Home Pato Branco Condenados a mais de 230 anos por tragédia na BR-116 no PR

Condenados a mais de 230 anos por tragédia na BR-116 no PR

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Condenados a mais de 230 anos por tragédia na BR-116 no PR

A Justiça paranaense condenou três envolvidos em uma desastrosa tentativa de roubo de carga na rodovia BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, que culminou na morte de seis pessoas e deixou 15 feridos em janeiro. As penas aplicadas a Douglas Radoski Fernandes de Lima, Juliano dos Santos da Silva e Leonardo de Haro do Nascimento ultrapassam, somadas, a marca de 230 anos de reclusão.

Dinâmica do crime e a tragédia com a van

O episódio ocorreu na madrugada do dia 5 de janeiro, quando o bando utilizou um caminhão roubado para bloquear o tráfego de uma carreta. Após renderem o motorista, os assaltantes tentaram fazer um retorno na pista. Contudo, devido a um sistema de segurança com bloqueio remoto, o veículo pesado parou de funcionar logo após sair do trajeto original.

Com o objetivo de roubar a carga, os criminosos soltaram o freio para provocar o tombamento da carreta no acostamento. Desgovernada, sem iluminação e descendo de ré, ela acabou despencando sobre uma van que transportava um grupo de fiéis. Os passageiros retornavam para Campo Largo após participarem de um culto religioso no estado de São Paulo.

Identificação das vítimas fatais

O grave acidente tirou a vida de seis pessoas que estavam no transporte coletivo:
– Andreia Fagundes, de 48 anos;
– Ivanir Maziero, de 66 anos, que conduzia a van;
– Airton de Mattos, de 92 anos;
– Idezio Simão da Silva, de 62 anos;
– Cleide Salvador Machado da Silva, de 61 anos;
– Adriana da Silva Machado, de 42 anos.

Participação dos réus e penas aplicadas

As investigações conduzidas pela polícia detalharam a atuação de cada um dos envolvidos. Leonardo de Haro do Nascimento foi apontado como líder do grupo e reconhecido facialmente como o homem que dirigiu o caminhão usado no bloqueio, estando mascarado no momento. Ele recebeu a maior pena: 83 anos, 2 meses e 17 dias de prisão por latrocínio consumado e tentado, associação criminosa e roubo majorado.

Juliano dos Santos da Silva atuou diretamente na ação criminosa, mantendo o motorista da carreta sob forte ameaça enquanto o roubo era executado. A Justiça o condenou a 68 anos, 3 meses e 5 dias de reclusão.

O terceiro réu, Douglas Radoski Fernandes de Lima, foi responsabilizado por alugar o automóvel utilizado pela quadrilha no planejamento do crime. Ele acabou detido justamente quando devolvia o veículo alugado e recebeu uma sentença de 79 anos, 10 meses e 22 dias de cadeia.

Prisão e posicionamento das defesas

O trio foi capturado pelas forças de segurança em menos de 48 horas após o ocorrido. Mesmo tendo o direito de apelar da decisão, a Justiça determinou que os réus permaneçam encarcerados durante o andamento dos recursos.

As defesas de Juliano dos Santos da Silva e de Leonardo de Haro do Nascimento não se manifestaram sobre o resultado do julgamento. Por sua vez, a advogada Debora Schindler, que representa Douglas Radoski Fernandes de Lima, declarou que a punição foi excessiva e desproporcional, confirmando que entrará com recurso de apelação para revisar a dosimetria da pena imposta em primeira instância.

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