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Antonio Pedron confirma pré-candidatura em Beltrão

“Foi uma decisão muito pensada”, disse Antonio Pedron, pré-candidato a prefeito de Francisco Beltrão pelo MDB. Ele reforça que, se eleito, sua gestão municipal será participativa, mas principalmente, quer conversar com todos os segmentos sociais.

Pedron é proprietário do Escritório Muralha, empresa com 45 anos de mercado. Foi presidente da Associação Empresarial (Acefb) por dois mandatos, esteve na presidência e coordenação de duas edições da Expobel, uma das maiores feiras multissetoriais do Paraná e, através de sua atuação no campo empresarial e em entidades, seu nome é sempre lembrado para ser candidato a prefeito.

Entre os objetivos de Pedron para Beltrão, tornar o município maior ainda em qualidade de vida. “Buscando sempre articulações políticas, recursos governamentais, além de incentivos ao comércio, indústria e universidades”.

Defensor de futuras grandes obras para o Sudoeste do Paraná, Pedron colaborou na efetivação do Senac, curso de Medicina na Unioeste, Batalhão da Polícia Militar, Grupamento de Bombeiros, instalação da UTFPR e transformação da antiga Facibel em Unioeste, todos em Beltrão. Pedron também não esquece das pequenas obras necessárias, como calçadas, desassoreamento dos rios, entre outras.

Para o município continuar crescendo, Pedron avalia como imprescindível estar alinhado com os governos e com a classe empresarial para obter recursos para investimentos. “Com credibilidade e racionalidade, podemos atingir os objetivos, além de termos um bom grupo de pessoas que possam somar na administração”, avalia Pedron.

Segundo Pedron, um município é como uma empresa e o prefeito é o gestor de programas que expressam a vontade popular. “Precisamos voltar a ser o município no Sudoeste com amaior arrecadação em ICMS”.

Fonte: Agência Zipp

Francisco Beltrão registra mais de 9 mil casos de dengue, ainda sem óbitos

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O boletim semanal da dengue publicado nesta terça-feira (16) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirma mais 37 mortes no Estado. Agora, o Paraná totaliza 140 mortes pela doença no atual período epidemiológico, que iniciou em julho de 2023. Os dados do 32º Informe Epidemiológico apresentam também 219.045 casos confirmados, 34.226 a mais em relação ao informe anterior, além de 451.280 notificações e 97.083 casos em investigação.

Os óbitos ocorreram entre os dias 4 de fevereiro e 2 de abril de 2024. São 23 homens e 14 mulheres com idades entre 14 e 94 anos, residentes em 23 diferentes municípios, sendo que 27 tinham comorbidades.

Os municípios onde ocorreram as mortes são de abrangência das Regionais de Saúde de Francisco Beltrão (8ª RS), Cascavel (10ª RS), Umuarama (12ª RS), Paranavaí (14ª RS), Maringá (15ª RS), Apucarana (16ª RS), Londrina (17ª RS) e Toledo (20ª RS): Marmeleiro (1), Pranchita (1), Cascavel (3), Formosa do Oeste (1), Nova Aurora (1), Alto Piquiri (1), Cruzeiro do Oeste (1), Francisco Alves (2), Ivaté (1), Mariluz (1), Umuarama (2), Planaltina do Paraná (1), Mandaguaçu (1), Maringá (2), Arapongas (3), Londrina (4), Bela Vista do Paraíso (1), Miraselva (1), Rolândia (4), Marechal Cândido do Rondon (1), Santa Helena (1), Terra Roxa (1), Toledo (2).

A Regional com mais casos confirmados é a 10ª RS de Cascavel, com 30.106. Na sequência estão a 16ª RS de Apucarana (27.331), 8ª RS de Francisco Beltrão (27.292), 17ª RS de Londrina (21.709), 15ª RS de Maringá (18.576), e 11ª RS de Campo Mourão (16.873). As cidades com mais casos são Apucarana (15.756), Londrina (15.225), Cascavel (14.197), Maringá (10.549) e Francisco Beltrão (6.613) – são 394 com casos confirmados.

