A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que investigava a morte da fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, e determinou que o falecimento foi resultado de um acidente. Com a conclusão, nenhum suspeito foi indiciado pelo caso que comoveu a região norte do estado.
Entenda o caso no Salto das Orquídeas O corpo da profissional, que era moradora de Londrina, foi localizado no dia 30 de julho após cinco dias de intensas buscas. Ela havia viajado até o complexo de cachoeiras conhecido como Salto das Orquídeas, em Sapopema, para fazer uma trilha na companhia de uma amiga. O desaparecimento ocorreu no momento em que tentavam cruzar o rio para acessar um mirante na região de mata fechada.
Investigação e orientações ignoradas De acordo com o delegado responsável pelo caso, imagens de câmeras de segurança comprovaram que ambas assinaram um termo de responsabilidade antes de entrar na área. Além disso, depoimentos de testemunhas confirmaram que as jovens receberam orientações expressas para não realizar a travessia do curso d’água. Mensagens analisadas também descartaram qualquer atrito entre as amigas. Para a polícia, houve autocolocação em perigo. O laudo oficial apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por afogamento.
A dinâmica do acidente e a sobrevivência da amiga No dia do incidente, o nível da água estava cerca de 40 centímetros acima do normal. Conforme relatos, as jovens tentaram cruzar o rio com o auxílio de cordas quando perderam o equilíbrio na correnteza. A amiga, Ana Carolyne, conseguiu se salvar ao se agarrar a uma pedra a 500 metros do ponto de queda, mas sofreu uma fratura na coluna e passou uma noite sozinha na mata até ser encontrada por um funcionário local.
Esforços de resgate e localização da vítima As operações de busca mobilizaram o Corpo de Bombeiros com o uso de cães farejadores, mergulhadores, botes, equipes terrestres e drones com câmera térmica. O corpo de Ana Paula foi finalmente avistado por um drone a 123 metros da maior queda d’água do complexo, que possui 45 metros de altura. A suspeita é de que ela tenha ficado enroscada em pedras submersas até que a redução do fluxo de água facilitasse a visualização. Após o resgate, os restos mortais foram encaminhados à Polícia Científica de Londrina para os procedimentos cabíveis.