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MPT pede indenização de R$ 1 milhão a Jessicão por post após eleição

O MPT-PR pede indenização de R$ 1 milhão à vereadora Jessicão (PL), deputada estadual eleita mais votada do Paraná, por um post que, segundo o órgão, incentiva a demissão de eleitores.

Vereadora Jéssica Ramos Moreno, a Jessicão
Vereadora Jéssica Ramos Moreno, a Jessicão (Foto: Reprodução)

Vereadora de Londrina, eleita a deputada estadual mais votada do Paraná, é acusada de assédio eleitoral

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O Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) entrou com uma ação civil pública contra a vereadora de Londrina Jéssica Ramos Moreno (PL), conhecida como Jessicão, por causa de uma publicação na rede social X. O órgão pede indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e a retirada imediata do post. Jessicão foi a deputada estadual mais votada do Paraná nas eleições deste ano.

Segundo o MPT-PR, a publicação foi feita em 25 de outubro, logo depois da divulgação do resultado da eleição presidencial. No texto, de acordo com o órgão, a vereadora incentiva empresários a demitir funcionários que tenham votado em candidato diferente do que ela apoia, o que o MPT classifica como assédio eleitoral. A ação foi aberta depois de mais de 100 denúncias sobre o post.

Alcance da publicação

O MPT-PR afirma que o post passou de 1 milhão de visualizações em poucas horas. Jessicão tem mais de 200 mil seguidores no X. Para o órgão, há “amplo potencial de que a mensagem discriminatória atinja um incontável número de empregadores”, que poderiam se sentir autorizados a discriminar trabalhadores por convicção política.

O valor de R$ 1 milhão equivale, segundo o MPT-PR, a R$ 1 por visualização. A ação também pede que a vereadora retire do ar outros conteúdos que incentivem discriminação no acesso ao trabalho ou na manutenção do emprego.

Jessicão, deputada estadual eleita mais votada do Paraná
Jessicão, deputada estadual eleita mais votada do Paraná (Foto: Reprodução)

O que diz o MPT

Para o órgão, a publicação “extrapola a liberdade de manifestação, na medida em que faz apologia a práticas discriminatórias nas relações de trabalho”. O MPT-PR sustenta que o conteúdo viola direitos garantidos pela Constituição, como a igualdade, a não discriminação e a liberdade de consciência.

Se houver condenação, o dinheiro deve ir para o Fundo de Defesa de Direitos Difusos, para o Fundo de Amparo ao Trabalhador ou para entidades filantrópicas, com aplicação rastreável em programas de proteção aos direitos dos trabalhadores.

Cabe à Justiça do Trabalho decidir sobre os pedidos. O comunicado do MPT-PR não traz manifestação da vereadora, e o espaço segue aberto para a defesa dela.

Publicado às 00h15 de 07/11/2026

Fonte: Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR)

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