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INVENTUM 2026: Termina nesta sexta-feira (18) prazo para cadastramento de patrocinadores e expositores

O prazo para que patrocinadores e expositores façam o cadastramento para participar da INVENTUM 2026 – 6ª Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pato Branco, com base no Edital de Chamamento Público nº 01/2026, termina nesta sexta-feira (18).

A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, ressalta que as propostas devem ser enviadas exclusivamente pelo sistema eletrônico de protocolo do Município. O chamamento contempla empresas, instituições, universidades, startups e organizações interessadas em integrar a programação da feira como expositoras e patrocinadoras.

As propostas de expositores serão avaliadas por comissão técnica com base em critérios como compatibilidade com os objetivos da INVENTUM, contribuição para a programação, inovação, capacidade de execução e histórico de atuação. Já os patrocinadores serão enquadrados em cotas de acordo com o valor e a modalidade do aporte, recebendo contrapartidas institucionais proporcionais à categoria.

Entre os dias 21 e 25 de setembro, as propostas serão analisadas, e o resultado preliminar será divulgado no dia 28 de setembro. A homologação final ocorrerá após o período de recursos e dará início à formalização dos participantes selecionados.

A INVENTUM será realizada de 4 a 8 de novembro, no Centro de Eventos Prefeito Astério Rigon, com expectativa de reunir mais de 100 mil visitantes. A feira reunirá experiências interativas, palestras, competições, oficinas e exposição de soluções desenvolvidas por diferentes setores do ecossistema de inovação.

O edital completo está disponível no portal oficial da INVENTUM 2026: https://inventum.org.br/parceiros.

Requião Filho quer auditoria na Copel e fim de cívico-militares

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Durante sabatina exibida ao vivo na televisão nesta quarta-feira (16), o candidato ao governo do Paraná nas eleições de 2026, Requião Filho (PDT), declarou que pretende realizar uma auditoria rigorosa na Copel caso seja eleito, além de encerrar o modelo de escolas cívico-militares no estado.

Fiscalização da Copel e parcerias federais O político criticou os rumos tomados após a desestatização da companhia energética e defendeu uma atuação firme do poder público para garantir que a empresa volte a priorizar os interesses da população paranaense.

“Ela deve atender ao interesse público do Paraná e a gente pode, sim, ir para cima dessa empresa com seriedade, fiscalizando e cobrando também da Aneel uma maior seriedade em relação ao Paraná”, argumentou.

Para viabilizar mudanças na gestão da empresa, o postulante ao Executivo estadual sugeriu que o governo compre ações da companhia com o respaldo de órgãos federais, citando o envolvimento do BNDES nesse processo.

Polêmica com as escolas cívico-militares Outro ponto central da entrevista foi a educação pública. O candidato afirmou categoricamente que vai extinguir o formato cívico-militar nas instituições de ensino paranaenses, classificando a iniciativa como uma medida sem impacto pedagógico real.

Para Requião Filho, “não há diferença palpável” no currículo das escolas cívico-militares e das normais, e que o projeto se trata de uma “propaganda ideológica”.

Série de sabatinas com os candidatos A entrevista integrou a rodada final de conversas promovida por uma emissora afiliada da Rede Globo com os nomes mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio Iguaçu. Antes dele, Sergio Moro (PL) e Sandro Alex (PSD) também participaram das sabatinas ao vivo.

Alianças políticas e divergências Questionado sobre sua saída do PT em 2024 e a atual composição de sua coligação, que reúne diferentes siglas partidárias, o político pontuou que o debate democrático é saudável, mesmo diante de discordâncias passadas.

“Mantenho as críticas que fiz ao Governo Federal lá atrás. E tenho certeza de que o PT também tem críticas ao Requião Filho. Mas nós convergimos muito mais no que diz respeito a cuidar de pessoas, a ter vacina, saúde pública, educação pública. Então as críticas são mantidas e isso chama-se democracia. A gente consegue ter ideias diferentes, divergir, conversar e construir”, argumentou.

Além disso, ele garantiu que eventuais nomeações para secretarias estaduais priorizarão a competência técnica em detrimento de acordos partidários: “Não vou nem perguntar o partido, vou perguntar se tem capacidade de estar à frente da secretaria”, disse.

Outros temas debatidos O sabatinado também respondeu a questionamentos sobre o escândalo do INSS envolvendo o presidente nacional de seu partido, Carlos Lupi.

