Home Pato Branco Ex-arquiteta fatura com vídeos nostálgicos para millennials e Gen Z

Ex-arquiteta fatura com vídeos nostálgicos para millennials e Gen Z

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Ex-arquiteta fatura com vídeos nostálgicos para millennials e Gen Z

A nostalgia se transformou em uma mina de ouro digital para a criadora de conteúdo Sabrina Oliveira, de 33 anos, moradora de Coronel Vivida, no Paraná. O que começou despretensiosamente como um registro de relíquias guardadas na gaveta virou um fenômeno de visualizações nas redes sociais e garantiu uma nova carreira bem-sucedida.

Da arquitetura para a criação de conteúdo

Formada em arquitetura, Sabrina decidiu abandonar a profissão tradicional para apostar em vídeos curtos focados na memória afetiva de millennials e da Geração Z. Em um cômodo dedicado exclusivamente às gravações, ela expõe itens raros de sua infância e adolescência, como TVs de tubo, CPUs antiquadas e CDs de trilhas sonoras de novelas.

A maioria dos objetos exibidos pertence à própria criadora, embora alguns tenham sido adquiridos posteriormente para compor o acervo. A identificação imediata do público com os objetos do passado impulsionou o canal logo nos primeiros posts, gerando uma sequência impressionante de conteúdos virais.

Viagem no tempo com vinhetas e TV aberta

Entre as produções de maior repercussão estão as recriações de antigas programações televisivas. Sabrina realiza uma pesquisa profunda em acervos digitais e jornais antigos para sincronizar datas, chamadas e vinhetas clássicas, como a do telejornal paranaense de 1999.

Para a criadora, o apelo sensorial é imenso. Ela relata que ouvir a trilha sonora de um programa antigo evoca memórias afetivas imediatas, comparando a sensação à rotina da infância e à convivência com os apresentadores que pareciam fazer parte da família.

Negócio de casal e rigor na pesquisa

O projeto ganhou ainda mais força com a adesão do namorado de Sabrina, Jean Capoani, que também é arquiteto e largou a profissão para atuar no mesmo nicho a partir de 2023. Atualmente, o casal vive exclusivamente da monetización das redes sociais e de parcerias comerciais, tendo o passado como principal pauta do dia a dia.

Apesar da leveza aparente, o trabalho exige dedicação intensa em pesquisa histórica para assegurar a precisão das memórias compartilhadas. O esforço é recompensado pelo feedback dos seguidores, que frequentemente relatam episódios de forte emoção, o chamado desbloqueio de memórias e lembranças de entes queridos que já partiram.

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