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Médico que presta serviço para terceirizada do DETRAN é investigado por corrupção

Na manhã desta quarta-feira (17) equipe de investigação da 5ª SDP de Pato Branco deu fiel cumprimento à ordens judiciais de busca e apreensão e cautelar de suspensão do exercício de função pública em face de médico credenciado ao DETRAN/PR.

Chegou ao conhecimento da Polícia Judiciária a suposta e eventual prática do delito de corrupção passiva por parte de médico que, atuando no exercício da função pública, estaria exigindo vantagem indevida por ocasião dos exames que realizava em Clínica credenciada ao Detran/PR.

Foi instaurado inquérito policial e colhidos todos os elementos de informação relacionados ao fato, tendo sido identificado o referido médico, bem como vítimas de corrupção passiva e concussão.

De acordo com o delegado da PCPR Éder Alves de Oliveira, apurou-se que em diversas oportunidades o médico credenciado solicitava vantagem indevida para aprovar pacientes que se submetiam a exames de vista no procedimento de renovação da carteira nacional de habilitação.

“Restou evidenciado que o ato criminoso era praticado diretamente pelo investigado, não havendo participação de terceiros, tampouco da clínica credenciada. O valor da vantagem solicitada não era fixo, oscilando em relação a cada paciente, tendo as solicitações variado entre R$ 800,00 (oitocentos reais) e R$400,00 (quatrocentos reais), tendo em determinado caso sido o valor reduzido à quantia de R$120,00 (cento e vinte reais), sendo na ocasião exigido tal pagamento sob pena de rebaixar a carteira do motorista”, afirma o delegado.

A Autoridade Policial demonstrou ao juízo que o representado se utilizava do cargo para praticar os delitos de corrupção ativa e concussão de forma reiterada, tendo representado pela suspensão do exercício da função pública, dado o justo receio da utilização do cargo para a prática de infrações penais, agindo de forma criminosa em detrimento do DETRAN/PR.

Por ocasião das buscas domiciliares foram apreendidos documentos e dispositivos móveis, que serão encaminhados à perícia técnica.

Tão logo sejam concluídas as diligências do apuratório, o inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário, com o indiciamento do investigado.

Movimento financeiro das eleições deve ultrapassar R$ 300 milhões, só no Paraná.

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É grana!

As eleições de outubro das 399 cidades do Paraná devem movimentar mais de R$ 300 milhões. No país, o montante deve passar dos bilhões. Na de 2020, os partidos e seus candidatos informaram, em prestações de contas ao TSE), terem gastado um total de R$ 6,79 bilhões com as campanhas políticas em 5.568 cidades brasileiras.

O Paraná foi o quarto estado com mais despesas no pleito (R$ 270 milhões), atrás apenas de São Paulo (R$ 786 milhões), Minas Gerais (R$ 497 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 303 milhões). Só em Curitiba, os gastos com as disputas pelo cargo de prefeito e por uma cadeira na Câmara Municipal somaram R$ 41 milhões.

Petrobras anuncia a reabertura da Fafen-PR em Araucária

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A Petrobras anuncia, nesta quarta-feira, 17, a reabertura da Fafen-PR (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná) na cidade de Araucária, região metropolitana de Curitiba. “Amanhã (quarta-feira), a Petrobras vai reunir a diretoria executiva e deve anunciar a retomada dos investimentos no Paraná. Já é uma decisão do presidente Lula e agora depois dos estudos realizados, falta apenas a confirmação da petrolífera”, disse o deputado Zeca Dirceu sobre a fabrica que foi fechada durante o governo anterior.

A reabertura da fábrica vai recontratar os mil trabalhadores – 400 diretos e 600 indiretos – demitidos com a interrupção da produção da planta industrial paranaense há quatro anos pelo governo anterior. “O fechamento da Fafen-PR foi mais um erro, não só político e logístico, como danoso para economia brasileira porque deixou a agropecuária dependente dos fertilizantes importados com preços que oscilam conforme as tensões entre os países produtores”, completou o deputado.

