A palmense Eduarda Gomes, a Duda, de 13 anos, voltou a mostrar seu talento no cenário internacional ao vencer por 2 sets a 0 a também brasileira Maria Eduarda Carbone, pelo Roland Garros Junior Series, disputado em São Paulo. Com atuação segura do início ao fim, Duda controlou as ações da partida, mostrou firmeza nos golpes de fundo e agressividade nos momentos decisivos para confirmar a vitória em sets diretos.
Duda, que recebeu um wild card da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e é a atleta mais jovem do torneio, já vinha se destacando desde a estreia, quando acumulou vitórias consistentes sobre rivais sul-americanas. No duelo contra Carbone, ela manteve o alto nível apresentado nos jogos anteriores, confirmando a boa fase e reforçando o status de grande promessa do tênis brasileiro.
O Roland Garros Junior Series garante à campeã uma vaga na chave juvenil de Roland Garros, em Paris, um dos torneios mais tradicionais do circuito mundial. Com o resultado, Duda segue firme em busca do título e da oportunidade inédita de disputar o Grand Slam francês, levando o nome de Palmas e do Brasil para uma das maiores vitrines do tênis mundial.
A palmense Eduarda Gomes, “Duda”, de apenas 13 anos, avançou para a final do Roland-Garros Junior Series 2026 em São Paulo. Na competição Duda vai representar o Paraná, sendo a a mais jovem tenista a chegar uma final do Roland Garros Junior Series. A participação de Duda na competição acontece pelo wild card da CBT, ou seja, ela recebeu um convite para o torneio.
A final terá transmissão da ESPN 3 e do Disney+ a partir das 14h. Eduarda Gomes a “Duda” vai enfrentar Maria Eduarda Carbone na busca pelo título do torneio, que garante um convite para a disputa da chave juvenil de Roland Garros, em Paris.
A paranaense Eduarda Gomes, convidada da Confederação Brasileira de Tênis para o torneio, chegou a final surpreendendo a cabeça de chave 1 do torneio, a baiana Nathalia Tourinho, de 15 anos. Duda venceu de virada por 2×1 com parciais de 3/6, 7/6 e 6/4.
“Já esperava um jogo duro contra ela. Tive dificuldade no primeiro set, mas consegui voltar para o jogo e vencer os outros dois sets. Foi mentalmente cansativo, mas estou feliz por ter mantido o foco nos momentos importantes. É incrível estar na final e espero ser campeã”, afirmou Duda.
Darce Almeida/Acefb – O programa Empreender da Associação Empresarial de Francisco Beltrão (Acefb) anunciou a criação de mais um núcleo neste mês de abril: o Núcleo de Web Rádios, uma iniciativa que reúne profissionais, comunicadores e empreendedores do áudio digital em um espaço colaborativo e de fortalecimento do setor.
A proposta do Núcleo das Web Rádios nasce em um contexto de transformação profunda no consumo de mídia. Com a digitalização e a popularização da internet, o rádio deixou de ser apenas um meio de transmissão por ondas eletromagnéticas para ocupar também o ambiente online, por meio das chamadas web rádios — plataformas que utilizam streaming para distribuir conteúdo em tempo real para qualquer lugar do mundo.
“No começo deste ano, nos reunimos na Acefb com as demais web rádios de Beltrão para buscar informações e decidimos criar o núcleo. Estamos trabalhando para dar andamento aos trabalhos. Acredito que vamos ter uma maior visibilidade apoiados pela Acefb, seguindo com a troca de experiência entre os participantes. Sendo assim, vamos melhorar a qualidade das transmissões, das reportagens, porque no Brasil as web rádios já têm um destaque maior na imprensa e em Beltrão ainda está devagar”, disse Andrei Lamera, coordenador do núcleo.
Um pouco de história
O conceito de web rádio surge com o avanço da internet, especialmente a partir dos anos 2000, quando a tecnologia de streaming passou a permitir transmissões de áudio online sem a necessidade de concessão pública. Diferente das rádios AM e FM, que dependem de frequência e regulamentação estatal, as web rádios operam de forma mais flexível, com custos reduzidos e maior liberdade de conteúdo.
