Home Paraná Eleições 2026: Propostas dos candidatos ao governo do Paraná

Eleições 2026: Propostas dos candidatos ao governo do Paraná

0
Eleições 2026: Propostas dos candidatos ao governo do Paraná

Com o objetivo de apresentar as diretrizes dos postulantes ao Executivo estadual para as eleições 2026, uma emissora paranaense promoveu uma série de entrevistas com os oito candidatos ao governo do estado. As conversas foram divididas entre sabatinas ao vivo de 30 minutos para os líderes nas pesquisas e aparições dos demais concorrentes.

Ordem e formato das entrevistas A definição da sequência de participações ocorreu por meio de sorteio com a presença dos representantes partidários. A rodada de sabatinas ao vivo começou com Sergio Moro (PL), seguido por Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT). Na sequência, os outros cinco nomes da disputa apresentaram suas plataformas políticas.

Propostas focadas na classe trabalhadora Representando o PCO, Adriano Funileiro destacou a origem operária de sua chapa e defendeu melhorias salariais e trabalhistas. “A gente defende um salário-mínimo, por exemplo, de no mínimo R$ 7,5 mil, que é o salário defendido pelo Dieese. Outro ponto importante do nosso programa é a questão da jornada de trabalho. A gente defende, por exemplo, cinco dias por semana, sete horas por dia. Com finais de semana e feriados livres, para que a população possa ter mais tempo com a família, com os filhos, assim por diante”, disse.

Pelo Mobiliza, Alexandre Salomão apontou a falta de planejamento a médio e longo prazo como o principal entrave para o desenvolvimento paranaense, enfatizando a valorização humana. “O que nós precisamos, de verdade, é um planejamento de médio e longo prazo para saber onde queremos ir. Um estado é feito de suas riquezas naturais, do seu comércio, mas é feito de pessoas. E as pessoas precisam estar bem, para que possam ser bons cidadãos e, dessa forma, a gente construir um estado que seja pujante, que seja exemplo para o Brasil”, afirmou.

Corrupção e gestão pública Luiz França, do partido Missão, enfatizou sua trajetória de oposição a esquemas de desvios e criticou legendas tradicionais. “Nós estamos na República de Curitiba, nós temos que valorizar isso, é um momento de decisão. Ou a gente olha a cor ideológica e vota em corrupto, independente de quem seja, ou nós olhamos efetivamente aqueles que têm histórico”, disse.

Já Sergio Moro (PL) centrou sua estratégia na criação de mecanismos estaduais de fiscalização e na melhoria dos serviços básicos de saúde. “Vamos criar nossa Agência Estadual Anticorrupção. Aqui no Paraná nós vamos ser modelo para o restante do país. Se Brasília abandonou o combate à corrupção e hoje nos entristece, nós vamos ter nossa agência para não deixar acontecer. Porque cada centavo economizado do desvio do dinheiro público é dinheiro que a gente vai utilizar na saúde, na educação e na infraestrutura”, disse.

Infraestrutura, energia e segurança Requião Filho (PDT) centrou suas críticas na privatização da Copel, prometendo ações judiciais e auditorias, além de propor o fim das escolas cívico-militares para realocar policiais. “Ela [Copel] deve atender ao interesse público do Paraná e a gente pode, sim, ir para cima dessa empresa com seriedade, fiscalizando e cobrando também da Aneel uma maior seriedade em relação ao Paraná”, argumentou.

Samuel Mattos, do PSTU, defendeu uma ruptura com o modelo econômico atual através da expropriação de setores estratégicos e gestão popular. “Por isso nós estamos defendendo a expropriação dos principais ramos econômicos do nosso estado e do país, porque são estes ramos que geram a maior parte da riqueza, e tudo isso foi construído com o suor dos trabalhadores. Então nós queremos colocar tudo isso a serviço de melhorar a vida do conjunto da população e governar através de conselhos populares”, disse.

Por sua vez, Sandro Alex (PSD) detalhou planos voltados à prevenção de desastres naturais e ampliação da rede trifásica para o campo. “Agora, em União da Vitória, nós estamos apresentando à sociedade um projeto também de resiliência para conter as enchentes, pelo menos minimizar os impactos. Um dos projetos que vai ser um dos mais caros da história do Paraná”, disse.

Por fim, Tayná Miessa (UP) argumentou em favor de investimentos sociais voltados às mulheres e às demandas populares nas periferias. “O Paraná é um estado muito rico, e a gente não tem acesso a estas riquezas, a gente acredita que as riquezas devem voltar para nós. Devem ser investimento em saúde pública, mais segurança, para a gente, as mulheres, se sentirem seguras andando na rua de noite, porque segurança pública não é só investimento em mais policiamento, em comprar arma, mas é a gente conseguir sentir a segurança na pele no nosso estado. E também a gente defende que sejam criadas mais delegacias especializadas para atendimento das mulheres no estado, porque hoje a gente só tem apenas 20, dos 399 municípios, e somos o 3º estado com maior índice de feminicídio”, disse.

Com o encerramento da série de entrevistas promovida pela emissora afiliada da rede televisiva, o eleitor paranaense dispõe de um panorama completo com as visões e diretrizes apresentadas pelos candidatos para o comando do governo estadual no pleito de 2026.

Deixe uma resposta