A Justiça do Paraná aceitou a denúncia contra três pessoas acusadas de aplicar um esquema de fraudes em festas de casamento e formaturas, gerando um prejuízo superior a R$ 2,6 milhões para centenas de consumidores.
Detalhes do esquema da Filia Eventos
O Ministério Público apontou que a empresa utilizava contratos de planejamento completo de festas, abrangendo buffet, decoração e aluguel de espaços, para atrair clientes com valores abaixo da média de mercado e facilidades no parcelamento, sem a devida intenção ou capacidade de entrega.
Os crimes investigados ocorreram entre janeiro de 2023 e agosto de 2024 em cidades como Maringá, Londrina e Rolândia. Ao todo, 124 vítimas foram identificadas na denúncia aceita pela Justiça.
Acusações formais e situação dos réus
Julio Cesar Bosi, Luana Cristina da Luz Barbosa e Simone da Luz Barbosa tornaram-se réus por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Atualmente, todos respondem ao processo em liberdade enquanto a defesa tenta esclarecer os fatos.
Para ocultar os valores ilícitos, o grupo utilizava máquinas de cartão de crédito em nome de terceiros e fragmentava o fluxo financeiro em pequenas quantias transferidas para diversas contas, integrando o montante ao patrimônio pessoal por meio de despesas cotidianas.
O impacto para noivos e formandos
O fechamento abrupto das atividades da empresa no fim de semana de 10 e 11 de agosto de 2024 deixou dezenas de pessoas desamparadas. Casais descobriram a véspera da cerimônia que os fornecedores não haviam sido pagos, enquanto grupos de formandos relataram prejuízos que somam cerca de R$ 200 mil após perderem contato com os representantes.
Diante do colapso, o Ministério Público solicitou formalmente que a sentença inclua um valor mínimo para a reparação dos danos materiais sofridos pelas 124 vítimas afetadas pela fraude no interior paranaense.












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