O cenário eleitoral paranaense sofreu uma reviravolta nesta quarta-feira (26) após o cancelamento da participação de Sandro Alex (PSD) no debate promovido pela TMC e pela Universidade Positivo, em Curitiba. A decisão ocorreu logo após a desistência de Sergio Moro (PL), resultando na transformação do evento em uma sabatina exclusiva com Requião Filho (PDT).
As ausências e a mudança no formato A equipe de Moro comunicou a desistência à emissora por e-mail no final da tarde, a poucas horas do evento, apesar de ter participado das reuniões de alinhamento e assinado o regulamento.
Em nota oficial divulgada às 17h44, Sandro Alex justificou seu afastamento alegando que a saída de Moro descaracterizou a dinâmica original do confronto de ideias entre os principais concorrentes ao Palácio Iguaçu.
Único presente no Teatro Positivo, Requião Filho confirmou sua participação e não poupou críticas aos adversários, acusando-os de fugirem do contato direto com o eleitorado e com os cidadãos paranaenses.
Propostas para economia e segurança pública Durante a sabatina de uma hora, conduzida por jornalistas, docentes e acadêmicos, o candidato do PDT detalhou suas diretrizes de governo. Para estimular a economia e o Produto Interno Bruto estadual, ele prometeu baratear a energia elétrica, a tarifa da água e o ICMS.
Questionado sobre a possibilidade de ser rotulado como Requião 2.0, em alusão ao seu pai e ex-governador Roberto Requião, o político rechaçou o termo: O governo dele terminou quando ele saiu do governo, e o meu começa quando eu assinar a posse.
Na área de segurança pública, o plano apresentado prioriza a valorização da Polícia Militar, da Polícia Civil e dos agentes penitenciários, além do fortalecimento da inteligência policial para asfixiar as finanças do crime organizado. Ele também apontou deficiências estruturais nas Delegacias da Mulher e criticou discursos que classifica como machistas e de extrema-direita.
Críticas às privatizações e à gestão estadual O modelo do novo pedágio foi alvo de duras críticas. O candidato responsabilizou diretamente o governo estadual e lideranças federais anteriores pela formulação das tarifas atuais, acusando a gestão de Ratinho Jr (PSD) de propaganda enganosa na Bolsa de Valores.
No campo da infraestrutura e energia, prometeu auditar e tentar reverter a privatização da Copel, além de barrar o processo da Celepar. A intenção é criar um fundo estatal para recomprar as ações da companhia energética vendidas recentemente.
Educação e considerações finais Na educação, o plano é encerrar o modelo de escolas cívico-militares no Paraná, direcionando a atuação policial para o patrulhamento ostensivo no entorno dos colégios, em vez da gestão interna das unidades de ensino.
Encerrando sua participação, Requião Filho ironizou a ausência dos oponentes e alfinetou os concorrentes ausentes e o atual governador, reafirmando sua postura de oposição às privatizações e às diretrizes econômicas vigentes no estado.