Requião respondeu que, em 2019, o então ministro da Justiça, Sergio Moro, que agora é candidato ao governo do Paraná pelo PL, foi avisado dos desvios no INSS, mas que “nada fez para investigar”. Requião Filho justificou ainda que na gestão do presidente Lula (PT) e de Lupi “esse escândalo foi investigado e trazido à público”. O candidato frisou que defende que, caso haja denúncia, é preciso investigação e que “não passa pano para ninguém”.

Sobre o uso de placas reservadas na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado argumentou que seguiu a legalidade vigente. “Todos os membros da mesa receberam”, disse. E complementou: “não era a favor e nem contra, porque foi uma lei aprovada. Lei aprovada, benefício cedido a todos. Lei revogada, benefício cassado. Acho que a gente trabalha dentro da legalidade. Seria um benefício se fosse para um, para dois, mas era para a mesa toda”.

O candidato também comentou sobre seu posicionamento favorável à posse e ao porte de armas, divergindo de partidos aliados. “Antes de mais nada, vem a minha consciência. Eu tenho porte de arma e venho de uma família de colecionadores. Seria hipócrita mudar o discurso”, explicou.

Em relação à segurança das eleições, defendeu a implementação do voto auditável por meio de impressão de comprovantes nas urnas eletrônicas. “Não é, necessariamente, a volta daquele votinho só no papel. É um projeto, inclusive do Roberto Requião, que passou lá atrás no Senado, onde a urna eletrônica imprimiria um comprovante, e esse comprovante cairia em outra urna, um caixote, para que, se fosse necessário, houvesse depois uma conferência”, disse.

Por fim, o concorrente ao governo estadual criticou prioridades em investimentos na região litorânea e defendeu maior atenção ao saneamento e à infraestrutura local antes de grandes obras viárias ou eventos festivos.

Guardas municipais são presos por tortura e fogo em Paranaguá

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O Tribunal de Justiça do Paraná ordenou a prisão preventiva de dois guardas municipais de Paranaguá, no litoral paranaense, acusados de submeter uma pessoa a tortura e atear fogo nela. Além da dupla suspeita da agressão, um terceiro agente também é investigado por orientar e auxiliar a falsificação de um Boletim de Ocorrência sobre o crime, mantendo o processo sob sigiso judicial.

A dinâmica da violência e a fuga da vítima

Conforme as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), o crime ocorreu na madrugada de 5 de setembro de 2025. Na ocasião, a dupla abordou um homem sob o pretexto inverídico de cumprir um mandado de prisão, apontando-o sem provas como suspeito de furtar uma bicicleta.

Após receber algemas e ser colocado no interior da viatura, o morador foi conduzido a uma área isolada e de difícil acesso. No local, os agentes o torturaram e jogaram álcool em seu corpo, incendiando-lo em seguida. Para escapar das chamas, a vítima precisou rolar por um barranco e mergulhar em um rio.

Socorro médico e a tentativa de encobrimento

O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) resgatou o homem e o encaminhou ao Hospital Regional de Paranaguá, onde os profissionais confirmaram diversas lesões e queimaduras de segundo grau.

Temendo a descoberta do crime, o terceiro guarda municipal entrou em ação para ajudar os colegas a criarem uma farsa. Os investigadores apontam que os guardas agiram “com o objetivo claro de encobrir as agressões e afastar a responsabilização criminal”. A versão oficial inventada pelos agentes alegava que a abordagem visava proteger a vítima contra supostos ataques de vigilantes privados ou populares.

Denúncias e recursos do Ministério Público

Diante dos elementos apurados, os três agentes responderão criminalmente por abuso de autoridade, enquanto a dupla acusada de executar a violência também responderá por tortura. O Ministério Público destacou que os principais suspeitos continuavam exercendo suas funções normalmente até o momento das prisões.

“A Secretaria Municipal, mesmo ciente do fato, não instaurou os procedimentos cabíveis”, afirma o MP.

O terceiro investigado, embora solto, já estava afastado das atividades devido a outro procedimento administrativo. O mandado de prisão foi expedido após recurso da 3ª Promotoria de Justiça, revertendo a decisão inicial da primeira instância graças à atuação da 1ª Câmara Criminal do TJPR.

Na denúncia formal, o órgão ministerial exige a condenação dos envolvidos, a perda imediata dos cargos públicos e o pagamento de indenização mínima de R$ 30 mil por danos morais e materiais à vítima.

Posicionamento oficial da prefeitura

Em nota oficial divulgada à imprensa, a pasta de segurança municipal declarou:
“A Secretaria Municipal de Segurança informa que acompanha atentamente as recentes informações envolvendo agentes da Guarda Civil Municipal, respeitando a atuação das instituições responsáveis pela apuração dos fatos.”

