Curitiba sem vice-prefeito? Entenda o cenário político

A cidade de Curitiba corre o risco de permanecer sem vice-prefeito pelo restante da gestão após o pleito deste domingo (4). Paulo Martins (NOVO), que ocupa o cargo atualmente, foi eleito deputado federal e tem sua posse na Câmara marcada para o dia 1º de fevereiro de 2027.

H2: Regras eleitorais e a linha de sucessão municipal

Diferentemente do poder legislativo, que conta com mecanismos para a entrada de suplentes, a legislação eleitoral brasileira não estabelece substitutos automáticos para a função executiva de vice-prefeito. Com isso, a capital paranaense deve seguir sem um segundo no comando até o pleito municipal de outubro de 2028.

“Isso é regido na Lei Orgânica do Município, que segue por aquilo que a gente chama de ‘simetria constitucional’, a mesma lógica da União. A mesma coisa que aconteceria se o vice-presidente fosse assumir outro cargo, falecesse ou renunciasse”, exemplifica Fernando Neisser, Professor de Direito Eleitoral da FGV.

H3: Quem assume a Prefeitura em caso de ausência

Diante da vaga em aberto, caso o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) precise se afastar temporariamente por questões de saúde ou viagens oficiais, a chefia do executivo municipal será ocupada de forma interina pelo presidente da Câmara Municipal de Curitiba.

Atualmente, a função é exercida pelo vereador Tico Kuzma (PSD). Contudo, a Mesa Diretora do Legislativo municipal passa por renovações a cada dois anos, com término previsto para dezembro de 2026. Desse modo, ainda não é possível saber qual parlamentar estará à frente da Câmara no período em que Martins deixar o posto executivo.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba informou que não vai se pronunciar sobre o tema neste momento. O mesmo posicionamento foi adotado pela equipe de comunicação de Paulo Martins, que não retornou aos contatos até o encerramento da apuração.

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