Um pastor apontado como intermediário no assassinato de um executivo de uma grande rede de clínicas odontológicas foi capturado na noite de sexta-feira (18), em São Miguel dos Campos, Alagoas. Paulo Santos da Silva, conhecido como Pastor Paulo, estava com mandado em aberto e era considerado foragido desde maio de 2026, respondendo como réu pelo crime.
Prisão em rodovia e documento falso
A captura ocorreu durante uma operação de bloqueio realizada pela Polícia Rodoviária Federal na BR-101. De acordo com as autoridades policiais, o suspeito utilizou uma documentação falsa no momento em que foi abordado, o que resultou também em sua autuação em flagrante por esse delito.
Detalhes da emboscada em 2022
A vítima do atentado foi José Claiton Leal Machado, que exercia a função de diretor na Odonto Excellence, uma marca milionária com mais de 1,3 mil clínicas espalhadas pelo Brasil e pelo exterior. O crime aconteceu no final da tarde de 19 de abril de 2022, em Ponta Grossa, localizada na região dos Campos Gerais do Paraná.
O executivo chegou a sua residência e estava ingressando com o automóvel na garagem, acompanhado de sua filha, quando dois indivíduos realizaram a abordagem. O profissional tentou se defender entrando em luta corporal e sacando sua própria arma, porém acabou sendo dominado e morto a tiros.
Motivação e envolvidos no homicídio
Conforme o avanço das apurações conduzidas pela Polícia Civil, o mandante do crime seria o CEO da companhia, Oséias Gomes de Moraes. A motivação estaria ligada a divergências de cunho pessoal e empresarial, especialmente o receio de perder a hegemonia sobre a administração da empresa. A polícia destacou que o pastor atuou como a ponte entre o mandante e o executor.
No total, a apuração policial identificou a participação de pelo menos seis pessoas no caso:
- Oséias Gomes de Moraes: indiciado como mandante da morte
- Paulo Santos da Silva: réu acusado de coordenar a ação
- Wallax Alves da Silva: enteado de Paulo, réu por gerenciar o fluxo financeiro para os executores
- João Victor da Gama Cezário: réu também apontado por repassar valores aos criminosos
- Douglas Roberto Ferreira: inicialmente indiciado como executor, mas impronunciado pela Justiça por falta de provas
- Diones Henrique Rodrigues Raimundo: executor condenado pelo homicídio
A defesa do pastor não foi localizada pelas equipes de reportagem até o fechamento desta matéria.