No Brasil, esse movimento ganhou força com a popularização da banda larga e dos dispositivos móveis, além do crescimento de formatos como podcasts, que ampliaram o consumo de conteúdo sob demanda. Desde então, o número de web rádios cresceu de forma exponencial, impulsionado pela democratização da produção de conteúdo e pela facilidade de acesso às plataformas digitais.
As seis web rádios que formam o núcleo:
• Web Rádio Canário
• Portal JC Esportes
• Web Rádio Portal Sudoeste
• União Norte Web Rádio
• Web Rádio Estação Norte
• Portal de Beltrão
Mais informações sobre como participar do núcleo pelos fones (46) 3905-1450 e 9 9932-0003
Uma portaria publicada no Diário Eletrônico do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) instituiu uma comissão de auditoria para apurar o programa “Olho Vivo Paraná”. A investigação, conduzida pela Inspetoria de Controle Externo sob a superintendência do conselheiro Ivan Bonilha, terá prazo inicial de quatro meses.
O objetivo do trabalho é analisar a conformidade do procedimento licitatório para aquisição de equipamentos e sistemas de segurança no âmbito do programa, executado pela Superintendência Geral de Governança de Serviço de Dados, vinculada à Casa Civil.
A auditoria representa uma nova etapa na fiscalização do Olho Vivo, que já havia sido alvo de medida cautelar do próprio TCE. Em decisão anterior, o conselheiro Fernando Guimarães determinou a suspensão do Pregão Eletrônico nº 203/2026 — que previa contratação de plataforma de videomonitoramento inteligente estimada em R$ 580,9 milhões — após a 4ª Inspetoria de Controle Externo apontar fragilidades graves no procedimento licitatório, incluindo riscos de sobrepreço, inconsistências na definição do objeto, fragilidades na governança do projeto e possíveis irregularidades no tratamento de dados sensíveis.
Mesmo com a licitação suspensa, informações indicam que parte do programa já estava em execução, com cerca de R$ 30 milhões destinados à instalação de câmeras, operacionalizados por meio da Celepar e contratos relacionados à Google.
A fiscalização também deve avaliar o funcionamento do sistema, que permite o cruzamento de dados sensíveis — como informações de veículos, mandados de prisão e registros de segurança pública — a partir de imagens captadas por câmeras, levantando questões sobre governança, controle de acesso e armazenamento de dados.
A Revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Vitorino foi lançada em duas sessões nesta quinta-feira (16): a primeira na Câmara Municipal de Vereadores e a segunda na Escola Municipal Alezio Gervazio Fin, no bairro Araucária Park. As reuniões atenderam às regiões mais populosas – Centro e Araucária Park – e apresentaram as equipes responsáveis: o Grupo Técnico Permanente (GTP) na coordenação geral; a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Unicentro (FAU), contratada via contrato nº 03/2026; e os conselhos COMPLAD e da Cidade.
O objetivo é planejar o futuro da cidade nos próximos 11 meses, em cinco fases alinhadas às leis como LDO, LOA, LOM, planos setoriais estaduais, Plano de Desenvolvimento Regional, Lei de Responsabilidade Fiscal e Agenda 2030. Vigente por 10 anos, o PDM não era atualizado desde 2014 – adiado em 2024 por ano eleitoral. Em 2025, o GTP deu o pontapé com a 7ª Conferência Municipal das Cidades, seguido da contratação da FAU, seguindo o Estatuto da Cidade e o Programa Paraná Cidade.
Com ampla divulgação em diversas mídias, as sessões contaram com sociedade civil organizada, como a Associação Comercial e Empresarial de Vitorino (Acevi), comerciantes, secretários municipais e líderes comunitários, incluindo o presidente da Associação de Moradores do Araucária Park. O prefeito Marciano Vottri abriu os eventos, transmitidos ao vivo no YouTube e Facebook da prefeitura. “Essa é uma ferramenta construída a várias mãos. Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. Nós, com responsabilidade, definimos o norte do desenvolvimento de Vitorino”, destacou ele, comprometendo-se com a participação popular e técnica.
Vitorino, com 308 km² de território, terá todo o espaço analisado. A população já pode enviar propostas pelo site www.vitorino.pr.gov.br/planodiretor <www.vitorino.pr.gov.br/planodiretor>, diretamente à FAU ou ao GTP nas audiências de junho e outubro de 2026. A coordenadora do GTP, arquiteta Suelyn Maria Longhi de Oliveira, enfatizou: “Registraremos todas as manifestações em seis eixos – os 6 P’s: Políticas Públicas, Planeta, Parcerias, Pesquisa e Planejamento, Patrimônio e Pertencimento, Pessoas.”
