recuperadas do telefone celular de Vorcaro.

As apurações continuam em andamento para esclarecer o contexto completo das conversas e dos encontros mantidos entre as figuras públicas e o executivo do setor financeiro no exterior.

Eleições 2026: Propostas dos candidatos ao governo do Paraná

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Com o objetivo de apresentar as diretrizes dos postulantes ao Executivo estadual para as eleições 2026, uma emissora paranaense promoveu uma série de entrevistas com os oito candidatos ao governo do estado. As conversas foram divididas entre sabatinas ao vivo de 30 minutos para os líderes nas pesquisas e aparições dos demais concorrentes.

Ordem e formato das entrevistas A definição da sequência de participações ocorreu por meio de sorteio com a presença dos representantes partidários. A rodada de sabatinas ao vivo começou com Sergio Moro (PL), seguido por Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT). Na sequência, os outros cinco nomes da disputa apresentaram suas plataformas políticas.

Propostas focadas na classe trabalhadora Representando o PCO, Adriano Funileiro destacou a origem operária de sua chapa e defendeu melhorias salariais e trabalhistas. “A gente defende um salário-mínimo, por exemplo, de no mínimo R$ 7,5 mil, que é o salário defendido pelo Dieese. Outro ponto importante do nosso programa é a questão da jornada de trabalho. A gente defende, por exemplo, cinco dias por semana, sete horas por dia. Com finais de semana e feriados livres, para que a população possa ter mais tempo com a família, com os filhos, assim por diante”, disse.

Pelo Mobiliza, Alexandre Salomão apontou a falta de planejamento a médio e longo prazo como o principal entrave para o desenvolvimento paranaense, enfatizando a valorização humana. “O que nós precisamos, de verdade, é um planejamento de médio e longo prazo para saber onde queremos ir. Um estado é feito de suas riquezas naturais, do seu comércio, mas é feito de pessoas. E as pessoas precisam estar bem, para que possam ser bons cidadãos e, dessa forma, a gente construir um estado que seja pujante, que seja exemplo para o Brasil”, afirmou.

Corrupção e gestão pública Luiz França, do partido Missão, enfatizou sua trajetória de oposição a esquemas de desvios e criticou legendas tradicionais. “Nós estamos na República de Curitiba, nós temos que valorizar isso, é um momento de decisão. Ou a gente olha a cor ideológica e vota em corrupto, independente de quem seja, ou nós olhamos efetivamente aqueles que têm histórico”, disse.

Já Sergio Moro (PL) centrou sua estratégia na criação de mecanismos estaduais de fiscalização e na melhoria dos serviços básicos de saúde. “Vamos criar nossa Agência Estadual Anticorrupção. Aqui no Paraná nós vamos ser modelo para o restante do país. Se Brasília abandonou o combate à corrupção e hoje nos entristece, nós vamos ter nossa agência para não deixar acontecer. Porque cada centavo economizado do desvio do dinheiro público é dinheiro que a gente vai utilizar na saúde, na educação e na infraestrutura”, disse.

Infraestrutura, energia e segurança Requião Filho (PDT) centrou suas críticas na privatização da Copel, prometendo ações judiciais e auditorias, além de propor o fim das escolas cívico-militares para realocar policiais. “Ela [Copel] deve atender ao interesse público do Paraná e a gente pode, sim, ir para cima dessa empresa com seriedade, fiscalizando e cobrando também da Aneel uma maior seriedade em relação ao Paraná”, argumentou.

Samuel Mattos, do PSTU, defendeu uma ruptura com o modelo econômico atual através da expropriação de setores estratégicos e gestão popular. “Por isso nós estamos defendendo a expropriação dos principais ramos econômicos do nosso estado e do país, porque são estes ramos que geram a maior parte da riqueza, e tudo isso foi construído com o suor dos trabalhadores. Então nós queremos colocar tudo isso a serviço de melhorar a vida do conjunto da população e governar através de conselhos populares”, disse.

Por sua vez, Sandro Alex (PSD) detalhou planos voltados à prevenção de desastres naturais e ampliação da rede trifásica para o campo. “Agora, em União da Vitória, nós estamos apresentando à sociedade um projeto também de resiliência para conter as enchentes, pelo menos minimizar os impactos. Um dos projetos que vai ser um dos mais caros da história do Paraná”, disse.

