O longa-metragem Dark Horse completa três meses desde a revelação de que recebeu aportes financeiros do banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do Banco Master, acumulando impasses sobre a transparência do projeto. Até o momento, a produção cinematográfica não apresentou nenhuma prestação de contas oficial e tampouco tornou público o contrato firmado com o investidor.
Falta de transparência na produção
A ausência de documentos comprobatórios sobre a destinação dos recursos levanta questionamentos no setor cultural. Desde que o vínculo financeiro veio à tona, especialistas e o público aguardam a divulgação de balanços financeiros que esclareçam como o dinheiro foi aplicado durante as filmagens e a pós-produção da obra.
O silêncio sobre o contrato com o banqueiro
Outro ponto que permanece sem esclarecimento é o teor do acordo comercial estabelecido entre os realizadores do projeto e o executivo. A falta de acesso ao contrato impede a verificação de cláusulas relativas a prazos, retenção de lucros, direitos autorais e possíveis contrapartidas exigidas pelo financiador.
A opacidade em torno da produção gera um cenário de incertezas jurídicas e financeiras, colocando em xeque as normas de prestação de contas exigidas para produções que envolvem investimentos de grande porte no mercado audiovisual brasileiro.
Enquanto os responsáveis pelo projeto mantêm silêncio sobre as cobranças por maior clareza, o caso continua sob escrutínio, aguardando que os envolvidos divulguem os documentos necessários para sanar as contradições apontadas desde o início das investigações sobre o aporte.