A cidade de Francisco Beltrão não tem nenhum óbito por dengue, mas segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde e 8ª Regional de Saúde, divulgados nesta quarta-feira (17) registra 9.899 casos de dengue confirmados.

Prefeito e vice de Maringá devem desvincular perfis pessoais das redes sociais oficiais

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Indícios de irregularidade na utilização de recursos públicos para promoção pessoal levaram o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) a expedir medida cautelar para determinar que o Município de Maringá (Região Norte) desvincule as redes sociais privadas do prefeito, Ulisses de Jesus Maia Kotsifas, e do vice-prefeito, Edson Ribeiro Scabora, das publicações das redes sociais oficiais do município.

A cautelar, concedida em janeiro por despacho do conselheiro Maurício Requião, que foi homologado na Sessão de Plenário Virtual nº 5/24 do Tribunal Pleno do TCE-PR, concluída em 27 de março, por maioria absoluta. O conselheiro Fabio Camargo apresentou voto divergente, para que a homologação da medida liminar fosse discutida em sessão presencial.

O TCE-PR acatou a Denúncia formulada pelo ex-deputado estadual Homero Figueiredo Lima e Marchese, que noticiou possíveis inconformidades na utilização de redes institucionais eletrônicas oficiais do município para promoção pessoal, em violação às disposições da Constituição Federal e da Lei Orgânica do Município de Maringá.

O denunciante afirmou que teria havido a criação de várias publicações que combinam o perfil oficial da administração municipal com os perfis privados das redes sociais do prefeito e do vice-prefeito, com compartilhamento conjunto de postagens, para enaltecer a gestão e promover o vice-prefeito.

Decisão monocrática

Ao conceder a medida cautelar, Requião ressaltou que a proibição do uso de recursos públicos para promoção pessoal é inquestionável. Ele salientou que “a questão central reside, precisamente, em estabelecer o limiar entre conteúdos estritamente informativos, educativos ou de orientação social e aqueles que, inadvertidamente, promovem o gestor público”.

Requião lembrou que o parágrafo 1º do artigo 37 da Constituição Federal dispõe sobre a vedação à promoção pessoal de autoridades por meio da máquina pública. Ele destacou que, em razão do princípio da impessoalidade, é necessário desvincular as ações governamentais de interesses individuais, garantindo que as medidas adotadas pela administração pública estejam focadas no bem comum, de forma imparcial e sem favorecimentos pessoais.

Finalmente, o relator determinou a intimação do município para ciência e cumprimento da cautelar; e a citação do município, do prefeito e do vice-prefeito em que foi comunicada a abertura do prazo de 15 dias para apresentarem suas razões de defesa em contraditório.

O Acórdão nº 761/24 – Tribunal Pleno foi veiculado em 5 de abril, na edição nº 3.182 do Diário Eletrônico do TCE-PR. Os efeitos da cautelar perduram até que seja tomada decisão de mérito no processo, a não ser que a medida seja revogada antes disso. (Do TCE-PR).

Projetos de Alexandre Curi beneficiam entidades

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Três projetos apresentados pelo deputado estadual e primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (PSD), concedem título de utilidade pública a três entidades nos municípios de Arapoti, Matinhos e Manoel Ribas. Todas têm atuação comprovada em favor da comunidade em que atuam, em áreas distintas.

A Associação Parque Histórico de Arapoti é uma das beneficiadas pelos projetos. A entidade tem a finalidade de construir um parque histórico e uma casa da memória, bem como promover exposições de máquinas e equipamentos agrícolas e industriais, também de utensílios domésticos, artesanato, fotos e documentos e outros objetos históricos, com a finalidade de preservar a memória da colonização holandesa e da agropecuária da região.

A Confederação Brasileira de Xadrez Escolar, com sede em Matinhos é outra atendida pela iniciativa de Curi. Além de fomentar a prática do xadrez, a entidade possui objetivos e finalidades que demonstram seu compromisso com o bem-estar da sociedade e a promoção de valores fundamentais. Na justificativa, o deputado destaca o compromisso da CBXE “com a promoção de valores essenciais para o desenvolvimento humano e social, a concessão do título de utilidade pública estadual é justificada como forma de reconhecimento e apoio às suas atividades em prol do bem comum e da construção de uma sociedade mais igualitária e sustentável”.

