Microburst: Vento destrói catedral e arremessa carro no PR

Uma tempestade severa acompanhada por rajadas de vento classificadas como “microburst” atingiu o município de Francisco Beltrão, localizado no Sudoeste do Paraná, na última segunda-feira (21). A força da ventania foi tão intensa que destelhou uma catedral e provocou uma cena impressionante no centro urbano, onde um automóvel estacionado acabou sendo levantado do chão e arremessado diretamente sobre outro veículo.

Entenda o fenômeno meteorológico A confirmação da ocorrência do evento climático extremo veio após uma análise técnica detalhada realizada por especialistas no local dos estragos.

O coordenador de operações do Simepar, Marco Jusevicius, explica: “O fenômeno, também conhecido como microexplosão, causa rajadas de vento fortes e destrutivas, normalmente associadas com o colapso da chuva que está dentro da nuvem na direção do solo. Ela precipita praticamente todo o volume de água que possui de uma só vez, e junto com isso ela arrasta o ar, criando rajadas de vento muito fortes em superfície”

A diferença entre microburst e macroburst Meteorologicamente, o microburst está inserido na categoria dos chamados downbursts — eventos semelhantes ao que causou destruição em escolas e lavouras na cidade de Espigão Alto do Iguaçu no dia 10 de setembro.

O termo “micro” é aplicado quando o raio de abrangência atinge uma faixa inferior a 4 km de extensão. Caso a área afetada seja superior a essa marca, a ocorrência passa a ser tratada oficialmente como macroburst.

Dinâmica dos ventos e comparação com tornados Essas fortes correntes descendentes se espalham de maneira divergente ao impactarem o solo, o que significa que a massa de ar parte de um ponto central e se espalha para fora. Trata-se de uma mecânica oposta à dos tornados, cujos ventos operam em regime convergente, mas com potencial de destruição que pode ser equiparável.

A nomenclatura e os estudos fundamentais sobre esses eventos derivam das pesquisas do cientista Theodore Fujita, amplamente conhecido por desenvolver a escala global de classificação para a intensidade de tornados.

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