O corpo de uma idosa de 65 anos que estava desaparecida desde o início de setembro foi localizado nesta terça-feira (15) enterrado na horta de sua própria residência, localizada em Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná. A vítima foi identificada como Isabel Brilhador, cujo paradeiro era incerto desde o dia 4 do mesmo mês.
Investigação policial e relacionamento oculto
O principal investigado pelo crime é Anderson do Nascimento Silva, de 31 anos, que mantinha um relacionamento secreto com a vítima havia cerca de dois anos, conforme revelado pela polícia. Os familiares da aposentada afirmaram que não tinham conhecimento do envolvimento amoroso entre os dois. O suspeito já estava detido temporariamente desde a quinta-feira anterior (10).
Transferência bancária e contradições
Durante as diligências, os investigadores descobriram uma transferência via PIX no valor aproximado de R$ 80 mil da conta da vítima para a do suspeito, realizada na mesma semana em que ela desapareceu. O delegado responsável pelo caso informou que o homem detido tinha acesso livre às finanças da idosa e não negou o recebimento da quantia durante os interrogatórios, nos quais apresentou versões contraditórias.
Dinâmica do crime e desconfiança da família
O sumiço da aposentada começou a ser investigado após os parentes estranharem o teor das mensagens enviadas pelo celular dela. Textos diziam que ela estava doente e faria uma viagem, mas ligações não eram atendidas. Familiares entraram na casa com um chaveiro e encontraram roupas arrumadas para uma viagem a Curitiba sobre a cama. A polícia suspeita que o crime tenha ocorrido no final de agosto e que o autor tenha simulado as mensagens para despistar a família.
Posicionamento da defesa
O corpo foi descoberto após uma denúncia anônima, sem apresentar sinais evidentes de violência no local, sendo necessários exames periciais para determinar a causa da morte. A defesa do suspeito emitiu nota na qual nega veementemente qualquer envolvimento no crime, destacando que a prisão é temporária e que o investigado segue à disposição da Justiça para colaborar com o esclarecimento dos fatos. Caso a autoria seja confirmada, ele poderá responder por feminicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e furto qualificado.













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