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Deltan Dallagnol afirma estar elegível ao Senado pelo Paraná

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Deltan Dallagnol afirma estar elegível ao Senado pelo Paraná

Durante sabatina exibida nesta quarta-feira (2), o candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) garantiu que está plenamente elegível para as eleições deste ano. Embora seu registro de candidatura ainda aguarde uma análise definitiva da Justiça Eleitoral, o político argumenta que o motivo alegado para a sua cassação em 2023, baseada na Lei da Ficha Limpa, não possui mais sustentação jurídica no cenário atual.

Situação jurídica e campanha eleitoral

Para reforçar sua tese de elegibilidade, o ex-deputado federal destacou que sua imagem e suas propostas continuam sendo veiculadas normalmente nos programas eleitorais gratuitos. A transmissão ocorre sob a supervisão direta e a fiscalização rigorosa do Tribunal Eleitoral paranaense. A entrevista integrou uma série de sabatinas promovidas por um telejornal local com os nomes mais bem posicionados na última pesquisa Quaest.

Questionamentos sobre verbas públicas e remuneração

Um dos pontos abordados no encontro envolveu o uso de dinheiro público. Questionado sobre ter aceitado R$ 300 mil do Fundo Eleitoral e R$ 500 mil do Fundo Partidário, apesar de críticas passadas a esse tipo de financiamento, Deltan justificou que precisa utilizar as ferramentas legais existentes para competir em igualdade de condições. Ele acrescentou que pretende atuar para reduzir ou extinguir esses recursos caso seja eleito.

Sobre os R$ 40 mil mensais recebidos em 2025 do Partido Novo por sua atuação como embaixador da sigla, o candidato esclareceu que a quantia representou uma remuneração devida por serviços prestados, com contratos formalizados e total transparência nas prestações de contas.

Alianças políticas e STF

O postulante também comentou a aliança regional firmada com o PL no Paraná, que inclui o compartilhamento de palanques com Valdemar Costa Neto. Segundo ele, trata-se de um acordo estritamente local, sem compromissos em âmbito nacional, ressaltando que defende a responsabilização individual de cada agente político, independentemente do espectro ideológico.

Em relação ao Supremo Tribunal Federal, Deltan defendeu mudanças institucionais, como a criação de prazos para que o presidente do Senado analise pedidos de impeachment contra ministros. Na visão dele, a medida ajudará a coibir abusos e assegurar que nenhuma autoridade esteja acima da legislação brasileira.

Trabalho, justiça e segurança viária

O debate também passou por temas econômicos e jurídicos. Sobre a discussão em torno do fim da escala 6×1, o candidato pontuou que não descarta debater alterações na jornada de trabalho, desde que precedidas por estudos de viabilidade técnica. O objetivo, segundo ele, é equilibrar o convívio familiar do trabalhador com a proteção do emprego e da renda, sugerindo alternativas como a flexibilização e a desoneração da folha de pagamentos.

No âmbito da Justiça, o político defendeu a adoção de critérios inspirados no direito norte-americano para o aproveitamento de provas obtidas de boa-fé, mesmo quando anuladas posteriormente por divergências de entendimento entre tribunais. Ele também reiterou que a transferência de investigações de corrupção para a Justiça Eleitoral enfraqueceu o combate aos desvios, modelo que funcionava de forma mais efetiva na época da Operação Lava Jato sob a alçada da Justiça Federal. Por fim, ao tratar da segurança nas rodovias federais paranaenses, o candidato associou parte dos índices de mortalidade a esquemas de corrupção em contratos de obras viárias.

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