O secretário de Desenvolvimento Urbano, Indústria e Comércio, Ricardo Bertoncello, reforçou: “A participação de todos – do cidadão ao prefeito – define o futuro de Vitorino nos próximos 10 anos. Planejamos o crescimento para cuidar de pessoas, impactando toda a gestão e o dia a dia dos vitorinenses.”
A equipe da FAU, com professor Cleverson Salache, ex-prefeito Jerônimo Gadens do Rosário (economista e agrônomo) e engenheiro ambiental Danilo Menão Glinski, compartilhou experiências de outros municípios e detalhou o processo, apoiado por profissionais multidisciplinares.
Atas, documentos, cronogramas e espaço para contribuições estão no site oficial de Vitorino.
Atendendo a uma determinação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), o Município de Pato Branco, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, suspendeu temporariamente o andamento do Pregão Eletrônico nº 71/2026, com sessão pública de abertura do processo licitatório que estava prevista para esta semana, no dia 13/4 às 9h.
A medida cautelar atendeu a solicitação feita por empresa interessada na disputa, que ingressou com processo de Representação da Lei de Licitações na Corte a respeito do certame para prestar os serviços de coleta de resíduos orgânicos domiciliares e destinação ao aterro do município.
A empresa fez questionamentos ao processo e o TCE-PR optou em suspendê-lo temporariamente, estabelecendo um prazo de 15 dias para analisar os argumentos apresentados pelo Município de Pato Branco, os quais em tese afastam qualquer possibilidade de irregularidades.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Vicente Michaliszyn, ressaltou que não procede o questionamento sobre um possível superfaturamento, em razão de um superdimensionamento de equipamentos. Isso porque foi utilizada uma planilha de custos, onde foi feito um levantamento ao longo de um ano pela equipe do Meio Ambiente, que pesou os caminhões, mediu o volume de lixo, analisou as rotas e a questão da declividade do município.
Após este estudo, os técnicos concluíram que para atender as necessidades do município são necessários sete caminhões atendendo a NR-38, que diz, inclusive, qual é o dimensionamento da cabine para poder transportar um motorista e mais dois garis. Assim, para realizar o trabalho de coleta em dois turnos, diurno e vespertino, são necessárias 14 equipes para atender todo município.
“Não existe superdimensionamento porque foi feita análise e apresentação de planilha orçamentária com base em parâmetros numéricos realizados por engenheiro. Sobre a falta de transparência no processo, questionada pela empresa, não procede. Um problema interno no sistema dificultou o acesso do estudo no 1DOC (sistema interno de trâmite de documentação), que foi solucionado e já está disponível. Em relação ao questionamento referente ao engenheiro responsável pela matriz de risco, não consideramos necessário, por não se tratar de um serviço de engenharia, mas sim de um serviço comum. Porém, se caso o Tribunal considerar necessário, faremos a indicação deste profissional. No entanto, pretendemos manter sem a indicação para não onerar o município”, frisou o secretário.
O engenheiro ambiental responsável pelo estudo, Cristian Eduardo Spiecker, que é servidor efetivo do município, reafirmou a necessidade de manter os sete caminhões para realizar o serviço, com base na análise técnica, que descarta qualquer tipo de superdimensionamento ou de superfaturamento.
Vicente frisou ainda que o montante de R$ 10,8 milhões ao ano é o teto de pagamento pelo serviço, contudo, as empresas que irão participar do processo de licitação certamente vão oferecer valores menores no pregão eletrônico, sendo que será vencedora a empresa que apresentar o menor valor.
Para além de uma data simbólica, o Abril Indígena se afirma, a cada ano, como um momento fundamental de reflexão sobre a realidade dos povos originários no Brasil. Nesse contexto, os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABIs) da UTFPR — campi Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e Pato Branco — promoveram, nos dias 14 e 15 de abril de 2026, uma série de atividades que mobilizaram a comunidade regional em torno de debates urgentes e necessários.