Outro beneficiado por projeto de utilidade pública é o Centro de Tradições Gaúchas “Coração do Paraná”, com sede no município de Manoel Ribas, que contribui para a preservação e divulgação da cultura gaúcha, assim como pela promoção de atividades culturais, assistenciais e sociais. “Além disso, a entidade segue os princípios estabelecidos na Carta de Princípios do MTG/PR, que são fundamentais para a promoção dos valores tradicionalistas, como a lealdade, a ética e o respeito às tradições”, ressalta o autor do projeto.

Médico que presta serviço para terceirizada do DETRAN é investigado por corrupção

Na manhã desta quarta-feira (17) equipe de investigação da 5ª SDP de Pato Branco deu fiel cumprimento à ordens judiciais de busca e apreensão e cautelar de suspensão do exercício de função pública em face de médico credenciado ao DETRAN/PR.

Chegou ao conhecimento da Polícia Judiciária a suposta e eventual prática do delito de corrupção passiva por parte de médico que, atuando no exercício da função pública, estaria exigindo vantagem indevida por ocasião dos exames que realizava em Clínica credenciada ao Detran/PR.

Foi instaurado inquérito policial e colhidos todos os elementos de informação relacionados ao fato, tendo sido identificado o referido médico, bem como vítimas de corrupção passiva e concussão.

De acordo com o delegado da PCPR Éder Alves de Oliveira, apurou-se que em diversas oportunidades o médico credenciado solicitava vantagem indevida para aprovar pacientes que se submetiam a exames de vista no procedimento de renovação da carteira nacional de habilitação.

“Restou evidenciado que o ato criminoso era praticado diretamente pelo investigado, não havendo participação de terceiros, tampouco da clínica credenciada. O valor da vantagem solicitada não era fixo, oscilando em relação a cada paciente, tendo as solicitações variado entre R$ 800,00 (oitocentos reais) e R$400,00 (quatrocentos reais), tendo em determinado caso sido o valor reduzido à quantia de R$120,00 (cento e vinte reais), sendo na ocasião exigido tal pagamento sob pena de rebaixar a carteira do motorista”, afirma o delegado.

A Autoridade Policial demonstrou ao juízo que o representado se utilizava do cargo para praticar os delitos de corrupção ativa e concussão de forma reiterada, tendo representado pela suspensão do exercício da função pública, dado o justo receio da utilização do cargo para a prática de infrações penais, agindo de forma criminosa em detrimento do DETRAN/PR.

Por ocasião das buscas domiciliares foram apreendidos documentos e dispositivos móveis, que serão encaminhados à perícia técnica.

Tão logo sejam concluídas as diligências do apuratório, o inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário, com o indiciamento do investigado.

Movimento financeiro das eleições deve ultrapassar R$ 300 milhões, só no Paraná.

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É grana!

As eleições de outubro das 399 cidades do Paraná devem movimentar mais de R$ 300 milhões. No país, o montante deve passar dos bilhões. Na de 2020, os partidos e seus candidatos informaram, em prestações de contas ao TSE), terem gastado um total de R$ 6,79 bilhões com as campanhas políticas em 5.568 cidades brasileiras.

O Paraná foi o quarto estado com mais despesas no pleito (R$ 270 milhões), atrás apenas de São Paulo (R$ 786 milhões), Minas Gerais (R$ 497 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 303 milhões). Só em Curitiba, os gastos com as disputas pelo cargo de prefeito e por uma cadeira na Câmara Municipal somaram R$ 41 milhões.

Petrobras anuncia a reabertura da Fafen-PR em Araucária

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A Petrobras anuncia, nesta quarta-feira, 17, a reabertura da Fafen-PR (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná) na cidade de Araucária, região metropolitana de Curitiba. “Amanhã (quarta-feira), a Petrobras vai reunir a diretoria executiva e deve anunciar a retomada dos investimentos no Paraná. Já é uma decisão do presidente Lula e agora depois dos estudos realizados, falta apenas a confirmação da petrolífera”, disse o deputado Zeca Dirceu sobre a fabrica que foi fechada durante o governo anterior.