Zeca Dirceu acompanha as tratativas da reabertura da fábrica desde o início do governo Lula (PT) em janeiro de 2023. “A primeira batalha que travamos foi contra a venda da fábrica em 2022. E agora, estamos bem próximos do seu religamento. O que a Petrobras está estimando, o volume de investimentos necessários para tirar a Fafen-PR da hibernação e da retomada da produção”, disse.

“É uma vitória dos brasileiros, dos trabalhadores da Petrobras, e da agropecuária e outros setores que terão insumos mais em conta para reduzir os custos de produção”, completou.

Fertilizantes
Antes do seu fechamento em 2019, a fábrica era responsável pela produção de 30% do mercado brasileiro de ureia e amônia e de 65% do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), aditivo para veículos de grande porte que atua na redução de emissões atmosféricas. Nesse período, a Fafen-PR deixou de produzir por dia duas mil toneladas de ureia e 1,3 mil toneladas de amônia, utilizados na fabricação de fertilizantes. A matéria-prima de fabricação é o resíduo asfáltico, obtido da Repar (Refinaria Getúlio Vargas) em Araucária.

“Não conseguimos entender a demora em retomar a unidade. O Brasil é um grande produtor agrícola, precisa diminuir a dependência sobre a importação de fertilizantes nitrogenados. Mais do que ser importante para a economia, com geração de emprego e renda da região, a reabertura da Fafen-PR tem relação com a segurança alimentar da população”, afirmou o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.

O Brasil é atualmente o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo e importa 85% do que utiliza. Segundo estimativa da FUP (Federação Única dos Petroleiros), a reabertura da Fafen-PR, a retomada das Fafens Bahia e Sergipe e a conclusão das obras da Fafen-MS podem reduzir para 35% as importações do insumo agrícola.

TCE-PR indica 27 medidas para melhorar atenção básica em saúde de 25 municípios

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O Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) homologou a emissão de 27 recomendações para 25 municípios. O objetivo das medidas, cujo prazo para implementação não ultrapassa 12 meses, é incrementar os serviços de atenção básica à saúde oferecidos à população por essas prefeituras.

As ações foram indicadas pela Coordenadoria de Auditorias (CAUD) do órgão de controle, após esta realizar fiscalizações presenciais sobre o assunto, no ano passado, junto aos seguintes municípios: Abatiá, Agudos do Sul, Bela Vista do Paraíso, Bocaiúva do Sul, Califórnia, Cambira, Carlópolis, Doutor Camargo, Enéas Marques, Engenheiro Beltrão, Faxinal, Ibema, Itambé, Ivaté, Jaguapitã, Jesuítas, Manoel Ribas, Maria Helena, Marilândia do Sul, Ouro Verde do Oeste, Sabáudia, Santa Maria do Oeste, São Pedro do Iguaçu, Tapira e Tuneiras do Oeste. As atividades estavam previstas no Plano Anual de Fiscalização (PAF) de 2023 da Corte.

De acordo com os relatórios apresentados, o objetivo dos trabalhos foi avaliar a gestão dos entes públicos na atenção básica à saúde, com foco no monitoramento da sua taxa de resolutividade. Para tanto, foram abordados oito temas: três relacionadas ao planejamento da saúde (diagnóstico de territorialização, instrumentos de planejamento e estratificação de usuários), dois à oferta de serviços de saúde (estrutura física das unidades de saúde e carteiras de serviços), dois ao acesso da população ao serviço (funcionamento das unidades de saúde e atenção domiciliar) e um ao controle da referência para o serviço de atenção especializada em saúde.

Decisão

Como resultado, foram apontadas oito oportunidades de melhoria, em relação às quais foi feita a indicação de 27 recomendações a serem implementadas ao todo ou em parte pelos 25 municípios fiscalizados, a depender de cada caso. Todas elas estão detalhadas no quadro abaixo.

O processo de Homologação de Recomendações foi relatado pelo presidente do TCE-PR, conselheiro Fernando Guimarães, que corroborou todas as indicações feitas pela CAUD. Os demais membros do órgão colegiado da Corte acompanharam, de forma unânime, o voto do relator na Sessão de Plenário Virtual nº 5/2024, concluída em 27 de março. Cabe recurso contra o Acórdão nº 719/24 – Tribunal Pleno, publicado no dia 4 de abril, na edição nº 3.181 do Diário Eletrônico do TCE-PR (DETC).

