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Geraldo Mendes desiste de reeleição após pedido da Justiça

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Geraldo Mendes desiste de reeleição após pedido da Justiça

O deputado federal Geraldo Mendes (União Brasil-PR) protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) a desistência de sua candidatura à reeleição para o pleito de 2026. A movimentação ocorreu logo após o Ministério Público Eleitoral exigir a apresentação de documentos referentes a processos criminais sigilosos.

Investigação e segredo de justiça

A solicitação da Procuradoria Regional Eleitoral teve como base um relatório do Tribunal de Justiça paranaense. O documento apontava, além de registros arquivados por ameaça e crime ambiental, menções a ações em varas de Violência Doméstica nas comarcas de Curitiba e São José dos Pinhais. Como esses processos tramitam sob sigiso, a apresentação das certidões é uma etapa padrão para que a Justiça avalie possíveis causas de inelegibilidade.

Em nota oficial divulgada posteriormente, o parlamentar evitou comentar o requerimento do órgão ministerial. Alegou que a interrupção da campanha ocorreu por motivos estritamente pessoais e pelo desejo de fortalecer o grupo político do governador Ratinho Junior, garantindo que segue exercendo suas funções na Câmara dos Deputados. Com a renúncia, o processo de registro de candidatura será encerrado sem julgamento de mérito.

Trajetória política e base eleitoral

Natural de São José dos Pinhais, onde obteve 71.990 votos em 2022 para garantir seu primeiro mandato federal, o político era considerado um forte concorrente para o pleito de 2027. Em 2024, disputou a prefeitura municipal e terminou na segunda colocação, alcançando 40,56% dos votos válidos contra a reeleição da prefeita Nina Singer.

Além de sua zona eleitoral tradicional, o deputado tentou expandir sua influência para o litoral paranaense, especialmente em Paranaguá, por meio de alianças com o prefeito Adriano Ramos e vereadores locais. No entanto, levantamentos indicam que iniciativas propagadas pelo grupo, como a construção de um viaduto de R$ 73,6 milhões e repasses para a saúde pública, permaneceram no papel ou sem a efetivação das verbas prometidas, gerando críticas de lideranças regionais sobre a efetividade de sua atuação na região portuária.

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