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Fiep lança nova edição da Agenda Legislativa da Indústria do Paraná

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Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado estadual Alexandre Curi (PSD) recebeu das mãos do presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson José Vasconcelos, a Agenda legislativa da Indústria do Paraná 2024. O documento contém o parecer da Fiep sobre 28 projetos de lei de interesse do setor que tramitam na Assembleia Legislativa.

A Agenda Legislativa é um documento que a Fiep produz anualmente para marcar seu posicionamento em relação a projetos de lei que tramitam na Assembleia Legislativa do Paraná e que têm algum tipo de impacto sobre a atividade industrial.

Propostas

Das 28 propostas detalhadas na agenda, a federação se posicionou favoravelmente a 18, fez ressalvas a três e manifestou-se contrária a ouras sete. Entre os projetos que a Fiep vê como prioridade na agenda legislativa estão a criação de crédito de ICMS para projetos em telecomunicações; a geração de benefício para microgeradores de energia, a inclusão do idoso no programa Leite das Crianças; a proibição da reconstituição do leite em pó importado; a inserção do empreendedorismo no currículo escolar; a política estadual de incentivo a carro elétrico e híbrido, o programa estadual de aeroportos industriais e a política estadual de construção de baixo carbono.

“Nós estamos aqui para garantir diálogo em relação a esses projetos selecionados pela Federação de Indústrias do Paraná. É dessa forma que a Assembleia sempre fez, de forma democrática, com muito diálogo. Mas nós entendemos que quem sabe o que a indústria precisa é quem está no dia a dia e quem está enfrentando as dificuldades. É quem todos os meses paga os seus impostos. É por isso que nós queremos ouvir a voz das indústrias do Paraná”, disse Alexandre Curi.

Sexta-feira (10) é dia de ir de bike para o trabalho

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Sexta-feira (10) é dia de ir de bike para o trabalhoAção acontece em Curitiba e várias outras cidades do mundo com a finalidade de promover um estilo de vida saudável e divertido.

Que tal ir pedalando ao trabalho? Sexta-feira, 10 de maio, é o “Dia De Bike Ao Trabalho”, um evento anual realizado em vários cantos do mundo para promover a bicicleta como uma opção de transporte saudável, possível e divertida, que permite, inclusive, desenvolver um novo olhar sobre a cidade na qual vivemos. Defensor da ciclomobilidade, o deputado Goura (PDT), 3º secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, garante que “temos que incentivar cada vez mais o uso da bicicleta, que é o meio de transporte mais saudável e energeticamente mais eficiente, limpo e econômico”.

“Ações como essa (“De Bike ao Trabalho”) são super importantes”, acrescentou. “Estou aqui no bicicletário (da Assembleia), conquista dos últimos anos, para lembrar que dia 10 de maio (sexta-feira) é o dia para a gente valorizar a bicicleta no nosso percurso diário para o trabalho, para a escola. Mas, também um momento significativo para lutar por cidades que respeitam e fomentem o uso da bicicleta”, complementou.  Ele aproveitou a oportunidade para convidar os paranaenses para participarem da audiência pública “Presente, Passado e Futuro do Parque Nacional do Superagui”, que acontece nesta data, a partir das 9 horas, no Auditório Legislativo, iniciativa do seu mandato. “Venha de bike!”, frisou.

Segundo Goura, para assegurar o crescimento do número de ciclistas são necessárias políticas públicas cicloviárias efetivas e que garantam investimentos em infraestrutura, como ciclovias e ciclofaixas, que dão mais segurança a quem pedala. “Assim teremos cada vez mais ciclistas nas ruas ajudando na redução das emissões de poluentes e promovendo qualidade de vida nas cidades”, alertou. A mobilização do dia 10, que contará com a participação de inúmeros funcionários do Poder Legislativo, tem o apoio do deputado Alexandre Curi (PSD), primeiro-secretário.