Resolução

A partir da vigência da Resolução nº 73/2019 do TCE-PR, todos os procedimentos resultantes de trabalhos fiscalizatórios realizados pelo Tribunal têm como ponto de partida a elaboração, pela unidade técnica responsável, de um Relatório de Fiscalização. Caso este apresente apenas sugestões de medidas para sanar impropriedades encontradas na gestão da entidade pública em questão, é instaurado processo de Homologação de Recomendações.

A medida tem como objetivo dar maior rapidez à implementação dessas iniciativas, indicadas apenas nos casos em que não são encontradas irregularidades de maior gravidade, que demandem a emissão de determinações ou a aplicação de sanções – situações ainda contempladas pelos processos de Representação e Tomada de Contas Extraordinária.

RECOMENDAÇÕES AOS MUNICÍPIOS

Impropriedade: A territorialização da atenção básica em saúde não está atualizada e nem de acordo com as necessidades da população.
Elaborar os planos de territorialização (geral, por unidade básica de saúde e por microárea) contendo, no mínimo, indicadores demográficos, epidemiológicos, socioambientais e socioeconômicos das populações contidas nos territórios analisados.
Regulamentar a elaboração dos planos de territorialização, estabelecendo seu conteúdo mínimo e seus prazos de revisão e atualização, pelo menosa cada novo ciclo de elaboração do Plano Municipal de Saúde (PMS).
Impropriedade: O planejamento municipal da saúde não está orientado para estimular a resolutividade da atenção básica.
Estruturar logicamente o PMS e a Programação Anual de Saúde (PAS) e tornar a segunda coerente com o primeiro.
Reorientar diretrizes, objetivos, ações e indicadores do PMS a partir dos problemas identificados na territorialização da atenção básica em saúde.
Incluir no PMS 2022-2025 objetivos, indicadores e metas relacionados à resolutividade da atenção básica.
Incluir no Relatório Anual de Gestão o monitoramento do cumprimento das diretrizes, objetivos e indicadores do PMS, assim como recomendações para melhorar o plano quando identificado seu não cumprimento.
Incluir no Relatório Anual de Gestão de 2023 o monitoramento do cumprimento das metas da PAS, assim como recomendações para melhorar a programação seguinte quando identificado seu não cumprimento.
Incluir no Relatório Anual de Gestão de 2024 o monitoramento da taxa de resolutividade da atenção básica municipal e de cada equipe de saúde da família.
Impropriedade: O processo de trabalho das equipes de saúde não é planejado com base na estratificação e no conhecimento dos habitantes do território.
Confeccionar normativa com previsão de critérios para estratificação dos usuários da atenção básica com atualização, no mínimo anual, e identificação de agente responsável pelo acompanhamento e controle dessa estratificação.
Regulamentar e implementar a realização de reuniões nas unidades básicas de saúde, no mínimo mensais, de planejamento terapêutico, exigindo, inclusive, a elaboração de atas.
Impropriedade: As unidades básicas de saúde não possuem os espaços mínimos necessários para garantir um atendimento resolutivo.
Adequar o espaço físico das unidades de saúde conforme previsto na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), com especial atenção aos apontamentos constantes no Relatório de Fiscalização entregue a cada município.
Impropriedade: As unidades básicas de saúde não oferecem aos usuários os serviços essenciais para um atendimento resolutivo.
Criar uma carteira de serviços essenciais à atenção básica uniforme para todas as unidades de saúde.
Normatizar a exigência de execução de todos os serviços essenciais à atenção básica para os profissionais concursados.
Estabelecer cláusulas contratuais com a exigência de execução de todos os serviços essenciais à atenção básica para os profissionais terceirizados.
Criar metodologia de controle e implementá-la para garantir que a carteira de serviços essenciais à atenção básica criada para todas as unidades de saúde seja respeitada pelos profissionais e que os serviços sejam efetivamente implementados.
Impropriedade: O modo de funcionamento das unidades básicas de saúde não facilita o acesso da população aos serviços da atenção básica.
Adotar o método de agendamento de consultas com marcação de dia e horário em todas as unidades de saúde do município, conforme preconizaa PNAB, realizando ainda campanhas informativas sobre o funcionamento das unidades de saúde.
Incluir formas não presenciais de agendamento de consultas em todas as unidades de atenção primária.
Providenciar que pelo menos uma unidade de atenção primária do município fique aberta na hora do almoço.
Assegurar que pelo menos uma unidade de atenção primária do município fique aberta além do horário comercial.
Impropriedade: A gestão municipal não realiza atenção domiciliar de acordo com os padrões mínimos de qualidade exigidos.
Adotar controle unificado dos usuários das unidades básicas de saúde que necessitam de consultas domiciliares.
Realizar planejamento para o atendimento das pessoas que não conseguem ou têm dificuldade de se deslocar até as unidades de saúde.
Promover a realização de visitas domiciliares por todos os membros das equipes de atenção básica, conforme a necessidade específica de cada paciente.
Planejar e fazer com que medicamentos e insumos sejam entregues nas visitas domiciliares às pessoas que não conseguem ou têm dificuldade de se deslocar até as unidades básicas de saúde.
Impropriedade: A gestão municipal não possui controles mínimos sobre a qualidade da referência para a atenção especializada.
Acompanhar, mediante relatórios no mínimo anuais, a taxa de resolutividade da atenção básica, para que sejam adotadas ações para eventual melhoria, caso esteja aquém dos índices preconizados pela PNAB.
Implementar protocolos para controlar a qualidade da referência para a atenção especializada, como, por exemplo, fazer triagens dos encaminhamentos para as especialidades com maiores filas de espera.
Fazer levantamento dos pacientes que estão em tratamento na atenção especializada e revisá-lo periodicamente.
Implementar protocolos para a realização de busca ativa de pacientes encaminhados para a atenção especializada a fim de acompanhar o seu processo terapêutico.

