Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Agora Motorista é preso no PR por golpe de R$ 435 mil em cargas de soja

Ex-gerente é preso no PR por fraudes de R$ 681 mil

Homem é acusado de desviar dinheiro de loja de motos e quitar faturas de energia na bacia das almas

Ex-gerente de terceirizada da Copel é preso no Paraná suspeito de quitar contas de energia de familiares sem pagamento e causar prejuízo de R$ 311 mil

Um homem de 36 anos foi alvo de uma prisão preventiva nesta quinta-feira (29) na cidade de Toledo, situada no oeste do Paraná. Ele é apontado como autor de esquemas fraudulentos que resultaram em um prejuízo combinado de aproximadamente R$ 681 mil em duas empresas diferentes onde atuou.

Esquema na terceirizada da Copel

Enquanto exercia a função de gerente em uma empresa terceirizada da Companhia Paranaense de Energia (Copel), o investigado teria burlado o sistema para beneficiar conhecidos. A apuração policial indica que ele modificava a titularidade das contas de luz e dava baixa em faturas de parentes e pessoas próximas, zerando os débitos sem que houvesse qualquer quitação real.

“Ele praticava a troca de titularidades e a baixa de faturas de pessoas próximas a ele, gerando um prejuízo a essa empresa de cerca de R$ 311 mil”, explicou o delegado Rodrigo Baptista Santos.

Golpes em concessionária de motocicletas

Além do caso envolvendo o setor elétrico, o suspeito também é investigado por estelionato e desvios cometidos em uma concessionária de veículos do município, local onde trabalhou entre abril e julho do mesmo ano. Pelo menos dez clientes foram identificados como vítimas, sendo que apenas uma delas registrou um prejuízo de cerca de R$ 200 mil.

“Dentre os golpes, ele solicitava pagamentos de entradas dessas motocicletas com os Pix diretamente em sua conta ou através de uma máquina de cartão de crédito de sua propriedade, e não da concessionária”, explicou o delegado.

O modus operandi consistia em desviar os valores das entradas das motos, recebendo via Pix pessoal ou em uma maquininha particular. Além disso, o ex-funcionário é suspeito de ter furtado um notebook pertencente à loja de motocicletas. Somente neste estabelecimento, o rombo financeiro calculado é de R$ 370 mil.

Prisão e desdobramentos

Após o mandado de prisão ser autorizado pela Justiça e cumprido pelas autoridades policiais, o investigado foi interrogado, optou por exercer o direito de ficar em silêncio e foi transferido para a Cadeia Pública de Toledo, onde permanece recluso à disposição do Poder Judiciário.

A concessionária de energia esclareceu por meio de nota oficial que, tão logo tomou ciência dos ilícitos, acionou a polícia com o auxílio da própria terceirizada, reforçando que o suspeito não presta mais serviços para a rede desde 2025 e que segue colaborando com as investigações em curso. A Polícia Civil informou que o inquérito prossegue para apurar se existem outras vítimas lesadas pelos esquemas.

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