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Primas mortas no PR: laudo revela execução a tiros em caminhonete

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Primas mortas no PR: laudo revela execução a tiros em caminhonete

As primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, foram assassinadas a tiros dentro de uma caminhonete após saírem de uma boate em Paranavaí, no Noroeste do Paraná. A conclusão consta no inquérito finalizado pela Polícia Civil (PC-PR), que esclarece a dinâmica do crime ocorrido após quatro meses de desaparecimento das jovens de Cianorte.

Dinâmica do crime e ação do principal suspeito

Segundo o delegado Luís Fernando Alves, Sttela ocupava o banco traseiro do veículo quando foi atingida por três disparos efetuados por Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos. A investigação aponta que Letycia tentou fugir ao se assustar com a situação, mas acabou sendo baleada duas vezes na cabeça. O trio havia se reunido porque Letycia conhecia o suspeito de festas anteriores e aceitou acompanhá-lo.

O inquérito policial revelou que o veículo utilizado no crime não foi localizado pelas autoridades.

Localização dos restos mortais e desdobramentos

O principal suspeito foi morto em 21 de agosto durante uma abordagem policial realizada em Mandaguari. No mesmo dia, vestígios das vítimas foram localizados em uma zona rural nas proximidades de Paraíso do Norte, após indicação feita por um segundo investigado, conhecido como “Magrão”.

Magrão permanece preso sob a acusação de ocultação de cadáver, embora o delegado reforce que não há evidências de participação direta dele nos homicídios. A confirmação da identidade das vítimas ocorreu em 27 de agosto por meio da análise da arcada dentária, revelando indícios de morte violenta.

Cronologia do desaparecimento

O caso teve início em 20 de abril, quando as jovens deixaram Cianorte acompanhadas de Clayton — a quem Letycia conhecia como “Davi”. Câmeras de segurança registraram o trajeto do trio por Jussara e Maringá, além da entrada em uma boate de Paranavaí na madrugada de 21 de abril.

Após o crime, Clayton retornou sozinho a Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril, utilizando uma moto e sem telefone celular. Um mandado de prisão foi expedido contra ele em 29 de abril, tornando-o foragido até o confronto policial em agosto. A ex-namorada do suspeito também havia sido presa em maio sob a suspeita de fornecer apoio logístico e financeiro.

As ossadas das primas foram liberadas pela Polícia Científica em 1° de outubro, permitindo a realização do sepultamento mais de cinco meses após o desaparecimento.