Leis e bicicletário

Além de promover debates sobre o tema e aprovar nos últimos anos uma série de leis que promovem a ampliação desse modal, para estimular o uso de um meio de transporte saudável e não poluente, a Assembleia Legislativa inaugurou em 2021 o bicicletário da Casa. O espaço, com cerca de 60 vagas para bicicletas em área coberta, além de uma estação para reparos emergenciais, serve como incentivo para o uso das bicicletas como meio de transporte ao trabalho. 

Entre as leis, discutidas e aprovadas pelos deputados, estão a criação de rotas de cicloturismo em todas as regiões do Estado, além de solicitações para inclusão de ciclovias em rodovias. Já a Lei 17.385/2012, do ex-deputado Rasca Rodrigues, instituiu o Mês da Bicicleta no Paraná, a ser comemorado anualmente em setembro. A legislação tem o objetivo de mobilizar o Poder Público, iniciativa privada, comunidade acadêmica, escolar e outros segmentos da sociedade a concentrar esforços no desenvolvimento de atividades, ações e campanhas que esclareçam e incentivem o uso da bicicleta como meio de transporte eficiente e sustentável. Há ainda a Lei estadual 19.722/2018, da deputada Cristina Silvestri (PSDB), relacionada ao registro do número de série da bicicleta no documento fiscal emitido ao consumidor. A proposição obriga o estabelecimento responsável pela comercialização de bicicletas a registrar o número de série da bicicleta no documento fiscal emitido ao consumidor. A finalidade é de que o documento sirva como comprovante formal de propriedade do produto.

No Paraná, teemos ainda a Lei estadual 18.880/2016, de autoria dos ex-deputados estaduais Felipe Francischini e Schiavinato, que trata do acondicionamento de bicicletas nos ônibus utilizados no serviço de transporte intermunicipal de passageiros do Estado do Paraná. A norma estabelece procedimentos para o transporte de bicicletas em bagageiros ou suportes externos apropriados, a serem instalados nos ônibus utilizados no serviço de transporte intermunicipal de passageiros no Estado do Paraná. De acordo com a Lei, empresas de ônibus do Paraná deverão adaptar a sua frota integralmente para que contenha ônibus adaptados com bagageiros ou suportes externos apropriados para bicicletas.

Segurança

Um alerta: antes de sair pedalando é importante verificar o que diz o Código de Trânsito Brasileiro (CBT) e quais são os equipamentos obrigatórios, que contribuem para a segurança de todos. O Código define a prioridade de proteção entre os pedestres, ciclistas e veículos automotores, tendo como prioridade, a proteção dos mais “frágeis”. Desta forma, os veículos de maior porte são responsáveis pela proteção dos de menor porte.

Além disso, tanto os legisladores como os organizadores da mobilização do dia 10 de maio, chamam a atenção para a necessidade do ciclista cuidar da sua segurança. Para isso, devem ser utilizados equipamentos básicos de segurança individual, como os capacetes, e conhecer as regras básicas. O artigo 105 do CTB, em seu inciso VI, legisla sobre os equipamentos obrigatórios ao condutor da bicicleta, sendo eles: a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo. Outra dica preciosa para os ciclistas envolve a sinalização de sua rota: ele deve mostrar a intenção de entrar à esquerda ou à direita com um movimento com o braço. Ao sinalizar sua pretensão a quem estiver na via, o ciclista traz segurança e evita um possível acidente, e estará também respeitando ao artigo 38 do CTB.

Menos estresse

O “Dia De Bike ao Trabalho” é promovido pela rede Bike Anjo no Brasil desde 2013, é acontece sempre na segunda sexta-feira do mês de maio. Porém, a rede Bike Anjo, formada por pessoas que acreditam na mudança das cidades através da promoção, mobilização e participação social, pedala durante todo o mês promovendo atividades da campanha. A ação, que marca o mês de maio, é inspirada no “Bike To Work Day”, com origem nos EUA e Canadá.

