Paraná elege Filipe Barros e Deltan Dallagnol para o Senado
Os candidatos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) conquistaram as vagas para o Senado Federal representando o estado do Paraná. Eles passam a ocupar as cadeiras anteriormente pertencentes a Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB).
Resultados da apuração
Com as urnas apresentando 99,07% de apuração, o candidato do PL acumulou mais de 3,1 milhões de votos, o equivalente a 27,3% dos votos válidos. Por sua vez, o representante do partido Novo somou mais de 2,8 milhões de votos, alcançando 25,1% da preferência do eleitorado paranaense.
Perfil de Filipe Barros
Natural de Londrina, no norte paranaense, Filipe Barros tem 35 anos e é formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde presidiu o Diretório Central dos Estudantes em 2012. Sua trajetória política inclui passagens como assessor legislativo na Câmara Municipal de Londrina e a eleição como vereador em 2016 pelo PRB. Posteriormente, filiou-se ao PSL, conquistando uma vaga como deputado federal em 2018. Após passar pelo União Brasil, ingressou no PL, legenda pela qual se reelegeu e onde atualmente preside o diretório estadual.
Trajetória de Deltan Dallagnol
Nascido em Pato Branco em 1980, Deltan Dallagnol é formado em Direito e possui mestrado pela Harvard Law School. Atuou como procurador da República de 2003 até novembro de 2021, período em que pediu exoneração e coordenou a força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba a partir de 2014, deixando a função por questões pessoais em setembro de 2020. Dados oficiais indicam que a força-tarefa coordenada por ele apresentou 217 acusações criminais envolvendo 543 pessoas, resultando em pelo menos 166 condenações judiciais. Em 2022, foi o deputado federal mais votado do Paraná, embora tenha tido o mandato cassado no ano seguinte por decisão do TSE.
Situação jurídica da candidatura
A disputa de Dallagnol envolveu reviravoltas judiciais recentes. No sábado anterior ao pleito, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu o registro de sua candidatura. No entanto, no domingo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão e manteve o registro como “deferido com recurso”, permitindo o processamento dos votos enquanto o plenário não julga o mérito em definitivo.
O andamento processual e a definição final da Justiça Eleitoral serão determinantes para a homologação definitiva da vaga conquistada nas urnas pelo candidato do partido Novo.