O destaque da programação foi a presença da rapper e ativista indígena Katú Mirim, que realizou encontros nos três campi, reunindo estudantes universitários, alunos da educação básica e a comunidade em geral. Com uma trajetória marcada pela arte e pelo ativismo, Katú Mirim trouxe à tona discussões sobre identidade, pertencimento e resistência, a partir de sua vivência como mulher indígena urbana, LGBTQIAPN+ e artista de projeção nacional.
Mais do que apresentações, os encontros se constituíram como espaços de escuta e diálogo. Por meio de uma linguagem acessível, mas profundamente crítica, a artista problematizou o lugar dos povos indígenas na sociedade brasileira contemporânea, evidenciando as marcas de um processo histórico de violência, apagamento cultural e expulsão de territórios, dinâmicas que, longe de pertencerem apenas ao passado, seguem em curso.
Um dos pontos centrais das discussões foi a realidade de indígenas em contexto urbano e em processos de retomada identitária. O crescimento nos registros demográficos da população indígena no Brasil, especialmente nas últimas décadas, não pode ser compreendido sem considerar as transformações nas políticas públicas e no reconhecimento de direitos, mas também revela a resistência de sujeitos historicamente silenciados que reivindicam sua identidade e seu lugar na sociedade.
Nesse cenário, a arte emerge como ferramenta potente de visibilidade e enfrentamento. A música de Katú Mirim, assim como sua atuação política, evidencia o papel da cultura na construção de novas narrativas sobre os povos indígenas, rompendo estereótipos e ampliando o acesso ao debate público.
Em Dois Vizinhos, o evento contou com ampla participação tanto da comunidade universitária quanto da comunidade externa, com destaque para a presença do Colégio Estadual Duque de Caxias, que levou turmas do oitavo ano. A roda de conversa teve duração aproximada de uma hora e meia e foi mediada por duas acadêmicas indígenas, uma da etnia Munduruku e outra do povo Kuruáya, ambas integrantes do NEABI-DV. Durante a atividade, Katú Mirim abordou a busca por sua ancestralidade, suas vivências como rapper indígena e temas mais amplos, como a luta pela demarcação de terras e os direitos dos povos indígenas.
Em Pato Branco, a atividade contou com a presença de membros das comunidades indígenas de Alto Pinhal e Mangueirinha, contando com a participação de diversas lideranças indígenas, entre eles Adair Rodrigues, representando o Cacique Miguel, e Carlos Frederico Branco, representando a Brigada Florestal Goj ki Pyn. A atividade foi precedida de uma batalha de rap, promovida pelos MCs Mamats, PH e Iogue, da Batalha da Resistência e da Alcateia , que levantaram a plateia para a recepção da Katú Mirim. A mesa redonda que foi mediada pelo historiador Rafael Mello, contou ainda com a participação da Professora Mirian Joseli Kenpry Marcial, que atua na Escola Indígena da Comunidade do Alto Pinhal e relatou sobre o cotidiano escolar nas comunidades indígenas do Sudoeste do Paraná. A atividade contou ainda com a Presidenta da APP-Sindicato, Diuliana Claudia Baratto, da Historiadora Lais Vasconcelos, representando a Dep. Fed. Carol Dartora, do Presidente do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas Kreibanguerê, Prof. Fabiano Alan Serafim Ferrari, e do Diretor de Campus, Prof. Neimar Follmann, enaltecendo a importância dos povos indígenas no meio acadêmico e da celebração desta data especial.
A atividade realizada em Francisco Beltrão, reuniu um público diverso, composto por acadêmicos de diferentes cursos da UTFPR, estudantes do Colégio Agrícola e membros da comunidade externa, configurando um espaço plural de diálogo e aprendizagem. O evento contou com a presença da diretora em exercício Thalita Rauen, reforçando o compromisso institucional com a promoção de debates relevantes e acessíveis. A mediação da roda de conversa foi conduzida por Raoane Ribeiro, contribuindo para uma dinâmica participativa e acolhedora. Marcada por um tom descontraído, a atividade possibilitou intensa interação com o público, que pôde dialogar diretamente com a artista e refletir sobre diferentes questões indígenas a partir de suas vivências e trajetória.
