A investigação sobre a morte de uma família em um apartamento na capital paranaense revelou que o último contato com conhecidos aconteceu no domingo (23), 48 horas antes de os corpos serem descobertos pelas autoridades.
Como os corpos foram descobertos no Água Verde
O caso veio à tona na tarde de terça-feira (25), quando a médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, o marido dela, o engenheiro Marcos Alberto Furuyama, de 50 anos, e o filho do casal, o estudante de engenharia Rafael Furuyama, de 21 anos, foram achados sem vida no imóvel onde moravam, localizado no 9º andar de um condomínio no bairro Água Verde.
O alerta foi dado por colegas de trabalho da médica, que estranharam a ausência dela, e por vizinhos incomodados com o latido persistente do cachorro da família. Diante da falta de respostas, o síndico acionou um chaveiro para abrir a residência.
Detalhes da investigação e linha de raciocínio policial
Segundo o delegado responsável pelo caso, Ivo Viana, a última comunicação registrada partiu do celular de Claudia no fim da tarde de domingo, em uma conversa por mensagens com uma amiga que havia deixado uma encomenda na portaria.
A Polícia Civil agora analisa imagens de câmeras de segurança para traçar a rotina dos moradores nos dias antecedentes ao fato e planeja tomar o depoimento de testemunhas para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.
Evidências encontradas no local do crime
Os três integrantes da família apresentavam marcas de golpes de arma branca. A Polícia Militar encontrou uma faca e um canivete com vestígios de sangue próximos aos corpos, materiais que já foram encaminhados para perícia laboratorial.
O apartamento estava completamente trancado por dentro e não exibia indícios de arrombamento. Inicialmente tratada pela Polícia Militar como suspeita de duplo homicídio seguido de suicídio, a ocorrência segue sob apuração rigorosa da Polícia Civil para elucidar todos os fatos.