Os organizadores do movimento no país garantem que são muitas as razões para a promoção da bicicleta como meio de transporte para ir até o trabalho. Além de estar presente em todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pelas Nações Unidas, a bicicleta também traz benefícios para empresas e funcionários: as pessoas que usam a bicicleta para ir até o local de trabalho desfrutam de um estilo de vida mais saudável, não pegam engarrafamentos, economizam dinheiro e chegam mais bem dispostas para trabalhar.

Estudos também apontam para redução dos níveis de estresse e ansiedade, o que pode até melhorar o desempenho profissional. Argumentam ainda que as empresas que incentivam seus funcionários a pedalar também se beneficiam: quem vai de bicicleta ao trabalho sofre menos com atrasos, precisa de menos espaço para estacionar seu veículo, costuma chegar com mais energia e, segundo estudos, o uso da bicicleta pode até reduzir o absenteísmo. Observam também que até mesmo pessoas não envolvidas na campanha acabam ganhando com a ação. Afinal, com mais bicicletas se vê menos carros nas ruas, gerando menos congestionamentos e menos poluição.

Na cartilha “De Bike Ao Trabalho”, disponibilizada na internet, os organizadores da ação do dia 10 de maio apresentam importantes dicas e informações que podem ajudar a pedalar com autonomia, segurança e conforto. É só clicar no link: https://debikeaotrabalho.org.br/cartilha-de-bike-ao-trabalho/

3BPM encaminhou doações para o Rio Grande do Sul

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Na manhã desta quarta-feira, dia 8 de maio, o 3º Batalhão de Polícia Militar realizou o encaminhamento de doações arrecadadas na sede da Unidade em Pato Branco-PR e na 2ª Companhia PM de Coronel Vivida-PR.
Produtos de higiene e limpeza, água, roupas e cobertores, coletados por Policiais Militares e integrantes da comunidade local, foram entregues às Unidades do Corpo de Bombeiros e no pavilhão comunitário, para em seguida serem transportados até os municípios afetados pela enchente no Estado do Rio Grande do Sul-RS.
A solidariedade e o apoio da comunidade são essenciais para ajudar as vítimas a se recuperarem e reconstruírem suas vidas. Participe você também desta corrente do bem! Doe a quem mais precisa!
Maiores informações 463272-1700.

TCE-PR recomenda 29 ações para melhorar mobilidade urbana em seis municípios

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Com a finalidade de fomentar a mobilidade urbana sustentável, nos moldes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012), o Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) homologou a emissão de 29 recomendações para as prefeituras paranaenses.

O objetivo das medidas, cujo prazo para implementação varia de seis a 36 meses, é assegurar que os processos de tomada de decisão das gestões desses municípios em relação ao tema sejam institucionalmente articulados e objetivamente fundamentados; os investimentos públicos estejam alinhados ao planejamento municipal da mobilidade; o planejamento territorial concorra para a mobilidade sustentável; e que as administrações locais atuem para melhorar a segurança e viabilizar condições que estimulem deslocamentos urbanos em modais prioritários, bem como para conscientizar a população e incorporar sua participação no processo decisório relacionado ao assunto.

As ações foram indicadas pela Coordenadoria de Auditorias (CAUD) do órgão de controle, após esta unidade realizar fiscalizações presenciais sobre o tópico junto aos municípios no ano passado. As atividades estavam previstas no Plano Anual de Fiscalização (PAF) de 2023 do TCE-PR.

Decisão

Como resultado, foram apontadas nove oportunidades de melhoria, em relação às quais foi feita a indicação de 29 recomendações a serem implementadas, ao todo ou em parte, pelas seis prefeituras fiscalizadas, a depender de cada caso.