As atividades realizadas nos três campi da UTFPR foram resultado de uma articulação que ultrapassa os limites da universidade, envolvendo diferentes sujeitos e coletivos da região sudoeste do Paraná. Essa mobilização reafirma o compromisso institucional com a promoção de uma educação crítica, inclusiva e comprometida com o combate ao racismo e às diversas formas de preconceito.
Em tempos em que os direitos indígenas seguem ameaçados, iniciativas como essa não apenas informam, mas também convocam à reflexão e à ação. Ouvir vozes originárias, em sua diversidade e potência, é um passo essencial para a construção de uma sociedade mais justa e plural.
Bernardi defende que disputa política não afete investimentos em Pato Branco
O presidente da Câmara de Vereadores de Pato Branco, Joecir Bernardi (PSD), avaliou que o município se tornou um “centro da política estadual” em meio ao atual momento turbulento vivido pela política paranaense, com reflexos diretos no cenário local. Em entrevista conduzida pelo repórter Régis Teles, Bernardi citou três fatos recentes que, segundo ele, tiveram impacto na cidade: a destituição do deputado pato-branquense Giacobo da presidência estadual do PL, a pré-candidatura do ex-vereador Guto Silva e a atuação do suplente de senador Sérgio Moro, representado em Pato Branco por Ricardo Guerra.
Bernardi afirmou que teme que essas movimentações partidárias possam influenciar nos investimentos já ajustados para o município, destacando a importância de preservar as obras em andamento e os recursos destinados à cidade. Questionado por Teles sobre a Avenida Frei Policarpo, já prevista no orçamento do Estado e tratada pela gestão municipal como um dos principais projetos estruturantes para Pato Branco, o presidente da Câmara reforçou que é hora de “dar um passo atrás” na disputa política e pensar primeiro na cidade.
Para o vereador, a antecipação do debate eleitoral em 2026 prejudica as gestões em todo o Estado, ao desviar o foco do dia a dia das prefeituras e das câmaras municipais. Ele lembrou que as candidaturas só serão oficialmente definidas no fim de julho e que, até lá, Executivo e Legislativo precisam continuar trabalhando, enfrentando problemas e buscando soluções. Bernardi defendeu que interesses pessoais e partidários não podem se sobrepor aos investimentos previstos para Pato Branco e disse ser contra qualquer retaliação ou interrupção de obras em razão de mudanças de “bandeira política”.
Ao ser questionado sobre a indicação de Sandro Alex pelo governador, em meio às leituras de que o movimento representaria uma “rasteira” sobre a pré-candidatura de Guto Silva, Bernardi adotou tom de cautela. Ele afirmou que tem conversado com lideranças locais e estaduais, mas que ainda é cedo para um juízo definitivo sobre o processo, pedindo de 10 a 15 dias para que os bastidores fiquem mais claros. Segundo o presidente da Câmara, situações “atípicas” sempre geram consequências na política e, se forem respondidas “com o fígado”, podem resultar em perseguição a projetos importantes para a cidade, o que considera perigoso e prejudicial à população.
Leia a íntegra da entrevista de Joecir Bernardi:
Régis Teles – “Aproveitando aí também, esse momento, né, turbulento que a política, que a política paranaense passa, e especialmente nós também, né, munícipes aqui, e acredito que a população em geral e, e você como presidente da casa, né, vereador que é, fica também essa questão aí dos investimentos que o Estado tem aqui, né, pelo menos promessas, que são investimentos grandes aí para Pato Branco e existe uma preocupação? Joecir Bernardi – “Com certeza, eu acho que Pato Branco acabou virando uma, uma, um centro da política estadual, algo atípico, né? Não que a cidade não seja importantíssima, mas onde tivemos três fatos que eu entendo estaduais que acabou impactando na questão local, onde foi a destituição do deputado patobranquense, que era presidente do PL do Paraná, que é o deputado Jacopo. Um ato radical de destituição, que eu também já passei por isso, na questão local, eu sei o que é isso. É, é difícil, desestrutura todo um processo. Passado isso, temos também, até, até ontem, anteontem, a pré-candidatura do outro patobranquense, ex-vereador da casa, Agudo Silva, que também é um fato estadual, onde ele tá se consolidando. E o terceiro fato, temos o