Pai é condenado a 55 anos por estuprar e engravidar a filha
Um homem de Marialva, cidade localizada no norte do Paraná, recebeu uma condenação de 55 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável. De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a vítima tinha apenas 13 anos quando os abusos sexuais ocorreram, resultando em uma gravidez.
Estratégia policial sigilosa
O caso veio à tona inicialmente após um acionamento do Conselho Tutelar no ano passado, período em que a gestação da adolescente foi descoberta. O genitor tornou-se o principal alvo da polícia por ser o único morador da residência junto com a adolescente.
Para evitar que o investigado percebesse a apuração e fugisse da região, a adolescente foi dispensada de prestar depoimento na fase de inquérito, preservando sua integridade emocional e mantendo o sigilo das operações.
Coleta oculta de material genético
O ponto de virada na investigação ocorreu durante o acompanhamento médico da gravidez. Na ocasião, o suspeito levou a filha até uma consulta hospitalar.
Aproveitando a oportunidade, agentes da Polícia Científica recolheram talheres e uma máscara facial que o homem havia jogado fora, permitindo a extração do seu perfil genético de forma discreta.
Após o nascimento do bebê, os peritos confrontaram o material biológico do réu com o da criança, comprovando cientificamente a paternidade e viabilizando a prisão imediata do criminoso.
Desfecho do caso e indenização
Após o parto, o recém-nascido foi encaminhado para um processo de adoção viabilizado por entrega voluntária, enquanto a adolescente foi acolhida pela mãe e relocada para residir em outro estado.
Além da pena privativa de liberdade em regime fechado, o tribunal fixou o pagamento de R$ 30 mil como valor mínimo de reparação civil direcionado à vítima pelos danos morais e psicológicos sofridos.
