Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agora MPPR processa Copel por apagões e pede R$ 2 milhões em Campo Mourão

MPPR processa Copel por apagões e pede R$ 2 milhões em Campo Mourão

Ação cita 52 interrupções prolongadas em 2026 e pede equipe exclusiva para a cidade.

Fachada de prédio da Copel com o logotipo da companhia
Foto: reprodução

Ação cita 52 interrupções prolongadas em 2026 e pede equipe exclusiva para a cidade

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O Ministério Público do Paraná (MPPR) entrou com uma ação civil pública contra a Companhia Paranaense de Energia (Copel) por causa das quedas frequentes de energia, das oscilações de tensão e da demora no religamento em Campo Mourão, no Centro-Oeste do estado. A ação, da 3ª Promotoria de Justiça da cidade, pede medidas para resolver os problemas e indenização aos consumidores prejudicados.

A investigação usou dados do Procon de Campo Mourão, reclamações de moradores e relatórios da própria Copel.

Apagões em alta

Segundo a Promotoria, os apagões prolongados aumentaram nos últimos anos:

  • 2024: 10 ocorrências
  • 2025: 12 ocorrências
  • 2026, até 12 de outubro: 52 ocorrências

Só entre 15 de agosto e 16 de setembro deste ano, os moradores fizeram 256 reclamações diretamente à distribuidora.

Vela acesa em um pires durante falta de energia
Imagem ilustrativa de falta de energia. (Imagem ilustrativa)

Água e aulas afetadas

A ação aponta que a instabilidade atingiu serviços públicos essenciais. Em 31 de agosto, uma queda de energia parou a estação de captação de água da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e deixou grande parte da cidade sem abastecimento.

Sem água, as aulas da tarde do dia seguinte foram suspensas em 12 escolas municipais e nove Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). A Câmara Municipal de Campo Mourão também fez audiências públicas sobre o tema.

O que o MPPR pede com urgência

Em caráter liminar, a Promotoria pede que a Justiça obrigue a Copel a:

  • restabelecer e manter o fornecimento de energia de forma contínua;
  • colocar, em até 30 dias, ao menos uma equipe de manutenção sediada e dedicada só a Campo Mourão, sob multa diária de R$ 20 mil;
  • apresentar, em até 60 dias, um plano de ação e investimentos, com cronograma para oscilações de rede e atendimento emergencial em eventos climáticos severos;
  • atender em até uma hora os chamados de falta de energia, sob multa de R$ 20 mil por descumprimento.

Indenizações

No julgamento final, o MPPR pede que a Copel pague R$ 2 milhões por dano moral coletivo, valor que iria para um fundo de direitos difusos. Para chegar ao montante, a Promotoria considerou o porte da empresa, que teve lucro líquido de R$ 645,1 milhões no segundo trimestre de 2026.

A ação também pede que a Copel ressarça os danos materiais e morais individuais dos consumidores da cidade, como a perda de aparelhos eletrônicos e de alimentos e mercadorias estragados.

O MPPR não informou se a Justiça já analisou os pedidos. O espaço está aberto para manifestação da Copel.

Publicado às 23h25 de 04/11/2026

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