suplente de hoje, favorito, Sérgio Moro, que também é outro patobranquense, seu Ricardo Guerra. Então isso acaba mexendo com a política local. Eu espero, eu espero que isso não impacte nos investimentos aqui, ora ajustados. Mas eu também, pela cabeça branca e dentro da política, ela é muito sensível, é uma palavra que tu fala desconectada, porque a decisão, quem decide lá, é por algum motivo, espera. Eu, como psdista que sou, vou trabalhar até que posso, para que não, não acabe impactando nas obras locais, porque eu acho que quem perde é a comunidade”. Régis Teles – “Especialmente, né, esse da, da Avenida Frei Policarpo, o prefeito, em conversa aqui com ele, disse que tá no orçamento do Estado já, né? Tá na previsão orçamentária, você sabe o quanto é importante isso”. Joecir Bernardi – Sim, eu acho, eu acho que agora é importante de nós, quem, agentes, aqui vale os vereadores, o prefeito, deputados, é pegarmos e darmos todos um passo atrás, e pensar em Pato Branco. Então a questão política a gente pode aguardar, até porque tá tudo atropelado esse ano, né? De fato, as candidaturas vão ser definidas no final de julho. Hoje parece que a campanha é amanhã. Até o final de julho, nós, nós, a Câmara de Vereadores vai ter que trabalhar. Régis Teles – Mas não tem nem um candidato ainda, né? Joecir Bernardi – Não existe, vai até em julho. Então, eu acho que a política antecipou demais esse ano e prejudicou as gestões, isso em tudo que é lugar. Temos quatro, cinco meses aí que a prefeitura vai ter que andar, a Câmara vai ter que andar, os problemas da cidade vão continuar, as soluções também. Então, eu acho que todos, aqui eu falo especificamente dos grupos políticos de Pato Branco, temos que dar um passo atrás para não prejudicar a cidade. Eu acho que nós não podemos pôr a questão política de investimento da cidade na frente dos interesses pessoais, e eu sempre fui contra. Sempre fui contra e continuo contra. No que depender de mim, eu sou contrário a eventualmente deixar de existir o investimento na cidade porque a bandeira mudou de cor, né? Isso eu sou contrário, mas é, a gente sabe como é que a política funciona, às vezes o fígado toma conta do coração e acaba, infelizmente, prejudicando a população, o que é que nós estamos aqui por eles. Régis Teles – Só para fechar, é, você como, né, partido do governador, né? O pré-candidato que era o Guto Silva, muitos entendem como uma rasteira aí do governador. Como é que você, né, integrante do PSD aí, entende e analisa, né, essa indicação do governador aí, o, o Sandro Alex? Joecir Bernardi – Eu tenho tido, nos últimos, desde que houve aquela intervenção do, do PL aqui, até tenho falado bastante com os vereadores aqui, eu, eu tô olhando, no bom sentido, né? Nós temos que esperar entender o processo. A gente, por mais que a gente tenha muita informações assim de bastidor, mas a gente não sabe o contexto prático. Eu acho que uns 10, 15 dias eu entendo que venha à luz tudo que ocorreu aí. Foi muitas coisas atípicas, de verdade. Isso gera consequência na política, as coisas atípicas. Régis Teles – Muito de bastidor, né? Joecir Bernardi – Bastidor, rasteira, isso sempre teve, mas eu tô falando disso. E a rasteira, quem leva, às vezes a reação, se reagir com o fígado, tem força para prejudicar outras pessoas e acaba prejudicando a cidade. Eu acho que o senhor falava bastante até com o líder, um dos líderes do PL, o vereador Biruba, um vereador experiente do grupo do Jacopo, que também foram, acabaram sendo, sendo vítimas desse processo todo, que é um contexto. E eu, sinceramente, eu espero uns 10, 15 dias, eu estive falando aqui com o deputado Alexandre ontem, falei com o Guto Silva hoje. Tenho falado com as forças políticas locais para tentar entender, e eu tenho falado pouco até porque não clareou tudo, nem para eles. Então a gente vai procurar uns 10, 15 dias assim, mas depois vamos, vamos tentar entender se houve a rasteira, vamos falar o porquê, e se não houve também, que foi um, a política, o acordo é legítimo. Eventualmente o lançamento, você de candidato não se viabiliza, é normal, e outro, tentar, é o jogo. Régis Teles – Faz parte. Joecir Bernardi – É, faz parte, é isso que eu espero que não, agora isso também me preocupa o, pelo que eu ouço de bastidor, a eventual perseguição de projetos para a cidade. Isso é perigoso.”
