Tempos eleitorais são diferentes de todos os outros. Neles, vive o “e se”: se este ganhar, será assim; se aquele vencer, será de outro jeito. Os cargos, povoam o imaginário de quem os deseja, e também de quem se julga o Nostradamus da política.
Então, vamos brincar também.
Vejamos as possibilidades que se apresentam a partir das candidaturas ao Governo do Paraná e de como cada cenário poderá repercutir em Pato Branco e no Sudoeste. E que fique registrada a ordem: Pato Branco antes do Sudoeste, como pensa o pato-branquense.
E se o governo do Estado fizer a sucessão?
O cenário muda pouco. O grupo do atual prefeito Geri Dutra permanece na mesma “balada”. O ex-deputado federal Fernando Giacobo continua no governo. A Secretaria das Cidades, segundo os bastidores, estaria comprometida com Rafael Greca, vice de Sandro Alex.
Guto Silva, hoje fora do governo, dificilmente seria reconduzido a um cargo depois de ter sido preterido na disputa estadual. Seria uma perda para Pato Branco e para o Sudoeste.
Nos demais cargos estaduais Detran, Núcleo Regional de Educação, Regional da Agricultura e outros, poucas mudanças seriam esperadas. A tendência seria a manutenção do quadro atual. Afinal, quem ocupa um cargo, em tese, trabalhou para conquistar votos para o governador eleito e teria, em tese a recompensa permanecendo na funcao.
E se Requião Filho vencer as eleições?
Aí muda tudo.
Mas tudo o quê?
Entra em cena outra expressão muito utilizada nesses cenários: “vai depender”. E vai mesmo.
Se Requião chegar ao segundo turno, tudo dependerá dos apoios, dos acordos e, principalmente, de quem estiver disposto a fazê-los. O imaginário do eleitor será tomado pela possibilidade de muitas mudanças. Na prática, porém, os acordos políticos tendem a acomodar interesses e preservar parte daqueles que já ocupam espaço na atual estrutura de poder.
É também nesse momento que a energia e o potencial eleitoral de antigos adversários podem migrar para o apoio ao, agora, ex-adversário. Política, afinal, tem dessas coisas, inimigo de ontem, aliado de hoje e trampolim do amanha.
E se Sergio Moro vencer?
Aí depende.
Se a vitória vier no primeiro turno, o comando será essencialmente de seu grupo, que terá superado os adversários sem a necessidade de uma ampla composição para chegar ao governo. Nesse cenário, a tendência seria de uma estruturação política mais diretamente alinhada ao grupo vencedor e aos seus apoiadores.
Se a vitória vier no segundo turno, novamente tudo dependerá dos acordos que forem feitos, se é que serão feitos.
Mas, independentemente do turno, uma eventual vitória de Moro poderá produzir reflexos importantes para Pato Branco e para o Sudoeste.
Pato Branco, por exemplo, pode ganhar um senador com a eventual ascensão de Ricardo Guerra, atual segundo suplente de Moro. Também poderá conquistar mais espaço na Assembleia Legislativa, inclusive com a possibilidade de Luiz Fernando Guerra ocupar uma cadeira na Mesa Diretora, desejo antigo, que pode se realizar.
E se Moro for eleito, cidades do entorno de Pato Branco poderão assumir espaços no governo estadual. Vitorino, Clevelândia e Santo Antônio do Sudoeste, entre outras já abraçaram a campanha e poderão, nesse cenário, transformar apoio eleitoral em participação administrativa.
E Pato Branco? Como ficaria diante de um eventual governo Moro?
Arrisca-se dizer que a cidade teria, sim, um representante em alguma secretaria estadual. Qual? Aí, novamente, vai depender da votação, dos acordos e dos ajustes políticos.
No fim das contas, é para isso que servem os tempos eleitorais: para alimentar o “e se”.
E, no Paraná, até que as urnas respondam, haverá muitos “e se” pela frente.