Podutores e lideranças governamentais debatem crise do leite na Amsop

Ficou pequeno o auditório da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) nesta terça-feira, 16/04, durante a mobilização “Sudoeste do Paraná grita pelo leite”, organizada pela secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Sistema Faep/Senar-PR e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), para debater a crise do leite enfrentada por produtores de todo o Brasil.

A região sudoeste é a maior bacia leiteira do Paraná e a situação de crise tem se agravado cada vez mais, com o aumento no número de produtores que abandonaram a atividade, em razão do desequilíbrio entre lucro e custo de produção, e o consequente impacto na economia de muitos municípios.

“É um setor muito importante para a nossa região. É a base da economia de muitos municípios, seja com o leite ou o queijo, e, por isso, é mais do que urgente esse socorro para que os nossos produtores não se afundem cada vez mais em dívidas e não permita que outros tantos abandonem a atividade como vem ocorrendo”, pontuou o presidente da Amsop e prefeito de Pranchita, Eloir Lange.

De acordo com dados da Agrostat, a plataforma do Ministério da Agricultura e Pecuária que acompanha o comércio de produtos agropecuários, em 2023 o Brasil importou 199,2 mil toneladas de leite em pó, principalmente da Argentina e do Uruguai. Esses países, por fazerem parte do Mercosul, estão isentos da Tarifa Externa Comum (TEC), cobrada de países que não compõem o bloco econômico. Já segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), no último ano o preço do litro de leite pago ao produtor caiu 16,8%, de R$ 2,68 para R$ 2,23.

Para o presidente da Comissão do Leite da Faep, Ronei Volpi, “nós não estamos conseguindo, até agora, que o governo federal tome alguma atitude com relação ao regramento das importações. Então, os próprios estados, dentre eles o Paraná, busca implementar medidas ao seu alcance para reduzir esse excesso de importação de leite”.

Com o intutio de tentar reverter o cenário no Paraná, o governo do Estado elaborou um decreto, que entrará em vigor no próximo mês de maio, com uma alíquota de 7% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), até então isento, sobre o leite em pó e o queijo mussarela importados.

