Domingo, 1 de novembro de 2026
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Estudantes de medicina são punidos após ataques e apologia nazista

Universidade particular do Paraná aplicou expulsões e suspensões após vazamento de conversas em aplicativo de mensagens.

'Ferem diretamente o Código de Ética do Estudante de Medicina', diz CRM do Paraná sobre alunos que atacaram bolsistas e fizeram alusão ao nazismo

Um grupo de alunos do curso de medicina de uma faculdade particular localizada em Maringá, no interior paranaense, tornou-se alvo de sanções severas após a divulgação de conversas contendo ofensas a bolsistas e alusões ao nazismo.

Medidas disciplinares da faculdade A UniCesumar confirmou o encerramento da sindicância interna instaurada para investigar o episódio. A instituição determinou o desligamento de alunos, além de suspensões e advertências, ressaltando que as conversas ocorreram fora dos canais oficiais acadêmicos. “A UniCesumar comunica que concluiu no dia 30 de outubro a Sindicância Interna aberta para apuração dos fatos envolvendo mensagens trocadas em grupo de WhatsApp por alunos da Instituição.”

A administração da universidade detalhou que as punições variaram conforme a gravidade da conduta de cada envolvido. “A Comissão de Sindicância recomendou e a Reitoria da Unicesumar decidiu pela aplicação de medidas disciplinares em relação aos alunos envolvidos, nos termos do Regimento Interno da universidade. As medidas disciplinares foram: desligamentos do quadro discente da Instituição, advertências e suspensões, de acordo com a gravidade de cada conduta apurada”, pontuou o comunicado.

Repercussão e investigações oficiais Paralelamente às sanções administrativas, estudantes afetados formalizaram uma denúncia junto ao Ministério Público Federal (MPF), que já instaurou procedimento para apurar os fatos. O caso teve início após o pleito presidencial de 2026, servindo de estopim para manifestações de hostilidade dentro da turma.

Posicionamento do Conselho Regional de Medicina O Conselho Regional de Medicina do Paraná manifestou repúdio à conduta dos acadêmicos e garantiu monitoramento rigoroso dos desdobramentos. “Tais atitudes ferem diretamente os princípios fundamentais do Código de Ética do Estudante de Medicina, segundo os quais o estudante deve estar a serviço da saúde do ser humano e da coletividade, exercendo suas atividades sem discriminação de qualquer natureza”, declarou a entidade.

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