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Cristina Graeml promete acabar com Fundo Eleitoral se eleita

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Cristina Graeml promete acabar com Fundo Eleitoral se eleita

A candidata ao Senado pelo Paraná Cristina Graeml (PSD) afirmou, durante entrevista a um telejornal local nesta sexta-feira (4), que pretende lutar pelo fim do Fundo Eleitoral caso seja eleita. Ela também defendeu a liberação de doações privadas por eleitores e empresários para campanhas políticas.

Justificativa sobre o uso de recursos públicos

O questionamento sobre o tema surgiu após ser lembrado que a candidata recebeu R$ 3,5 milhões do fundo para sua campanha atual, apesar de ter se declarado contra o financiamento público nas eleições de 2024 para a Prefeitura de Curitiba.

Segundo a postulante ao Senado, a participação nas regras vigentes é necessária para viabilizar viagens pelo estado. Ela reforçou que pretende seguir a legislação atual para disputar o pleito e, posteriormente, propor alterações no sistema.

Histórico partidário e alianças políticas

Durante a sabatina de 30 minutos, que encerrou uma série de entrevistas com os principais nomes ao Senado no estado, Graeml respondeu sobre suas quatro trocas de legendas — PMB, Podemos, União Brasil e PSD — em pouco mais de um ano. A candidata argumentou que mantém seus princípios e que as mudanças decorreram das exigências eleitorricas.

Sobre as críticas anteriores ao PSD durante a disputa municipal de 2024, quando enfrentou o candidato apoiado pelo governador, ela alegou que os contextos mudaram e destacou sua atual aliança com o grupo de Ratinho Junior.

Posicionamentos sobre economia e STF

A candidata abordou temas legislativos e institucionais. Sobre a escala 6×1, aprovada na CCJ do Senado, avaliou que o foco inicial deveria ser a redução da carga tributária trabalhista, alertando para o impacto financeiro sobre micro e pequenos empresários.

Em relação ao Supremo Tribunal Federal, declarou apoio ao impeachment de ministros e criticou o que chamou de “estado de exceção”, afirmando que há falta de fiscalização por parte do Senado.

Meio ambiente e políticas para mulheres

Questionada sobre eventos climáticos extremos, como o tornado em Rio Bonito do Iguaçu, Graeml defendeu investimentos em tecnologia, sistemas de alerta e habitações mais resilientes, descartando a necessidade imediata de novas leis ambientais.

No âmbito social, apontou a escassez de creches como um entrave para as mães trabalhadoras e prometeu foco na proteção de vítimas de violência. Por fim, reafirmou críticas aos atuais senadores paranaenses, citando como exemplo o apoio à indicação de Flávio Dino para o STF.

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