Os seis processos de Homologação de Recomendações resultantes dos trabalhos foram relatados pelo presidente do TCE-PR, conselheiro Fernando Guimarães, que corroborou todas as indicações feitas pela CAUD. Os demais membros do órgão colegiado da Corte acompanharam, de forma unânime, os votos do relator na Sessão de Plenário Virtual nº 5/2024, concluída em 27 de março. Os municípios de de Almirante Tamandaré, Arapongas, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais e Piraquara ainda podem apresentar recursos contra os Acórdãos.

Iniciam as obras do projeto Ilumina Vitorino, com objetivo de modernizar a iluminação pública

Desde segunda-feira (6), os postes de Iluminação Pública do município de Vitorino estão sendo modernizados. As antigas lâmpadas de vapor de sódio, começaram a ser retiradas, para dar lugar às novas lâmpadas de LED. O resultado do projeto Ilumina Vitorino, que tem por objetivo, modernizar todo o sistema de iluminação pública do município, que se inicia pela troca das lâmpadas antigas, por novas de LED, e que terminará com a implantação do sistema de unificação de todos os postes de iluminação pública, em um aplicativo, através da identificação por QR Code, já instalados nos postos do município. Desta forma, quando o projeto estiver concluído, o cidadão poderá facilmente reportar qualquer problema com a iluminação pública de sua rua, e o município terá mais informações para solucionar a causa, rapidamente.

Para o prefeito Marciano Vottri, a modernização só trará benefícios. “Nesse projeto serão investidos mais de um milhão de reais, para troca de 100% da iluminação pública do nosso município, começando pelo Araucária Park, terminando no centro e nos bairros, com mais de 1500 pontos de iluminação sendo substituídos, trazendo segurança, conforte e uma cidade mais iluminada”, afirma Marciano.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Indústria e Comércio, Ricardo Bertoncello, classifica a ação como planejamento estratégico, onde a população será beneficiada com economia e segurança também. “Estão sendo substituídas as lâmpadas atuais, de vapor de sódio, por lâmpadas LED, que são mais econômicas e mais eficientes. Os ganhos são em economia, porque essas lâmpadas além de ter uma iluminação melhor, essas lâmpadas consomem menos energia. Temos um ganho em segurança, porque a rua ficará mais bem iluminada, com isso tornando o trânsito das pessoas mais seguro. E isso reflete também em nossa conta de iluminação”, concluí Ricardo.

Prefeitura anuncia: obra  da arena está 75% concluída

A Arena Multiuso de Pato Branco Claudio Petrycoski, já está com 75% da estrutura concluída. Neste momento, está sendo executado o fechamento lateral, com telhas metálicas, as alvenarias e os pisos. A próxima etapa, é a execução da parte elétrica e os acabamentos.

O espaço está sendo construído para receber, com conforto, cerca de 5 mil torcedores. A quadra foi cuidadosamente projetada para que todos os espectadores não percam nenhum lance, além do espaço poder sediar grandes espetáculos esportivos.

Ao todo, estão sendo investidos R$ 27.277.777,77 na obra. A previsão da administração é inaugura em junho a obra.

Prefeitura instala, nesta quarta-feira, lombadas em ruas de bairros da zona sul

Nesta quarta-feira,8, o Departamento de Trânsito de Pato Branco publicou um comunicado que serão instalados redutores de velocidade (lombadas) em bairros da zona sul.

Os redutores serão instalados nas ruas Dom Pedro I, entre a Avenida Tupi e a rua Dom João VI, e na rua Jaury de Souza com a rua Artibano Tacon, nos bairros Gralha Azul e Alvorada.

Prefeitura anula licitação para reforma e ampliação do CMEI do Bairro Menino Deus

Prefeitura anula licitação para reforma e ampliação do CMEI do Bairro Menino Deus.
A publicação no Diário Oficial, neste dia 8 de maio, assinada pelo prefeito Robson Cantu em 6 de maio passado, aponta os motivos, através de 10 “considerandos” para a anulação da licitação.
Entre os vários motivos elencados pela administração para a anulação do processo administrativo nº 18.674/2023, Tomada de Preços nº 12/2023 – Processo nº 240/2023 que tinha por objeto a contratação de empresa para execução da Reforma e Ampliação do CMEI do Menino Deus, localizado na Rua Varequeta, 160, Bairro Menino Deus, com área total de 625,52m², sendo dessa área 399,84 m² de Reforma, e 225,68 m² de Ampliação, consta que “além das divergências encontradas das planilhas que levaram os participantes ao erro, foram encontrados outros erros considerados como vícios insanáveis’.