“Paga-se caro no mercado, mas o produtor paranaense está com dificuldade, fruto de uma importação nunca antes vista. O que precisamos, no momento, é proteger minimamente os produtores porque queremos transformar esse setor em mais uma cadeia vitoriosa até o final da década”, destacou o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara.

Ainda, o governo do Estado enviou para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que retira o leite em pó e o queijo mussarela importados da cesta básica paranaense, para que possam ser taxados pela alíquota cheia de ICMS, de 19,5%.

“Precisamos ter capacidade de reação, sob pena de inviabilizar uma atividade importantíssima, que congrega 60 a 70 mil famílias no Paraná”, complementou Ortigara.

Esta não foi a primeira vez que o leite esteve no centro dos debates na Amsop. Em setembro passado, uma mobilização reuniu mais de 400 pessoas na entidade e levantou uma série de propostas que foram entregues ao vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Posteriormente, em outubro de 2023, a Amsop apoiou uma manifestação em Dionísio Cerqueira (SC).

A mesa de honra foi composta pelo presidente da Amsop e prefeito de Pranchita, Eloir Lange, secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, deputados estaduais Luís Corti e Wilmar Reichembach, presidente da Comissão do Leite da Faep, Ronei Volpi, presidente da Adapar, Otamir Martins, presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, presidente da Fetaep, Alexandre Leal dos Santos, presidente da Associação das Câmaras Municipais do Sudoeste do Paraná (Acamsop) vereador Tupy Prolo, pesquisador da área técnica de socioeconomia do IDR-Paraná, Dimas Soares Junior, produtor de leite de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv e o ex-deputado federal e colaborador convidado do Grupo Interministerial da Política Nacional do Leite, Assis do Couto.

HEMEPAR pede por doações. Pato Branco e Beltrão em estado crítico para o+ e O- 

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) reforça a urgência para a doação de sangue no Estado, em especial dos tipos O- e O+. O pedido acontece, sobretudo, por conta da ocorrência de temperaturas mais baixas nesta época do ano, o que reduz a quantidade de doadores. De acordo com o Hemepar, apenas na unidade de Curitiba, já houve uma diminuição de 15% no número de doações. Normalmente, essa unidade recebe cerca de 170 doadores diariamente, mas nos últimos dias a média tem sido de apenas 120.

“Com a chegada do frio, é comum observarmos uma diminuição do estoque de sangue. Isso acontece por alguns motivos, como hábitos mais caseiros e também condições como resfriado e gripe. Por isso, devemos reforçar de maneira contínua a importância da doação. Sempre alertamos que, por não haver substituto para o sangue, a doação se torna um ato único e indispensável para salvar vidas”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Para tornar-se um voluntário é necessário ter entre 16 e 69 anos completos, sendo exigida a autorização e a presença do responsável legal para doação de menores de idade. O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

Homens podem doar sangue quatro vezes ao ano. Já as mulheres podem fazer três doações ao ano.

Depois de coletado, o sangue é fracionado e acontece o processo de separação dos hemocomponentes – plasma, hemácias, plaquetas e crio. Após isso, a bolsa fica estocada até o resultado dos exames para a liberação.

Por isso, é importante ressaltar a necessidade da doação com antecedência, uma vez que, após a coleta, o sangue pode levar até 48 horas para ser liberado. No Paraná, existem mais de 20 pontos disponíveis para a doação de sangue. Para agendamentos e mais informações, acesse este site.

Rodovia entre Realeza e Planalto terá bloqueio de três dias para recuperação de talude

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) informa que a PR-281, na altura do km 595, entre Realeza e Planalto, na região Sudoeste, será bloqueada por três dias a partir desta quarta-feira (17), durante o período diurno.

A interdição é necessária para realizar os serviços de remoção de solo para estabilização de talude, consequência do escorregamento de terra que atingiu o trecho em novembro passado, e que ocupa uma das três faixas de tráfego no local.

Durante o período diurno, veículos pesados devem utilizar como alternativa a BR-163, sentido Capanema, enquanto veículos leves podem utilizar como desvio uma estrada não pavimentada próxima ao ponto do bloqueio na PR-281 mesmo, que estará devidamente sinalizada.