A reabertura da fábrica vai recontratar os mil trabalhadores – 400 diretos e 600 indiretos – demitidos com a interrupção da produção da planta industrial paranaense há quatro anos pelo governo anterior. “O fechamento da Fafen-PR foi mais um erro, não só político e logístico, como danoso para economia brasileira porque deixou a agropecuária dependente dos fertilizantes importados com preços que oscilam conforme as tensões entre os países produtores”, completou o deputado.

Zeca Dirceu acompanha as tratativas da reabertura da fábrica desde o início do governo Lula (PT) em janeiro de 2023. “A primeira batalha que travamos foi contra a venda da fábrica em 2022. E agora, estamos bem próximos do seu religamento. O que a Petrobras está estimando, o volume de investimentos necessários para tirar a Fafen-PR da hibernação e da retomada da produção”, disse.

“É uma vitória dos brasileiros, dos trabalhadores da Petrobras, e da agropecuária e outros setores que terão insumos mais em conta para reduzir os custos de produção”, completou.

Fertilizantes
Antes do seu fechamento em 2019, a fábrica era responsável pela produção de 30% do mercado brasileiro de ureia e amônia e de 65% do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), aditivo para veículos de grande porte que atua na redução de emissões atmosféricas. Nesse período, a Fafen-PR deixou de produzir por dia duas mil toneladas de ureia e 1,3 mil toneladas de amônia, utilizados na fabricação de fertilizantes. A matéria-prima de fabricação é o resíduo asfáltico, obtido da Repar (Refinaria Getúlio Vargas) em Araucária.

“Não conseguimos entender a demora em retomar a unidade. O Brasil é um grande produtor agrícola, precisa diminuir a dependência sobre a importação de fertilizantes nitrogenados. Mais do que ser importante para a economia, com geração de emprego e renda da região, a reabertura da Fafen-PR tem relação com a segurança alimentar da população”, afirmou o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.

O Brasil é atualmente o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo e importa 85% do que utiliza. Segundo estimativa da FUP (Federação Única dos Petroleiros), a reabertura da Fafen-PR, a retomada das Fafens Bahia e Sergipe e a conclusão das obras da Fafen-MS podem reduzir para 35% as importações do insumo agrícola.

TCE-PR indica 27 medidas para melhorar atenção básica em saúde de 25 municípios

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O Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) homologou a emissão de 27 recomendações para 25 municípios. O objetivo das medidas, cujo prazo para implementação não ultrapassa 12 meses, é incrementar os serviços de atenção básica à saúde oferecidos à população por essas prefeituras.

As ações foram indicadas pela Coordenadoria de Auditorias (CAUD) do órgão de controle, após esta realizar fiscalizações presenciais sobre o assunto, no ano passado, junto aos seguintes municípios: Abatiá, Agudos do Sul, Bela Vista do Paraíso, Bocaiúva do Sul, Califórnia, Cambira, Carlópolis, Doutor Camargo, Enéas Marques, Engenheiro Beltrão, Faxinal, Ibema, Itambé, Ivaté, Jaguapitã, Jesuítas, Manoel Ribas, Maria Helena, Marilândia do Sul, Ouro Verde do Oeste, Sabáudia, Santa Maria do Oeste, São Pedro do Iguaçu, Tapira e Tuneiras do Oeste. As atividades estavam previstas no Plano Anual de Fiscalização (PAF) de 2023 da Corte.

De acordo com os relatórios apresentados, o objetivo dos trabalhos foi avaliar a gestão dos entes públicos na atenção básica à saúde, com foco no monitoramento da sua taxa de resolutividade. Para tanto, foram abordados oito temas: três relacionadas ao planejamento da saúde (diagnóstico de territorialização, instrumentos de planejamento e estratificação de usuários), dois à oferta de serviços de saúde (estrutura física das unidades de saúde e carteiras de serviços), dois ao acesso da população ao serviço (funcionamento das unidades de saúde e atenção domiciliar) e um ao controle da referência para o serviço de atenção especializada em saúde.