O CMEI do Bairro Menino Deus seria reformado e ampliado, utilizando área que o município adquiriu da mitra. Parte da aquisição do terreno se deu através de permuta, além de valores que foram complementados pela administração.
Em 21 de fevereiro de 2021, o prefeito Cantu, no facebook afirmou que havia realizado várias ações em prol da educação, entre elas a compra do terreno para ampliação do CMEI do Menino Deus. Veja no link abaixo

https://fb.watch/rWHv19GFTu

https://fb.watch/rWHv19GFTu/


Link para a publicação no diário oficial:


https://www.diariomunicipal.com.br/amp/pesquisar

CCJ do Senado aprova novo seguro obrigatório para veículos

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta terça-feira (7), por 15 votos favoráveis contra 11, o projeto de lei complementar que recria o seguro obrigatório para donos de veículos, o antigo Dpvat (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres). A previsão é que o texto seja  votado no plenário do Senado ainda nesta terça-feira. Se aprovado, segue para sanção presidencial.  

De acordo com o relator da matéria, senador Jacques Wagner (PT-BA), o valor do novo seguro gira em torno de R$ 50 e R$ 60 por ano, sem diferença entre motos e veículos, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

“Repare que quando estava na holding de seguradoras, bancada pelas quatro grandes seguradoras que tomavam conta do Dpvat até declinarem, o valor era superior a R$ 100 [para carro] e superior a R$ 200 para a moto. Portanto, havia uma gordura absurda”, argumentou Jacques Wagner, acrescentando que como a gestão do seguro ficará com a Caixa Econômica Federal, o valor será reduzido.

O seguro é usado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito, além de financiar o Sistema Único de Saúde (SUS) e ações de educação e prevenção de acidentes por meio da Secretaria Nacional de Trânsito. O novo seguro agora deve se chamar Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (Spvat).

Parte da oposição criticou a proposta, alegando que se trata de mais uma despesa a ser paga pelos donos de veículos. O senador Carlos Vianna (Podemos-MG) propôs que apenas seja obrigado a pagar o seguro obrigatório quem não tem seguro privado.

“Eu, por exemplo, tenho um carro na família, minha filha dirige. [O veículo] Tem um seguro pra isso já, eu já pago esse seguro. Por que você é obrigado a pagar o Dpvat? Por que nós temos que impor isso a toda a sociedade brasileira? Vamos criar o seguro só pra quem não tem”, criticou o senador.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES), por sua vez, argumentou que o seguro é de caráter solidário, para que todos os donos de veículos ajudem a pagar os custos dos acidentes de trânsito.

“É pago apenas por quem é proprietário de veículo automotor, enquanto qualquer pessoa pode ser seu beneficiário. Daí a função de proteção social. Se você atropela uma pessoa e você não sabe nem quem é o motorista, impõe-se o recebimento do seguro”, explicou Contarato, acrescentando que “são essas pessoas que não têm dinheiro para pagar absolutamente nada e que precisam desse seguro”.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) criticou o retorno do seguro, justificando que seria um imposto novo para aumentar a arrecadação federal. “Essa será a quarta, pelo menos que eu me lembre, votação em que nós estamos dando ao governo a possibilidade de arrecadar mais, aumentando a carga tributária”, destacou.

O senador Jaques Wagner negou que a intenção do projeto seja fazer caixa para o governo, mas atender a população afetada por acidentes de automóveis, que ainda procura pelo serviço. “Mesmo depois de [o seguro ter] terminado em 2021, até 2023 780 mil pessoas procuraram [o Dpvat]”, justificou.