O tráfego será liberado no período noturno, após o maquinário e equipe de trabalho encerrarem as atividades do dia. O período de interdição pode ser prolongado caso as condições climáticas não sejam favoráveis.

Prefeito teria utilizado 13 milhões do aeroporto para construir a Arena Multiuso. Caso vai para o MPF

Em entrevista para um podcast realizado na Feira Casa e Construção o prefeito de Pato Branco Robson Cantu (P S D) disse que em junho entregará oficialmente a Arena Multiuso. Ele afirmou ainda que os recursos que deveriam vir para a obra não foram repassados. Acompanhado do vereador Joecir Bernardi, que figurou na entrevista, o prefeito disse que o governo federal deve ao município 4 milhões de reais de repasse para a obra da arena. “A maior obra que nós vamos construir, a primeira é arena, 27 milhões na primeira etapa. Me prometeram o dinheiro não me entregaram. Um milhão apenas. Um milhão apenas, tá? Eu tenho 4 milhões para receber do governo federal ainda que não me entregaram, tá? E vinte, vinte e dois do povo pato-branquense. Essa nós entregamos em junho”. A fala de Cantu foi rebatida pelo vereador Claudenir Zanco (PL) o Biruba.

Segundo o vereador, o repasse do recurso de 5 milhões de reais está na conta, mas o município não realiza as medições da obra. Biruba ainda afirmou que em Brasília, com o deputado Federal Giacobo (PL), o prefeito aceitou os 5 milhões para a primeira etapa da obra da Arena, mas como fez uma licitação em etapa única, a segunda parcela de 5 milhões para uma segunda etapa, que agora não existe, não pode ser encaminhada. Com o deputado, afirma Biruba, ficou acertado o repasse de R$ 9,5 milhões para asfalto, em substituição aos R$ 5 milhões comprometidos para a segunda etapa da Arena. Como o prefeito utilizou, segundo o vereador e teria sido confirmado pelo Secretário de Administração Alaxendro Dal Piva, recursos do financiamento para as obras e indenizações no entorno do aeroporto, Biruba disse que irá fazer uma denúncia no Ministério Público Federal, pois foi utilizado recurso com desvio de finalidade. Segundo o levantamento do vereador, mais de 13 milhões do aeroporto foram para a arena

Líder global em tecnologia, TCS expande operações e transforma Londrina na Capital da Tecnologia e Inovação

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Através de Lei estadual a Capital Tecnológica e Inovadora do Estado do Paraná é Pato Branco, mas na prática Londrina tem ganho espaço e recebe a denominação por ações realizadas., como por exemplo o anúncio feito nesta segunda-feira da ampliação da operação da TCS.

Líder global em serviços de tecnologia e maior multinacional da Índia, o grupo Tata Consultancy Services (TCS) anunciou nesta segunda-feira (15) a expansão da operação em Londrina, no Norte do Paraná, com ampliação de seu Delivery Center. O anúncio foi feito em Nova Delhi, onde o governador Carlos Massa Ratinho Junior foi recebido pelo CEO da TCS, Krithi Krithivasan, e executivos da companhia em missão oficial do Governo do Paraná à Índia. 

Com a expansão do centro de entregas, a TCS vai criar 1,6 mil novas vagas de emprego na unidade de Londrina, onde a empresa opera desde 2018. Com isso, o centro de entregas na segunda maior cidade paranaense vai chegar à marca de 3 mil colaboradores, com a meta de alcançar a 5 mil nos próximos anos. A expectativa é que o incremento na economia da cidade seja de R$ 160 milhões por ano.

Para o governador, o anúncio da expansão da TCS em Londrina é mais um passo importante para o Paraná, que busca ser referência na área de tecnologia e inovação no Brasil. “Viemos aqui não só para conhecer a experiência indiana, que em poucos anos deu um salto na área de tecnologia, levando a digitalização de diversos serviços e produtos à população, a quarta maior do mundo, mas também buscar investimentos. Por isso esse anúncio do Grupo Tata é tão importante, por envolver uma área estratégica para o desenvolvimento do nosso Estado”, disse. 