Decisão

Como resultado, foram apontadas oito oportunidades de melhoria, em relação às quais foi feita a indicação de 27 recomendações a serem implementadas ao todo ou em parte pelos 25 municípios fiscalizados, a depender de cada caso. Todas elas estão detalhadas no quadro abaixo.

O processo de Homologação de Recomendações foi relatado pelo presidente do TCE-PR, conselheiro Fernando Guimarães, que corroborou todas as indicações feitas pela CAUD. Os demais membros do órgão colegiado da Corte acompanharam, de forma unânime, o voto do relator na Sessão de Plenário Virtual nº 5/2024, concluída em 27 de março. Cabe recurso contra o Acórdão nº 719/24 – Tribunal Pleno, publicado no dia 4 de abril, na edição nº 3.181 do Diário Eletrônico do TCE-PR (DETC).

Resolução

A partir da vigência da Resolução nº 73/2019 do TCE-PR, todos os procedimentos resultantes de trabalhos fiscalizatórios realizados pelo Tribunal têm como ponto de partida a elaboração, pela unidade técnica responsável, de um Relatório de Fiscalização. Caso este apresente apenas sugestões de medidas para sanar impropriedades encontradas na gestão da entidade pública em questão, é instaurado processo de Homologação de Recomendações.

A medida tem como objetivo dar maior rapidez à implementação dessas iniciativas, indicadas apenas nos casos em que não são encontradas irregularidades de maior gravidade, que demandem a emissão de determinações ou a aplicação de sanções – situações ainda contempladas pelos processos de Representação e Tomada de Contas Extraordinária.

