Uma operação policial na rodovia PR-280, em Marmeleiro, no Sudoeste do paranaense, terminou com a detenção de sete pessoas nesta terça-feira (27). A abordagem ao veículo resultou na descoberta de restos mortais humanos escondidos no porta-malas.
Abordagem na rodovia e arma arremessada
A ação foi desencadeada após agentes da Polícia Civil repassarem informações sobre um assassinato cometido durante a madrugada. No automóvel interceptado, os policiais encontraram o corpo esquartejado envolto em um cobertor, uma mala e uma sacola.
Durante a abordagem, os ocupantes tentaram se livrar de uma arma de fogo ao arremessarem o objeto para fora do carro, mas o armamento acabou sendo recolhido pelas autoridades. Quatro suspeitos estavam no veículo no momento da intercepção, incluindo um menor de idade e uma mulher.
Desdobramentos na residência e vestígios de sangue
Com o avanço das diligências, a corporação se deslocou até o imóvel de onde o automóvel havia partido. No local, mais três indivíduos foram capturados, totalizando seis adultos presos e um adolescente apreendido com idades entre 17 e 22 anos.
Os peritos identificaram no interior da casa vestígios semelhantes a sangue e indícios de que o ambiente havia passado por uma limpeza recente na tentativa de apagar provas.
Investigação sobre a identidade da vítima
Embora a identificação oficial ainda não tenha sido confirmada, as autoridades trabalham com a hipótese de que a vítima seja um homem de 25 anos originário do Rio Grande do Sul.
“Todo o contexto de que seria uma desova, encaminhamento para uma desova, esse corpo ele estava decapitado, ele estava com partes picadas, os membros destacados do corpo, e o que chama a atenção também dessa brutalidade do crime são as idades dos suspeitos”, contou o delegado.
As equipes de segurança prosseguem com as apurações para esclarecer a motivação e as circunstâncias exatas do caso.
“Em princípio então, apura-se o crime de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e ainda elementos de uma possível corrupção de menores”, explicou a delegada Paula Caroline Wisniewski.