“Esse é um anúncio que que mexe com a economia paranaense. A sede de Londrina será o grande centro de atendimento da empresa na América do Sul. A TCS atende as maiores empresas do planeta e escolheu Londrina para fazer esse investimento. O salário médio passa de R$ 7 mil e o número de empregados vai dobrar, o que nos enche de orgulho. Será uma grande oportunidade para jovens, mulheres e todos moradores de Londrina”, afirmou.

O CEO da TCS no Brasil, Bruno Rocha, disse que a operação do novo Delivery Center em Londrina terá foco em áreas estratégicas, como Transformação de Negócios, Inteligência Artificial e Operações Cognitivas. Para isso, a empresa vai oferecer uma ampla gama de serviços de Tecnologia da Informação (TI) para apoiar clientes não só do Brasil, mas também de outros países. 

“A expansão do nosso Delivery Center em Londrina é prova do nosso compromisso contínuo com o Brasil e da nossa confiança em talentos locais. Estamos entusiasmados em duplicar nosso número de colaboradores em áreas-chave como cibersegurança, cloud, ITIs, IA e automoção, refletindo nossa dedicação à inovação e excelência em serviços de tecnologia”, disse Rocha. “Queremos inaugurar a estrutura em dois anos. Temos a missão de acelerar o crescimento da companhia do Brasil. Londrina tem potencial enorme para novos funcionários, por isso escolhemos essa cidade”.

“É um dia histórico para Londrina porque referenda a cidade como polo de tecnologia e inovação. A TCS/Tata é uma grande empresa global e vai construir três novas torres na cidade, no conceito de uma indústria limpa. Esse investimento vai movimentar muito a economia. Essa parceria da cidade com o Governo do Estado tem gerado investimentos milionários”, afirmou o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, que também acompanha a missão internacional na Índia.

“É um investimento que amplia as parcerias comerciais entre Brasil e Índia para fortalecer os laços econômicos dos dois países”, complementou o embaixador do Brasil na Índia, Kenneth Nóbrega.

https://youtu.be/n-YBrLk3EYo

Pastor acusado de crimes sexuais realizava culto chamado “Vem Novinha”

Na última década, o Brasil tem sido palco de diversos escândalos envolvendo líderes religiosos acusados de condutas reprováveis, especialmente no que tange a crimes sexuais. Recentemente, um caso chocou a opinião pública e gerou intensa repercussão midiática: o do pastor Davi Passamani, fundador da igreja Casa, sediada em Goiânia (GO). O pastor foi preso sob a acusação de crimes sexuais, incluindo assédio e importunação sexual contra membros de sua congregação.

Um dos aspectos mais perturbadores desse caso é a revelação de que o pastor Passamani promovia cultos com temáticas controversas, como o infame “Vem Novinha”. Esta denominação de culto levanta sérias questões sobre a conduta do líder religioso e o ambiente que ele criava em sua igreja. Não apenas esse culto, mas também outros eventos organizados pela Casa, como o “Tinder” e o “Rei do Camarote”, demonstram uma abordagem questionável na tentativa de atrair jovens para a igreja.

Desde 2020, pelo menos três ex-membros da congregação denunciaram o pastor por assédio ou importunação sexual, resultando na condenação em um dos casos e na abertura de investigações em outros. Essas acusações lançaram uma sombra sobre a reputação do pastor e da igreja que ele liderava. Enquanto as vítimas buscavam justiça, a defesa de Passamani negava veementemente todas as acusações, alegando uma conspiração para desacreditá-lo e apropriar-se de seu patrimônio.

Um aspecto polêmico desse caso é a tentativa de justificar os cultos temáticos, como o “Vem Novinha”, como uma estratégia de evangelização voltada para os jovens. A então esposa de Passamani, pastora Giovanna Lovaglio, argumentou que o objetivo desses cultos era ressignificar temas da cultura jovem, atraindo assim os mais jovens para a igreja. No entanto, essa justificativa é amplamente contestada pela sociedade e pelas vítimas, que veem nesses eventos uma clara exploração e objetificação da juventude, em vez de uma abordagem genuína de evangelização.

O caso do pastor Davi Passamani e seus cultos temáticos levantam questões importantes sobre a responsabilidade dos líderes religiosos e o papel das igrejas na sociedade.