Por fim, Tayná Miessa (UP) argumentou em favor de investimentos sociais voltados às mulheres e às demandas populares nas periferias. “O Paraná é um estado muito rico, e a gente não tem acesso a estas riquezas, a gente acredita que as riquezas devem voltar para nós. Devem ser investimento em saúde pública, mais segurança, para a gente, as mulheres, se sentirem seguras andando na rua de noite, porque segurança pública não é só investimento em mais policiamento, em comprar arma, mas é a gente conseguir sentir a segurança na pele no nosso estado. E também a gente defende que sejam criadas mais delegacias especializadas para atendimento das mulheres no estado, porque hoje a gente só tem apenas 20, dos 399 municípios, e somos o 3º estado com maior índice de feminicídio”, disse.

Com o encerramento da série de entrevistas promovida pela emissora afiliada da rede televisiva, o eleitor paranaense dispõe de um panorama completo com as visões e diretrizes apresentadas pelos candidatos para o comando do governo estadual no pleito de 2026.

Sucessão familiar rural transforma o campo e une gerações

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A sucessão familiar rural é o motor que mantém a propriedade da família Casagrande ativa em Barra do Tigre, no interior de Concórdia, em Santa Catarina. O produtor Sérgio Casagrande, de 64 anos, começou a trabalhar na roça ainda na infância e hoje comanda, ao lado da esposa Rosa Maria, de 55 anos, um negócio focado em produção de leite, grãos e avicultura. O próximo passo dessa trajetória já é uma realidade com a presença do filho Mateus, de 28 anos.

Transformação e desafios na produção agrícola

Associado à Cresol Desenvolvimento desde 2003, Sérgio acompanhou a evolução da atividade no campo. Antes concentrada em grãos, a propriedade hoje utiliza a maior parte da colheita para a alimentação animal, tendo o leite como destaque. A avicultura também movimenta a rotina com lotes regulares de aves.

Apesar da modernização com tecnologia no campo e equipamentos que elevaram a produtividade, o volume de trabalho aumentou. “A gente vê que a propriedade teria que crescer ainda, que teria algumas coisas para agregar. Só que a mão de obra hoje é o problema. Por Enquanto, a gente vence, mas está no limite. Se crescer, vai ter que contratar”, explica Sérgio.

O papel da nova geração no campo

Desde pequeno, Mateus demonstrou forte afinidade com máquinas agrícolas e com a lavoura, preferindo ajudar no trator a cumprir outras atividades na juventude. “Eu sempre gostei de maquinário e de roça”, conta. Hoje, ele compartilha a gestão e a execução dos serviços com os pais e com a esposa, Tainá.

A chegada recente do pequeno Yuri, filho do casal, adicionou uma nova geração à propriedade. Para Sérgio, essa continuidade familiar impacta diretamente os investimentos rurais. “Ninguém é eterno. Eu sempre digo isso. Se não vai ter sucessão, tu acaba não investindo. Quando a gente pensa em fazer alguma coisa, conversa: vamos fazer ou não vamos? E, sabendo que ele vai continuar, a gente pensa que vale a pena investir, porque ele vai seguir. A gente quer que eles aproveitem o que foi construído e tenham uma vida melhor aqui dentro”, afirma.

Tradição, comodidade e parceria financeira

Refletindo sobre as dificuldades do passado, Rosa Maria destaca o orgulho de ver os filhos atuando em condições melhores. “Nós sempre falamos que não queremos que eles façam o que nós tivemos que fazer. Nós somos do tempo de tirar pedra da roça, trabalhar com boi, fazer tudo de um jeito bem mais difícil. Então, o nosso orgulho é ver que eles estão seguindo, que estão crescendo junto com a gente e que não precisam passar pelo mesmo trabalho que nós passamos lá atrás. A gente quer que eles valorizem o que foi feito para eles terem a comodidade que têm hoje”, relata.

O suporte do crédito cooperativo tem sido fundamental nessa jornada. Sérgio aponta que a proximidade com a Cresol trouxe agilidade e segurança para planejar novos aportes na infraestrutura da terra. “É um jeito diferente de trabalhar. Tem mais abertura, mais proximidade, as pessoas conhecem a gente. Trouxe agilidade, trouxe crédito, trouxe bom atendimento. E, de certa maneira, também tem uma assistência para ajudar a pensar de que maneira é melhor fazer as coisas, porque não adianta liberar crédito se a pessoa não souber usar”, afirma.

