Domingo, 1 de novembro de 2026
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Agora Finados pelo mundo: como cada cultura lembra quem partiu

Finados pelo mundo: como cada cultura lembra quem partiu

Do México ao Japão, rituais mudam, mas a ideia de manter vínculo com os mortos aparece em vários povos.

Altar de Día de Muertos em Milpa Alta, na Cidade do México
Altar de Día de Muertos em Milpa Alta, na Cidade do México. Foto: Eneas de Troya/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Do México ao Japão, rituais mudam, mas a ideia de manter vínculo com os mortos aparece em vários povos

Na segunda-feira (2), brasileiros visitam cemitérios no Dia de Finados. Em outros países, a lembrança dos mortos tem outro nome, outra data e outros gestos, mas parte da mesma ideia: quem partiu continua presente.

México. O Día de Muertos, em 1º e 2 de novembro, é uma festa de convívio. As famílias montam altares com fotos, flores de cempasúchil, pão de muerto e as comidas preferidas de quem morreu, porque se acredita que as almas visitam os vivos nessas datas.

Altar de Día de Muertos em Coyoacán, no México
Altar de Día de Muertos em Coyoacán, no México. Foto: Ines Suarez R./Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Filipinas. O Araw ng mga Patay também é vivido em família. Muitos passam a noite no cemitério, limpando túmulos e fazendo vigília com velas e comida, em clima de piquenique com os mortos.

Menino reza diante de túmulos no Dia de Finados, nas Filipinas
Menino reza diante de túmulos no Dia de Finados, nas Filipinas. Foto: Jeffrey Pioquinto, SJ/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Japão. O Obon, em agosto, recebe de volta em casa os espíritos dos antepassados. Lanternas são acesas para guiá-los, e há danças em homenagem a eles.

Lanternas no rio durante o Obon em Sasebo, no Japão
Lanternas no rio Sasebo durante o Obon, no Japão. Foto: Marinha dos EUA/Wikimedia Commons (domínio público)

China. No Qingming, no início de abril, as famílias varrem as tumbas e oferecem comida, flores e papel-moeda queimado aos antepassados.

Famílias limpam túmulos no Qingming
Famílias limpam túmulos e queimam papel-moeda no Qingming. Foto: chia ying Yang/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Coreia. O Chuseok, na época da colheita, inclui visitas aos túmulos da família, com oferendas de alimentos e limpeza do local.

Mesa de oferendas aos antepassados na Coreia
Mesa de oferendas aos antepassados (charye-sang), na Coreia. Foto: Dylan Park/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Madagascar. O povo malgaxe realiza o famadihana. Os ossos dos antepassados são retirados do túmulo, envoltos em tecido novo e celebrados com música e dança antes de voltarem à sepultura.

Cerimônia do famadihana em Madagascar
Cerimônia do famadihana em Madagascar. Foto: Hery Zo Rakotondramanana/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Brasil. O Dia de Finados tem raiz católica e se mistura à visita ao cemitério, com flores, velas e lembranças.

Visitantes no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, no Dia de Finados
Visitantes no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, no Dia de Finados. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil (CC BY 2.0)

Em todos esses casos, muda a forma de lembrar, mas o gesto central é o mesmo: manter um vínculo com quem partiu.

Fotos: Wikimedia Commons e Agência Brasil, com autores e licenças indicados em cada imagem

Publicado às 00h19 de 01/11/2026

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