Um forte temporal acompanhado de rajadas de vento que ultrapassaram os 90 km/h devastou a estrutura de diversas indústrias localizadas no bairro Parque das Indústrias, em Maringá, no Norte do Paraná, durante a madrugada de segunda-feira (2).
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Fábricas atingidas pela força do vento
Entre os locais mais afetados estão uma fábrica de peças agrícolas, que opera há mais de uma década na região, e uma indústria de placas solares vizinha. Os danos abrangeram telhados arrancados, paredes derrubadas, móveis inutilizados, veículos danificados e estruturas de ferro completamente retorcidas pela força das rajadas. Na manhã de terça-feira (3), dezenas de funcionários compareceram aos locais para avaliar a situação e definir os próximos passos após o desastre.
Intensidade e dados meteorológicos
Conforme dados divulgados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o aeroporto da cidade registrou rajadas de 96,3 km/h em três horários distintos da madrugada, enquanto a média oficial apontou marcas de 81 km/h às 3h30.
Especialistas apontam que o fenômeno pode ter sido uma supercélula, caracterizada como uma tempestade de grande intensidade e alto nível de organização.
“Esse sistema pode gerar ventos extremamente intensos e destrutivos, que se manifestam de forma linear (em linha reta) ou com giro”, diz a nota.
Apesar da violência dos ventos, os meteorologistas continuam investigando o caso, e não havia confirmação de tornado na cidade até a última atualização dos dados.
Balanço dos prejuízos na cidade
O impacto do temporal também atingiu a infraestrutura urbana e o fornecimento de serviços essenciais. A Companhia Paranaense de Energia informou que 50,5 mil imóveis permaneceram sem energia elétrica na manhã da terça-feira.
A Prefeitura de Maringá contabilizou 363 ocorrências de quedas de árvores pela cidade. Além disso, o temporal danificou 36 imóveis — incluindo o quartel do Corpo de Bombeiros, que teve o telhado arrancado e arquivos internos comprometidos por infiltrações —, sete postes e seis veículos. Cerca de 600 moradores recorreram à retirada de lonas para proteger suas residências.



