O candidato ao Senado pelo Paraná Filipe Barros (PL) defendeu o endurecimento das leis para condenados por feminicídio, propondo penas mais longas e o cumprimento de reclusão em estabelecimentos de segurança máxima no estado.
Propostas de segurança e combate à criminalidade
Durante sabatina exibida nesta quinta-feira (3) em um telejornal local, o político detalhou suas diretrizes para a área de segurança pública. Além de rigores contra crimes de violência contra a mulher, ele pontuou que a prevenção deve começar na base familiar e nas instituições de ensino.
No que tange às rodovias paranaenses, o candidato apontou a necessidade de fiscalizar com mais rigor as concessionárias, ampliar o uso de tecnologias de monitoramento conectadas à polícia, investir em ferrovias e elevar as punições para delitos de trânsito. Sobre a maioridade penal, declarou apoio à redução para 16 anos.
Alianças políticas e passado
Questionado a respeito de atritos anteriores com Sergio Moro, o postulante ao cargo legislativo argumentou que optou por superar as divergências em prol de um projeto unificado para o estado, focando no futuro em vez do passado. Ele também garantiu manter a transparência de suas bandeiras perante o eleitorado, apesar das mudanças de aliados ao longo da trajetória.
A respeito da direção nacional de sua sigla, liderada por Valdemar Costa Neto, o candidato ressaltou que o dirigente já cumpriu suas obrigações com a Justiça e destacou gratidão pela abertura de espaço concedida a Jair Bolsonaro.
Economia, tributos e jornada de trabalho
Sobre a discussão em torno do fim da escala 6×1, aprovada recentemente na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o candidato manifestou apoio por entender que a medida favorece o convívio familiar. Contudo, ponderou que a mudança precisa vir acompanhada de alívio fiscal, corte de gastos estatais e desburocratização econômica.
O uso de R$ 3,8 milhões do fundo eleitoral também entrou em pauta. Embora critique o modelo público de financiamento de campanhas, o político justificou o recebimento dos valores e reiterou sua preferência pelo retorno de doações privadas de pessoas físicas sob rigorosa fiscalização. Ele ainda criticou a postura do governo federal na interlocução comercial com os Estados Unidos frente a tarifas aplicadas à economia paranaense.
Reformas institucionais e Judiciário
No âmbito federal, o postulante ao Senado ratificou o apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em situações de abuso de autoridade. Adicionalmente, defendeu uma ampla reforma no Judiciário, sugerindo novas regras para a escolha de magistrados da Suprema Corte, como exigência de bagagem prévia na carreira e idade mínima.