Um homem de 36 anos foi alvo de uma prisão preventiva nesta quinta-feira (29) na cidade de Toledo, situada no oeste do Paraná. Ele é apontado como autor de esquemas fraudulentos que resultaram em um prejuízo combinado de aproximadamente R$ 681 mil em duas empresas diferentes onde atuou.
Esquema na terceirizada da Copel
Enquanto exercia a função de gerente em uma empresa terceirizada da Companhia Paranaense de Energia (Copel), o investigado teria burlado o sistema para beneficiar conhecidos. A apuração policial indica que ele modificava a titularidade das contas de luz e dava baixa em faturas de parentes e pessoas próximas, zerando os débitos sem que houvesse qualquer quitação real.
“Ele praticava a troca de titularidades e a baixa de faturas de pessoas próximas a ele, gerando um prejuízo a essa empresa de cerca de R$ 311 mil”, explicou o delegado Rodrigo Baptista Santos.
Golpes em concessionária de motocicletas
Além do caso envolvendo o setor elétrico, o suspeito também é investigado por estelionato e desvios cometidos em uma concessionária de veículos do município, local onde trabalhou entre abril e julho do mesmo ano. Pelo menos dez clientes foram identificados como vítimas, sendo que apenas uma delas registrou um prejuízo de cerca de R$ 200 mil.
“Dentre os golpes, ele solicitava pagamentos de entradas dessas motocicletas com os Pix diretamente em sua conta ou através de uma máquina de cartão de crédito de sua propriedade, e não da concessionária”, explicou o delegado.
O modus operandi consistia em desviar os valores das entradas das motos, recebendo via Pix pessoal ou em uma maquininha particular. Além disso, o ex-funcionário é suspeito de ter furtado um notebook pertencente à loja de motocicletas. Somente neste estabelecimento, o rombo financeiro calculado é de R$ 370 mil.
Prisão e desdobramentos
Após o mandado de prisão ser autorizado pela Justiça e cumprido pelas autoridades policiais, o investigado foi interrogado, optou por exercer o direito de ficar em silêncio e foi transferido para a Cadeia Pública de Toledo, onde permanece recluso à disposição do Poder Judiciário.
A concessionária de energia esclareceu por meio de nota oficial que, tão logo tomou ciência dos ilícitos, acionou a polícia com o auxílio da própria terceirizada, reforçando que o suspeito não presta mais serviços para a rede desde 2025 e que segue colaborando com as investigações em curso. A Polícia Civil informou que o inquérito prossegue para apurar se existem outras vítimas lesadas pelos esquemas.



