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Brasileiro sobrevive após ser atingido por raio na cabeça

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Brasileiro sobrevive após ser atingido por raio na cabeça

Um morador de Curitiba de 32 anos passou por um verdadeiro milagre ao sobreviver após ser atingido diretamente na cabeça por um raio enquanto escalava uma montanha no Equador. A vítima, que preferiu manter a identidade em sigilo, é um montanhista experiente e enfrentou o incidente na última terça-feira (13).

Expedição no vulcão El Corazón O acidente ocorreu na trilha que dá acesso ao topo do vulcão extinto El Corazón, situado na Cordilheira dos Andes. O local possui quase 5 mil metros de altitude e fica a cerca de 62 quilômetros de Quito, capital equatoriana. Na ocasião, o brasileiro integrava um grupo de aproximadamente 20 pessoas e relatou que a jornada começou sob céu limpo e boas condições climáticas.

Contudo, a situação mudou drasticamente próximo ao topo, quando uma forte neblina encobriu a região. “Perto do fim, o tempo fechou com névoa. Não tinha descarga elétrica nenhuma. A gente só parou, trocou as roupas, começou a colocar jaqueta impermeável para continuar ascendendo. Se tivesse um aviso, é normal, você para, dá meia volta e vai embora. Quando eu cheguei ao cume da montanha, a primeira descarga elétrica que teve foi em mim. Foi realmente bem inesperado”, detalha.

Impacto e destruição de equipamentos A descarga elétrica entrou pela cabeça do alpinista, percorreu todo o seu corpo e saiu pelo pé. A intensidade foi tão alta que a bota que ele calçava ficou parcialmente destruída, assim como o seu aparelho celular. Conforme o Corpo de Bombeiros do Equador, outras duas pessoas do grupo também foram atingidas e sofreram ferimentos.

Socorro imediato e atendimento médico A agilidade da equipe de apoio foi fundamental para salvar a vida do curitibano. “Eu estava com uma equipe preparada. Eles estavam com o rádio, com tudo, e pediram socorro muito rápido. Eles que me carregaram para descer, porque eu tive que caminhar um pouco. Eles me ajudaram na caminhada, trouxeram um cavalo para que eu pudesse, em uma parte, ir a cavalo. Quando eu cheguei, a ambulância já estava me esperando. Foi tudo bem coordenado”, relembra.

Após ser socorrido, ele foi internado em um hospital particular no Equador, onde passou por avaliações de cardiologistas, cirurgiões plásticos, otorrinos e clínicos gerais. O paciente sofreu queimaduras de 2º grau no tórax e nas pernas, além de queimaduras de 3º grau nos pés. O impacto também causou perfuração nos dois tímpanos e deixou uma marca visível em sua cabeça provocada pela eletricidade.

Tratamento no Brasil Assim que o coração e os rins se estabilizaram no exterior, o montanhista foi autorizado a voltar ao país. Ao desembarcar no aeroporto da capital paranaense, foi transferido diretamente para o Hospital Evangélico Mackenzie, referência nacional no atendimento a queimados, onde prossegue com os cuidados médicos.

De acordo com o boletim divulgado pela equipe hospitalar, o estado de saúde é estável. Ele permanece lúcido, conversando e bem disposto, com previsão de alta após um período de internação estimado entre três e quatro semanas, dependendo exclusivamente da evolução clínica.