O cenário da agricultura familiar no Brasil

O desafio vivido pelos Casagrande reflete um panorama nacional. Dados do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2024 mostram que o Brasil conta com cerca de 3,9 milhões de unidades produtivas familiares, responsáveis por 10,1 milhões de ocupações. Contudo, o envelhecimento da população no campo — onde o grupo com 60 anos ou mais cresceu de 3,42 milhões para 4,33 milhões entre 2012 e 2023, enquanto a faixa de 14 a 17 anos caiu 31% — evidencia a urgência da renovação geracional.

O estudo aponta ainda que 99% dos jovens consideram os vínculos familiares essenciais para decidir permanecer na atividade, destacando o desejo de atuar na gestão e obter renda estável.

Perspectivas para o futuro da terra

Sem uma data fixa para a transição completa, Mateus enxerga o processo de forma natural. “Eu vejo a sucessão como meu pai me via, no caso, para seguir a propriedade. É difícil falar como vou viver daqui a dez anos, mas sempre me vejo aqui. A gente vai seguindo, melhorando e fazendo o que precisa ser feito”, diz.

Com o pequeno Yuri na família, a esperança é que o vínculo com a terra seja cultivado de forma espontânea, mantendo viva a essência da sucessão familiar na agricultura brasileira.

Prisão em SP: suspeito de matar mulher achada em vala é detido

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As autoridades policiais efetuaram a prisão de Joanderson Santos Silva, de 26 anos, apontado como o principal investigado pelo homicídio de Maria Fernanda Naiser Fragais, de 43 anos. A captura ocorreu nesta sexta-feira (18), na capital paulista, graças a uma operação conjunta entre as forças de segurança do Paraná e de São Paulo.

Fuga interestadual e cooperação policial

A localização do foragido foi possível por meio do intercâmbio constante de dados entre os órgãos de segurança dos dois estados. “Após o crime e com o avanço das apurações no Paraná, o investigado fugiu para São Paulo, onde acabou localizado e detido pelas equipes policiais paulistas a partir do compartilhamento contínuo de informações da Polícia Civil do Paraná”, detalha o delegado Victor Menezes.

Histórico criminal e acusações

Antes deste caso, o suspeito já era considerado foragido da Justiça desde junho devido a crimes de ameaça, violação de domicílio e vias de fato associados a um contexto de violência doméstica contra outra mulher. Pela morte de Maria Fernanda, ele foi formalmente indiciado por homicídio qualificado — utilizando meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa — além de ocultação de cadáver.

As apurações policiais revelaram que o investigado, medindo 1,90 m e com compleição física forte, utilizou-se da grande desvantagem corporal para neutralizar qualquer chance de reação por parte da vítima.

Viagem para rever parentes e o sumiço

A vítima residia em Palmas, no Sul paranaense, e havia viajado no dia 7 para a capital com o intuito de rever parentes com quem não mantinha contato presencial há 14 anos. Na noite do sábado (12), ela esteve em uma casa noturna no bairro Pinheirinho acompanhada de uma sobrinha, momento em que conheceu o suspeito.

Imagens de segurança registraram os dois consumindo bebidas e cigarros juntos antes de deixarem o local. Câmeras de monitoramento flagraram o casal caminhando pela via pública às 3h26 e, apenas oito minutos depois, o homem retornando sozinho e correndo pela mesma rua.

O desenrolar das buscas e a descoberta do corpo

A sobrinha deu falta de Maria Fernanda e tentou localizá-la sem sucesso, registrando o desaparecimento no domingo (13). Três dias após ser vista pela última vez, na terça-feira (15), a vítima foi achada sem vestimentas e apresentando marcas de estrangulamento dentro de uma vala situada na Rua Gertrúdes Cruz de Andrade, próxima ao estabelecimento noturno. O responsável pela danceteria relatou que ambos deixaram o local de maneira pacífica e sem indícios de conflito interno.

Candidatos não poderão ser presos a partir deste sábado

Candidatas e candidatos que disputam as eleições 2026 não poderão ser presos ou detidos a partir deste sábado (19). A medida é prevista pelo Código Eleitoral, para os 15 dias que antecedem o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Ela valerá até 48 horas após o encerramento da votação.

Durante o período de vigência da regra, prisões ou detenções só poderão ocorrer em casos de flagrante delito. A garantia alcança todos os candidatos registrados para a disputa eleitoral.

De acordo com o calendário aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os eleitores irão às urnas em 4 de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.