RECOMENDAÇÕES AOS MUNICÍPIOS

Impropriedade: A territorialização da atenção básica em saúde não está atualizada e nem de acordo com as necessidades da população.
Elaborar os planos de territorialização (geral, por unidade básica de saúde e por microárea) contendo, no mínimo, indicadores demográficos, epidemiológicos, socioambientais e socioeconômicos das populações contidas nos territórios analisados.
Regulamentar a elaboração dos planos de territorialização, estabelecendo seu conteúdo mínimo e seus prazos de revisão e atualização, pelo menosa cada novo ciclo de elaboração do Plano Municipal de Saúde (PMS).
Impropriedade: O planejamento municipal da saúde não está orientado para estimular a resolutividade da atenção básica.
Estruturar logicamente o PMS e a Programação Anual de Saúde (PAS) e tornar a segunda coerente com o primeiro.
Reorientar diretrizes, objetivos, ações e indicadores do PMS a partir dos problemas identificados na territorialização da atenção básica em saúde.
Incluir no PMS 2022-2025 objetivos, indicadores e metas relacionados à resolutividade da atenção básica.
Incluir no Relatório Anual de Gestão o monitoramento do cumprimento das diretrizes, objetivos e indicadores do PMS, assim como recomendações para melhorar o plano quando identificado seu não cumprimento.
Incluir no Relatório Anual de Gestão de 2023 o monitoramento do cumprimento das metas da PAS, assim como recomendações para melhorar a programação seguinte quando identificado seu não cumprimento.
Incluir no Relatório Anual de Gestão de 2024 o monitoramento da taxa de resolutividade da atenção básica municipal e de cada equipe de saúde da família.
Impropriedade: O processo de trabalho das equipes de saúde não é planejado com base na estratificação e no conhecimento dos habitantes do território.
Confeccionar normativa com previsão de critérios para estratificação dos usuários da atenção básica com atualização, no mínimo anual, e identificação de agente responsável pelo acompanhamento e controle dessa estratificação.
Regulamentar e implementar a realização de reuniões nas unidades básicas de saúde, no mínimo mensais, de planejamento terapêutico, exigindo, inclusive, a elaboração de atas.
Impropriedade: As unidades básicas de saúde não possuem os espaços mínimos necessários para garantir um atendimento resolutivo.
Adequar o espaço físico das unidades de saúde conforme previsto na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), com especial atenção aos apontamentos constantes no Relatório de Fiscalização entregue a cada município.
Impropriedade: As unidades básicas de saúde não oferecem aos usuários os serviços essenciais para um atendimento resolutivo.
Criar uma carteira de serviços essenciais à atenção básica uniforme para todas as unidades de saúde.
Normatizar a exigência de execução de todos os serviços essenciais à atenção básica para os profissionais concursados.
Estabelecer cláusulas contratuais com a exigência de execução de todos os serviços essenciais à atenção básica para os profissionais terceirizados.
Criar metodologia de controle e implementá-la para garantir que a carteira de serviços essenciais à atenção básica criada para todas as unidades de saúde seja respeitada pelos profissionais e que os serviços sejam efetivamente implementados.
Impropriedade: O modo de funcionamento das unidades básicas de saúde não facilita o acesso da população aos serviços da atenção básica.
Adotar o método de agendamento de consultas com marcação de dia e horário em todas as unidades de saúde do município, conforme preconizaa PNAB, realizando ainda campanhas informativas sobre o funcionamento das unidades de saúde.
Incluir formas não presenciais de agendamento de consultas em todas as unidades de atenção primária.
Providenciar que pelo menos uma unidade de atenção primária do município fique aberta na hora do almoço.
Assegurar que pelo menos uma unidade de atenção primária do município fique aberta além do horário comercial.
Impropriedade: A gestão municipal não realiza atenção domiciliar de acordo com os padrões mínimos de qualidade exigidos.
Adotar controle unificado dos usuários das unidades básicas de saúde que necessitam de consultas domiciliares.
Realizar planejamento para o atendimento das pessoas que não conseguem ou têm dificuldade de se deslocar até as unidades de saúde.
Promover a realização de visitas domiciliares por todos os membros das equipes de atenção básica, conforme a necessidade específica de cada paciente.
Planejar e fazer com que medicamentos e insumos sejam entregues nas visitas domiciliares às pessoas que não conseguem ou têm dificuldade de se deslocar até as unidades básicas de saúde.
Impropriedade: A gestão municipal não possui controles mínimos sobre a qualidade da referência para a atenção especializada.
Acompanhar, mediante relatórios no mínimo anuais, a taxa de resolutividade da atenção básica, para que sejam adotadas ações para eventual melhoria, caso esteja aquém dos índices preconizados pela PNAB.
Implementar protocolos para controlar a qualidade da referência para a atenção especializada, como, por exemplo, fazer triagens dos encaminhamentos para as especialidades com maiores filas de espera.
Fazer levantamento dos pacientes que estão em tratamento na atenção especializada e revisá-lo periodicamente.
Implementar protocolos para a realização de busca ativa de pacientes encaminhados para a atenção especializada a fim de acompanhar o seu processo terapêutico.

Podutores e lideranças governamentais debatem crise do leite na Amsop

Ficou pequeno o auditório da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) nesta terça-feira, 16/04, durante a mobilização “Sudoeste do Paraná grita pelo leite”, organizada pela secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Sistema Faep/Senar-PR e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), para debater a crise do leite enfrentada por produtores de todo o Brasil.

A região sudoeste é a maior bacia leiteira do Paraná e a situação de crise tem se agravado cada vez mais, com o aumento no número de produtores que abandonaram a atividade, em razão do desequilíbrio entre lucro e custo de produção, e o consequente impacto na economia de muitos municípios.

“É um setor muito importante para a nossa região. É a base da economia de muitos municípios, seja com o leite ou o queijo, e, por isso, é mais do que urgente esse socorro para que os nossos produtores não se afundem cada vez mais em dívidas e não permita que outros tantos abandonem a atividade como vem ocorrendo”, pontuou o presidente da Amsop e prefeito de Pranchita, Eloir Lange.

De acordo com dados da Agrostat, a plataforma do Ministério da Agricultura e Pecuária que acompanha o comércio de produtos agropecuários, em 2023 o Brasil importou 199,2 mil toneladas de leite em pó, principalmente da Argentina e do Uruguai. Esses países, por fazerem parte do Mercosul, estão isentos da Tarifa Externa Comum (TEC), cobrada de países que não compõem o bloco econômico. Já segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), no último ano o preço do litro de leite pago ao produtor caiu 16,8%, de R$ 2,68 para R$ 2,23.

