Eduardo Appio foi flagrado por câmeras de um supermercado em Blumenau, Santa Catarina, furtando duas garrafas de champanhe
Por maioria de votos, 14 a 2, os desembargadores da Corte Especial Administrativa do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decretaram nesta quiinta-feira (27) a disponibilidade e perda do cargo sem vencimentos do juiz Eduardo Appio.
O caso agora será remetido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) — para ratificar ou não a decisão do tribunal em Porto Alegre.
O magistrado foi flagrado por câmeras de um supermercado em Blumenau, Santa Catarina, furtando duas garrafas de champanhe — o que resultou na abertura de um processo disciplinar, que agora foi finalizado com a decisão pela perda do cargo.
Ao colunista Fausto Macedo, do Estadão, Appio reagiu à decisão do TRF4.
“São 32 anos de dedicação ao serviço público honesto, sem um único dia de licença. A decisão é injusta e desproporcional. Tenho fé em Deus e nas instituições.”
Eduardo Appio estava afastado das funções pela Corregedoria há oito meses, mas recebendo normalmente o salário.
Appio teve uma rápida e turbulenta passagem pela 13ª Vara Criminal Federal, em Curitiba — depois que o então juiz Sergio Moro deixou a carreira jurídica para assumir o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro.
Foi ele quem herdou os resquícios da finada Operação Lava Jato — quando passou a fazer acusações sobre a condução do caso, mirando tanto Sergio Moro quanto o então procurador da República Deltan Dallagnol.
O Blog Politicamente tenta contato com o juiz Eduardo Appio. O espaço segue aberto para manifestação.