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e o uso de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil, incluindo produtos trazidos ilegalmente do Paraguai, e determinou a apreensão dos itens. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (15), por meio da Resolução-RE 1.519/2026 <www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-re-n-1.519-de-13-de-abril-de-2026-699579593>.
A decisão atinge, entre outros, medicamentos como Gluconex e Tirzedral, que vinham sendo comercializados de forma irregular, sem autorização sanitária. Esses produtos se popularizaram nas redes sociais como alternativas para emagrecimento rápido.
Segundo a Anvisa, os itens não possuem registro, notificação ou cadastro no país, o que significa que não passaram por avaliação de qualidade, segurança e eficácia. Por isso, a agência afirma que não há garantia sobre o conteúdo ou os efeitos dessas substâncias.
Contexto regulatório e avanço das irregularidades
A decisão ocorre em meio ao aumento da circulação de versões irregulares de canetas emagrecedoras no país. Desde o início de 2026, a Anvisa vem adotando medidas para conter a entrada e a comercialização desses produtos, especialmente aqueles que são à base de agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.
Esses medicamentos, originalmente desenvolvidos para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, passaram a ser amplamente utilizados para fins estéticos, muitas vezes sem indicação médica.
A agência alerta que versões manipuladas ou importadas sem controle sanitário podem apresentar falhas graves, como problemas de esterilização, ausência de rastreabilidade dos insumos e composição desconhecida, fatores que elevam o risco de contaminação e efeitos adversos.
As chamadas “canetas emagrecedoras do Paraguai” são frequentemente produzidas por empresas desconhecidas e entram no Brasil de forma irregular, muitas vezes associadas ao contrabando na região de fronteira.
A alta demanda impulsionou a circulação ilegal e aumentou apreensões por órgãos de fiscalização. Em muitos casos, a venda ocorre pela internet, sem controle sanitário.
Riscos à saúde
A Anvisa alerta que o uso desses medicamentos pode trazer riscos graves, já que não há controle sobre a composição, armazenamento ou procedência. Substâncias como a tirzepatida, comum nesses produtos, exigem prescrição médica e acompanhamento especializado.
Além disso, parte dos compostos anunciados ainda está em fase experimental ou não foi aprovada para uso no Brasil.
O que é permitido
Atualmente, apenas medicamentos com registro na Anvisa podem ser comercializados no país. No caso de produtos adquiridos no exterior, a importação é restrita e, em geral, permitida apenas para uso pessoal, com receita médica e dentro de limites específicos.
A agência orienta consumidores a evitarem compras em redes sociais e a verificarem sempre a regularização dos medicamentos antes do uso.
Lago Municipal de Mariópolis será palco de dia de pesca, lazer em família e ações ambientais
O Lago Municipal de Mariópolis será cenário de um dia especial de lazer, diversão e consciência ambiental com a realização do “Dia da Pesca”, marcado para 26 de abril de 2026. A programação é voltada para toda a família, com atividades de pesca, adoção de animais e coleta de lixo eletrônico, reforçando o compromisso do município com o bem-estar da população e o cuidado com o meio ambiente.
As inscrições já estão abertas e seguem de 1º a 17 de abril, no Departamento de Agricultura e Meio Ambiente, localizado na Rodoviária Municipal. Para se inscrever, é necessário apresentar documento com foto, optando pela modalidade dupla, mediante doação de 5 kg de ração, ou pela modalidade família, com doação de 10 kg de ração, que serão destinadas à causa animal no município.
Além da pescaria, o evento contará com feira de adoção de animais e ponto de recebimento de lixo eletrônico, incentivando práticas responsáveis e o descarte correto de resíduos. As regras completas do torneio estarão disponíveis no local de inscrição, garantindo organização e segurança para todos os participantes.
A Administração Municipal convida a comunidade a reunir a família, preparar a vara de pesca e aproveitar o dia às margens do lago, unindo lazer, solidariedade e preservação ambiental. Mais informações podem ser consultadas no site oficial da Prefeitura de Mariópolis, na página do evento “Pesca no Lago 2026”