Para o presidente da Comissão do Leite da Faep, Ronei Volpi, “nós não estamos conseguindo, até agora, que o governo federal tome alguma atitude com relação ao regramento das importações. Então, os próprios estados, dentre eles o Paraná, busca implementar medidas ao seu alcance para reduzir esse excesso de importação de leite”.

Com o intutio de tentar reverter o cenário no Paraná, o governo do Estado elaborou um decreto, que entrará em vigor no próximo mês de maio, com uma alíquota de 7% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), até então isento, sobre o leite em pó e o queijo mussarela importados.

“Paga-se caro no mercado, mas o produtor paranaense está com dificuldade, fruto de uma importação nunca antes vista. O que precisamos, no momento, é proteger minimamente os produtores porque queremos transformar esse setor em mais uma cadeia vitoriosa até o final da década”, destacou o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara.

Ainda, o governo do Estado enviou para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que retira o leite em pó e o queijo mussarela importados da cesta básica paranaense, para que possam ser taxados pela alíquota cheia de ICMS, de 19,5%.

“Precisamos ter capacidade de reação, sob pena de inviabilizar uma atividade importantíssima, que congrega 60 a 70 mil famílias no Paraná”, complementou Ortigara.

Esta não foi a primeira vez que o leite esteve no centro dos debates na Amsop. Em setembro passado, uma mobilização reuniu mais de 400 pessoas na entidade e levantou uma série de propostas que foram entregues ao vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Posteriormente, em outubro de 2023, a Amsop apoiou uma manifestação em Dionísio Cerqueira (SC).

A mesa de honra foi composta pelo presidente da Amsop e prefeito de Pranchita, Eloir Lange, secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, deputados estaduais Luís Corti e Wilmar Reichembach, presidente da Comissão do Leite da Faep, Ronei Volpi, presidente da Adapar, Otamir Martins, presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, presidente da Fetaep, Alexandre Leal dos Santos, presidente da Associação das Câmaras Municipais do Sudoeste do Paraná (Acamsop) vereador Tupy Prolo, pesquisador da área técnica de socioeconomia do IDR-Paraná, Dimas Soares Junior, produtor de leite de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv e o ex-deputado federal e colaborador convidado do Grupo Interministerial da Política Nacional do Leite, Assis do Couto.

HEMEPAR pede por doações. Pato Branco e Beltrão em estado crítico para o+ e O- 

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) reforça a urgência para a doação de sangue no Estado, em especial dos tipos O- e O+. O pedido acontece, sobretudo, por conta da ocorrência de temperaturas mais baixas nesta época do ano, o que reduz a quantidade de doadores. De acordo com o Hemepar, apenas na unidade de Curitiba, já houve uma diminuição de 15% no número de doações. Normalmente, essa unidade recebe cerca de 170 doadores diariamente, mas nos últimos dias a média tem sido de apenas 120.

“Com a chegada do frio, é comum observarmos uma diminuição do estoque de sangue. Isso acontece por alguns motivos, como hábitos mais caseiros e também condições como resfriado e gripe. Por isso, devemos reforçar de maneira contínua a importância da doação. Sempre alertamos que, por não haver substituto para o sangue, a doação se torna um ato único e indispensável para salvar vidas”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Para tornar-se um voluntário é necessário ter entre 16 e 69 anos completos, sendo exigida a autorização e a presença do responsável legal para doação de menores de idade. O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

Homens podem doar sangue quatro vezes ao ano. Já as mulheres podem fazer três doações ao ano.

Depois de coletado, o sangue é fracionado e acontece o processo de separação dos hemocomponentes – plasma, hemácias, plaquetas e crio. Após isso, a bolsa fica estocada até o resultado dos exames para a liberação.

Por isso, é importante ressaltar a necessidade da doação com antecedência, uma vez que, após a coleta, o sangue pode levar até 48 horas para ser liberado. No Paraná, existem mais de 20 pontos disponíveis para a doação de sangue. Para agendamentos e mais informações, acesse este site.