Acordo

O projeto em votação, além de criar o seguro obrigatório, tem sido usado como moeda de negociação entre o Executivo e o Legislativo para compensar o veto presidencial que retirou RS 5,6 bilhões em emendas parlamentares do orçamento deste ano, uma vez que a negociação para aprovação do projeto prevê que R$ 3,6 bilhões da arrecadação do seguro obrigatório sejam usados para o pagamento R$ 2,4 bilhões em emendas de deputados e R$ 1,2 bilhão, de senadores. O projeto recebeu uma emenda na Câmara que permite aumentar as despesas da União em R$ 15,7 bilhões neste ano.

Veto

O relator Jacques Wagner negou destaques da oposição à matéria, garantindo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu a vetar o artigo que cria uma multa por atraso no pagamento do novo seguro, conforme pedidos dos senadores Alan Rick (União-AC) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

“Estou me comprometendo aqui perante os senadores e perante à comissão de que esse item, que é uma penalização excessiva, que veio da Câmara, ele será vetado pelo presidente da República”, afirmou.

Seguro

Criado em 1974, o Dpvat era um seguro obrigatório destinado a indenizar vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional. A indenização era paga em casos de morte, invalidez permanente total ou parcial e para o reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada por danos físicos causados por acidentes com veículos automotores de via terrestre ou por suas cargas.

A cobrança foi extinta em 2021, quando a Caixa Econômica Federal assumiu a gestão dos recursos e pagamentos do Dpvat no lugar da Seguradora Líder, que era um consórcio de empresas privadas. Na ocasião, havia um excedente em torno de R$ 4,3 bilhões, que permitiu a manutenção dos pagamentos do seguro às vítimas de acidentes de trânsito.

Entretanto, o pagamento das indenizações foi suspenso em novembro do ano passado, por falta de saldo no fundo do Dpvat. Agora, com a aprovação do projeto, o seguro anual obrigatório voltará a ser cobrado de proprietários de veículos e continuará a ser operado pela Caixa Econômica Federal.
Fonte: Agência Brasil

ALEP discute PL que regulamenta assentos exclusivos para mulheres em transporte coletivo rodoviário 

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A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná discutiu nesta terça, 07, emenda proposta em plenário ao projeto de lei 122/2023, que dispõe sobre a reserva de assentos exclusivos para mulheres no transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros.

De autoria da Bancada Feminina e relatada pelo deputado Luiz Fernando Guerra, a proposta normatiza a reserva dos assentos com o objetivo de garantir mais segurança às passageiras.

Segundo o deputado, é a resposta legislativa mínima necessária diante do crescente número de casos de crimes e violência de natureza sexual praticado contra mulheres no transporte coletivo de passageiros.

O projeto prevê que não haverá número mínimo de assentos, até para que não exista limitação se houver mais passageiras do que assentos reservados. Sendo assim, as empresas poderão reacomodar as passageiras em poltronas diferentes das que forem marcadas na hora da compra da passagem, para que elas se sentem ao lado de outras mulheres. Sem a necessidade de bloquear poltronas, as empresas não terão prejuízos financeiros em caso de não ocupação, o que evitará impacto no preço das passagens.

De acordo com o relator, o projeto garante uma viagem mais tranquila às mulheres. “O projeto permitirá que as mulheres viajem com segurança no transporte intermunicipal, livres de contatos físicos indesejados. Esta é uma resposta aos crescentes casos de importunação e assédio sexual que ocorrem nos ônibus e não podem continuar”, destacou Luiz Fernando Guerra

A subemenda apresentada ao projeto de lei tem por objetivo a adequação da proposta às normas de técnica legislativa, diante ao recém-aprovado Código Estadual da Mulher Paranaense (Lei nº 21.926/24), norma que consolida a legislação Paranaense relativa aos direitos da mulher.