Uma moradora do Paraná foi capturada pelas autoridades alfandegárias no Aeroporto Internacional Ngurah Rai, em Bali, transportando cocaína líquida oculta em recipientes de artigos de higiene. A suspeita foi identificada como Thania Cristina dos Santos, de 36 anos, originária de Cascavel, município localizado na região Oeste paranaense.
Detalhes da apreensão e investigação
Conforme informações divulgadas pela polícia local e repassadas pelo advogado Gustavo Paiva, representante nomeado pelo Ministério da Justiça para monitorar a situação no território nacional, a quantidade totalizada da substância ilícita chegou a 3,6 kg. Os agentes alfandegários descobriram o material diluído em sete frascos de xampu e outros itens de cuidado pessoal logo após o desembarque da passageira, que havia saído do Brasil na semana anterior.
Confissão e promessa de pagamento
Durante os interrogatórios conduzidos pelas autoridades da Indonésia, a investigada admitiu a prática ilícita. Ela relatou que um compatriota lhe encarregou de realizar a entrega do entorpecente a um contato na ilha indonésia, recebendo a promessa de uma recompensa financeira no valor de US$ 50 mil, o equivalente a cerca de R$ 249 mil na cotação da época.
Imagens capturadas por sistemas de segurança do terminal aeroportuário registraram a chegada da brasileira e o momento exato em que os fiscais realizaram a inspeção minuciosa de suas malas, culminando no flagrante que é apontado pelas forças de segurança da região como uma das maiores interceptações de entorpecente líquido já registradas em solo balinês.
Legislação rigorosa na Indonésia
O ordenamento jurídico da Indonésia figura entre os mais severos do planeta no combate ao tráfico de entorpecentes, contemplando penalidades severas que podem chegar à pena capital para delitos específicos da mesma natureza. Diante do cenário jurídico atual, as autoridades locais ressaltam que, caso seja formalmente condenada, a paranaense enfrenta a possibilidade real de cumprir prisão perpétua.
Enquanto o processo segue seu trâmite no exterior, o Ministério das Relações Exteriores, por intermédio do Itamaraty, declarou que mantém o acompanhamento oficial do caso e presta o devido suporte consular à cidadã brasileira detida.