Ação cita 52 interrupções prolongadas em 2026 e pede equipe exclusiva para a cidade
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O Ministério Público do Paraná (MPPR) entrou com uma ação civil pública contra a Companhia Paranaense de Energia (Copel) por causa das quedas frequentes de energia, das oscilações de tensão e da demora no religamento em Campo Mourão, no Centro-Oeste do estado. A ação, da 3ª Promotoria de Justiça da cidade, pede medidas para resolver os problemas e indenização aos consumidores prejudicados.
A investigação usou dados do Procon de Campo Mourão, reclamações de moradores e relatórios da própria Copel.
Apagões em alta
Segundo a Promotoria, os apagões prolongados aumentaram nos últimos anos:
- 2024: 10 ocorrências
- 2025: 12 ocorrências
- 2026, até 12 de outubro: 52 ocorrências
Só entre 15 de agosto e 16 de setembro deste ano, os moradores fizeram 256 reclamações diretamente à distribuidora.

Água e aulas afetadas
A ação aponta que a instabilidade atingiu serviços públicos essenciais. Em 31 de agosto, uma queda de energia parou a estação de captação de água da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e deixou grande parte da cidade sem abastecimento.
Sem água, as aulas da tarde do dia seguinte foram suspensas em 12 escolas municipais e nove Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). A Câmara Municipal de Campo Mourão também fez audiências públicas sobre o tema.
O que o MPPR pede com urgência
Em caráter liminar, a Promotoria pede que a Justiça obrigue a Copel a:
- restabelecer e manter o fornecimento de energia de forma contínua;
- colocar, em até 30 dias, ao menos uma equipe de manutenção sediada e dedicada só a Campo Mourão, sob multa diária de R$ 20 mil;
- apresentar, em até 60 dias, um plano de ação e investimentos, com cronograma para oscilações de rede e atendimento emergencial em eventos climáticos severos;
- atender em até uma hora os chamados de falta de energia, sob multa de R$ 20 mil por descumprimento.
Indenizações
No julgamento final, o MPPR pede que a Copel pague R$ 2 milhões por dano moral coletivo, valor que iria para um fundo de direitos difusos. Para chegar ao montante, a Promotoria considerou o porte da empresa, que teve lucro líquido de R$ 645,1 milhões no segundo trimestre de 2026.
A ação também pede que a Copel ressarça os danos materiais e morais individuais dos consumidores da cidade, como a perda de aparelhos eletrônicos e de alimentos e mercadorias estragados.
O MPPR não informou se a Justiça já analisou os pedidos. O espaço está aberto para manifestação da Copel.
Publicado às 23h25 de 04/11/2026




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