Ratinho Junior exonerou o secretário que ela indicou, e a candidata ao Senado ficou em sexto lugar na eleição.
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Um ditado espanhol pode, em português, ser traduzido para “Quem deixa o caminho velho pelo novo sabe o que deixa, mas não sabe o que encontra”. Cristina Graeml aprendeu isso ao trocar o caminho próprio pelo atalho.
Em 2024, ela perdeu a eleição para a prefeitura de Curitiba para Eduardo Pimentel. Mesmo derrotada, chegou ao segundo turno, com mais de 390 mil votos, e saiu com projeção estadual. O passo seguinte parecia natural. Uma vaga de deputada federal estava ao alcance e daria a ela uma base própria.

O atalho veio pelo PSD de Ratinho Junior. Segundo o Blog Politicamente, ela chegou ao partido por uma costura de Daniel Vilas Boas, hoje chefe de gabinete do governador. Houve conversa sobre a Câmara dos Deputados, sobre a vice-governadoria e, por fim, sobre o Senado. A escolha desagradou a parte do partido e foi decisão pessoal de Ratinho. Na eleição, Cristina ficou em sexto lugar, atrás de Filipe Barros, Deltan Dallagnol, Alexandre Curi, Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha.

Agora veio a conta. Ratinho exonerou Luis Guilherme de Castro, secretário da Justiça e Cidadania indicado por ela. A mudança já saiu no Diário Oficial do Estado. Havia um acordo para que ele ficasse até o fim da gestão, em 31 de dezembro. Assumiu Bihl Zanetti, aliado do governador, ex-prefeito de Campina Grande do Sul, ex-diretor da Sanepar e candidato sem sucesso a deputado estadual. Segundo o blog, o grupo dela foi pego de surpresa.
Não se sabe, ainda, se ela fica no PSD.
Imagens: reprodução
Publicado às 18h37 de 03/11/2026




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