A Polícia Científica do Paraná concluiu que a explosão em apartamento que resultou na morte do personal trainer Eduardo Werneck, de 31 anos, teve origem na cozinha do imóvel, localizado em Foz do Iguaçu. O acidente ocorreu na madrugada do dia 26 de fevereiro, após um acúmulo de gás de cozinha misturado ao ar no interior da residência.
Detalhes do laudo técnico
Utilizando um moderno scanner 3D para mapear o local, os peritos conseguiram reconstruir o cenário do acidente. A análise apontou que a onda de impacto se originou na região entre o fogão e a válvula de bloqueio, espalhando-se com tanta força que chegou a derrubar a parede de um dos quartos para a parte externa do edifício.
Apesar de delimitarem o ponto exato do vazamento, os especialistas não conseguiram determinar o fator desencadeante que provocou a fuga do gás. Diante dessa lacuna, o Ministério Público solicitou diligências complementares para esclarecer o mistério por trás do acidente doméstico.
Dinâmica do acidente e investigações
No momento do incidente, uma mulher estava no apartamento com a vítima. Ela relatou aos bombeiros que ambos cozinhavam quando ela se ausentou para ir ao banheiro, momento em que a deflagração e o forte deslocamento de ar destruíram portas e cômodos. A acompanhante saiu ilesa.
Após o controle das chamas pelo Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil isolou o bloco residencial para vistorias estruturais, enquanto os moradores foram temporariamente realocados. A administração do condomínio ressaltou que o prédio, entregue em abril de 2024, contava com sistema de gás encanado regularizado e laudos aprovados.
Quem era Eduardo Werneck
Reconhecido na região, Eduardo Werneck Stevens era empresário e educador físico, proprietário de uma rede com três estúdios de treinamento funcional e musculação em Foz do Iguaçu. Após sua morte — decorrente de queimaduras em 90% do corpo após dias internado em Curitiba —, os estabelecimentos suspenderam as atividades e receberam homenagens de amigos e alunos, que lembraram sua dedicação e trajetória profissional. A família ainda cobra respostas definitivas sobre as causas da tragédia.