Do México ao Japão, rituais mudam, mas a ideia de manter vínculo com os mortos aparece em vários povos
Na segunda-feira (2), brasileiros visitam cemitérios no Dia de Finados. Em outros países, a lembrança dos mortos tem outro nome, outra data e outros gestos, mas parte da mesma ideia: quem partiu continua presente.
México. O Día de Muertos, em 1º e 2 de novembro, é uma festa de convívio. As famílias montam altares com fotos, flores de cempasúchil, pão de muerto e as comidas preferidas de quem morreu, porque se acredita que as almas visitam os vivos nessas datas.

Filipinas. O Araw ng mga Patay também é vivido em família. Muitos passam a noite no cemitério, limpando túmulos e fazendo vigília com velas e comida, em clima de piquenique com os mortos.

Japão. O Obon, em agosto, recebe de volta em casa os espíritos dos antepassados. Lanternas são acesas para guiá-los, e há danças em homenagem a eles.

China. No Qingming, no início de abril, as famílias varrem as tumbas e oferecem comida, flores e papel-moeda queimado aos antepassados.

Coreia. O Chuseok, na época da colheita, inclui visitas aos túmulos da família, com oferendas de alimentos e limpeza do local.

Madagascar. O povo malgaxe realiza o famadihana. Os ossos dos antepassados são retirados do túmulo, envoltos em tecido novo e celebrados com música e dança antes de voltarem à sepultura.

Brasil. O Dia de Finados tem raiz católica e se mistura à visita ao cemitério, com flores, velas e lembranças.

Em todos esses casos, muda a forma de lembrar, mas o gesto central é o mesmo: manter um vínculo com quem partiu.
Fotos: Wikimedia Commons e Agência Brasil, com autores e licenças indicados em cada imagem
Publicado às 00h19 de 01/11/2026




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