Sergio Moro planeja cortes e foco fiscal após vencer no PR
Eleito no primeiro turno das eleições gerais de 2026, Sergio Moro (PL) revelou os planos para o início de sua gestão no comando do estado, com foco em austeridade fiscal e projetos imediatos.
Transição e medidas fiscais
O futuro mandatário garantiu que o período de transição servirá para adiantar iniciativas, a exemplo da Tabela SUS Paranaense, cuja implementação deve ocorrer nos primeiros meses de 2027. O diálogo com a gestão atual já foi aberto pelo governador Ratinho Junior para assegurar a continuidade de obras.
Segurança e infraestrutura rodoviária
Entre as prioridades do início de mandato estão o monitoramento rigoroso dos contratos de concessão e o combate à criminalidade organizada.
“Vamos olhar as contas do governo e dar prioridade. A gente precisa começar a fazer obra e terminar as obras. E não fazer um monte de obras, às vezes ao mesmo tempo, e as coisas ficam se prolongando, às vezes com prejuízo ao cidadão que fica incomodado com várias estradas em construção. A vigilância do pedágio, das obras do pedágio, vamos começar já de imediato em janeiro. Quero criar forças tarefas já em janeiro, para a gente ir para cima do crime organizado e desmantelar essas quadrilhas que estão aqui existentes no Paraná”, disse Moro.
A estratégia para as rodovias inclui um observatório digital para controle popular e negociações voltadas à diminuição de tarifas. Na área energética, a Copel será cobrada por metas de investimento e melhoria no fornecimento.
Secretariado técnico e enxugamento da máquina
O chefe do executivo estadual eleito garantiu que a gestão será plural, sem penalizar prefeitos que apoiaram o adversário Sandro Alex (PSD), e prometeu reduzir o tamanho da administração estadual.
“Por exemplo, a Secretaria da Infraestrutura tem que ser um engenheiro, né? Secretaria de Saúde tem que ser um médico, um profissional da saúde habilitado, Educação tem que ser um profissional da educação e Segurança Pública igualmente. Não abriremos mãos de ter um secretariado técnico, que é a nossa marca”, explicou ele.
Apesar de confirmar cortes expressivos no número de pastas, a quantidade exata de secretarias extintas ainda não foi divulgada.
Atuação no Senado Federal
Mesmo com a vitória nas urnas, o político retornará a Brasília para cumprir suas funções legislativas até o final do ano, descartando licença prévia. A articulação envolve votações pendentes e o apoio à candidatura presidencial de aliados. A partir de janeiro de 2027, a vaga no Congresso será ocupada pelo primeiro suplente, Luis Felipe Cunha (União Brasil).
