Kauã Kazahaya de Arruda, de 20 anos, e Angelina Oliveira da Silva, de 18, foram capturados na noite desta quarta-feira (4), na cidade de San Miguel de Tucumán, em território argentino.
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Investigação e fuga Os dois são apontados pelas autoridades como os principais suspeitos de assassinar o desenvolvedor de jogos e cidadão americano Tamir Nadav, de 46 anos, em Maringá, município localizado na região Norte do Paraná.
O homicídio foi oficialmente confirmado pela corporação policial em 22 de setembro. O corpo da vítima foi localizado amarrado com fitas adesivas dentro do imóvel onde ele residia junto com os próprios investigados, no dia 18 do mesmo mês.
Em 1º de outubro, o Poder Judiciário expediu mandados de prisão preventiva contra ambos por homicídio qualificado. Após escaparem do país logo após a execução do crime, Kauã teve o nome incluído na difusão vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) no final de outubro.
A captura no exterior ocorreu após o paradeiro dos foragidos ser mapeado, mobilizando as forças de segurança locais para a operação. A expectativa das autoridades policiais paranaenses é que os suspeitos sejam extraditados e transferidos de volta ao território brasileiro em breve.
Motivação financeira e os gastos De acordo com as apurações conduzidas pela Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o crime teve motivação patrimonial.
O delegado Adriano Garcia destacou que os suspeitos realizaram diversas transações comerciais utilizando os recursos financeiros do estrangeiro após o óbito. Entre os gastos identificados, destaca-se a compra de dois relógios avaliados em R$ 10 mil.
Cronologia do desaparecimento O sumiço do estrangeiro começou a ser investigado após o registro de um boletim de ocorrência em 3 de setembro. Naquela data, uma amiga esteve na residência e foi atendida por Kauã e Angelina.
Os jovens alegaram que o morador havia viajado para São Paulo. Desconfiada da resposta, a conhecida decidiu alertar as autoridades policiais sobre a situação incomum.
Sinais de abandono e descoberta do corpo Em 18 de setembro, duas amigas retornaram ao endereço, mas não obtiveram resposta. Vizinhos relataram que as luzes permaneciam acesas havia dias sem movimentação interna, além de exalarem um odor forte.
Com a ajuda de uma chave entregue por elas, a Polícia Militar adentrou o imóvel e deparou-se com o cenário de desordem, incluindo comida sobre a mesa, televisão ligada e cômodos revirados.
O corpo foi achado no andar superior, em um quarto trancado por cadeado onde havia um líquido amarelo. A perícia constatou que os membros da vítima estavam imobilizados com fita adesiva, evidenciando a violência do crime que agora resulta na responsabilização dos suspeitos.



