Uma jovem de 20 anos foi condenada a 18 anos e nove meses de reclusão pelo assassinato de um homem em situação de rua cometido em Paranavaí, município localizado no Noroeste paranaense. O julgamento acatou integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), corroborada pelas apurações conduzidas pela Polícia Civil do estado.
Detalhes da investigação e do julgamento
Conforme apontado pelas autoridades, o homicídio foi perpetrado contra uma vítima escolhida de forma totalmente aleatória nas ruas da cidade. O Tribunal do Júri reconheceu a presença de três qualificadoras no crime: motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
“A acusação também destacou a vulnerabilidade da vítima e ressaltou a importância de garantir a proteção da Justiça e o direito à vida de todas as pessoas, independentemente de sua condição econômica ou social”, o MP informou.
Planejamento e execução do crime
A sentença proferida pelo magistrado apontou que a ação foi minuciosamente planejada, uma vez que a condenada adquiriu a arma utilizada um dia antes dos fatos com o claro propósito de “matar alguém”. “Não se tratou de decisão tomada no calor de qualquer acontecimento, mas de propósito amadurecido durante horas e executado de forma metódica”, afirma o documento.
Antes de cometer o ato fatal, a agressora avaliou outros alvos na região, mas recuou ao perceber o risco de eventual reação. O documento judicial aponta que a escolha recaiu sobre o morador de rua devido à situação de extrema vulnerabilidade, justificativa resumida pela própria autora ao declarar que a vítima “estava muito fácil”.
Dinâmica dos fatos em Paranavaí
Natural de Teodoro Sampaio, no interior paulista, a ré passou a noite no terminal rodoviário local e, pela manhã, caminhou até a Avenida Rio Grande do Norte, onde encontrou o homem de 45 anos adormecido na calçada. O delegado Gilson Matos registrou na época que a vítima sofreu nove golpes de machadinha tirada da bolsa da agressora, vindo a óbito no local.
A rápida atuação policial, amparada por gravações de câmeras de segurança e oitiva de testemunhas, permitiu a localização e prisão em flagrante da criminosa logo após o ocorrido. Ela permanece detida desde julho de 2025, período em que o caso veio à tona e chocou a comunidade regional.