O comunicado acrescenta: “Desde o conhecimento da ocorrência, foram adotadas as providências administrativas cabíveis, com a atuação da Corregedoria-Geral da Guarda Civil Municipal, órgão de controle interno competente para apurar eventual responsabilidade funcional e disciplinar, nos limites de suas atribuições legais.”

Por fim, o texto pontua: “A apuração administrativa observa o devido processo legal, o sigilo necessário, a ampla defesa e a independência das instâncias, não cabendo antecipar conclusões sobre fatos que também estão submetidos à apreciação de outras autoridades.”

A administração encerrou reiterando sua postura: “A Secretaria Municipal de Segurança reafirma seu compromisso com a legalidade, o controle interno e a responsabilidade funcional. O caso permanece sob acompanhamento, com a adoção das medidas administrativas juridicamente cabíveis, conforme o andamento das apurações.”

Jovem morta em academia no PR enviou áudios sobre suspeito

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Antes de ser brutalmente assassinada durante uma tentativa de estupro em Londrina, no norte do Paraná, a jovem Thaissa de Oliveira Marques enviou mensagens de áudio a um amigo reclamando sobre a insistência de um rapaz que aparecia constantemente em seu local de trabalho.

Investigação policial sobre o feminicídio A vítima, que tinha 21 anos, foi morta a facadas no estacionamento de uma academia que se preparava para a inauguração na sexta-feira (11), enquanto realizava a entrega de panfletos.

O principal investigado pelo crime é Gabriel de Andrade, também de 21 anos, que acabou preso em flagrante no mesmo dia. A defesa do suspeito informou que não vai se manifestar neste momento.

Conteúdo dos áudios enviados pela vítima De acordo com a Polícia Civil, os registros de áudio enviados em 8 de setembro já integram o inquérito policial. “Os elementos obtidos até o momento permitem identificar a pessoa referida neles como sendo o mesmo indivíduo que foi preso pelo feminicídio”, diz o comunicado.

Nas gravações, a jovem relatava que o rapaz já havia comparecido ao estabelecimento ao menos cinco vezes para buscar informações sobre vagas de emprego e conhecer as instalações, demonstrando evidente incômodo com a situação.

“Eu fui mostrar para ele a academia, ali. Aí eu peguei e entrei já pensando: ‘Tem câmera, né? Qualquer coisa, espero que o meu gerente esteja olhando’. Aí, fomos. Chegando perto do banheiro, eu falei: ‘Ah, ali são os banheiros e tudo mais, mas você não tem interesse em ver, não, né?’. Aí ele: ‘Não, quero ver os banheiros’. E eu pensando: ‘Não tem câmera'”, Thaissa disse em áudio.

Contexto das visitas e depoimentos Um amigo da vítima, que optou por manter o anonimato, confirmou ter visto Gabriel no local em uma das ocasiões, embora não tenha conversado com ele. O delegado Magno Miranda informou que o gerente da academia confirmou em depoimento que o suspeito havia se candidatado a uma vaga de emprego no estabelecimento, mas acabou não sendo selecionado.

Fuga, mentira e prisão do suspeito Após cometer o crime, o suspeito fugiu e parou em uma via próxima com ferimentos nas mãos, sendo socorrido por populares após alegar que havia sido vítima de um assalto. O Samu e a Polícia Militar foram acionados para atender à ocorrência, mas durante o atendimento, prestadores de serviço encontraram marcas de sangue na academia e acionaram as autoridades.

Os policiais militares foram até o endereço e localizaram o corpo da jovem, que foi atingida por 44 facadas. Ao ser confrontado, o homem acabou confessando a autoria.

“Ainda segundo os agentes, ele também teria declarado que pretendia estuprá-la e que, não conseguindo consumar o ato, acabou por matá-la”, diz a nota da polícia.

O indivíduo foi autuado em flagrante por tentativa de estuprada e homicídio qualificado consumado. Durante o interrogatório formal, ele apresentou narrativas contraditórias e alegou amnésia parcial, lembrando apenas de ter estado na academia, e permaneceu preso.

Moraes vota no STF apesar de impedimento apontado por Dino

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O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, participou normalmente da votação de uma questão de ordem apresentada na sessão da última terça-feira (15) na corte. Sua atuação ocorreu mesmo constando como parte em um procedimento que analisa um relatório da Polícia Federal envolvendo supostas conversas suas com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

Contexto da decisão no Supremo Tribunal Federal O caso ganhou repercussão nos bastidores do Judiciário após um ofício assinado pelo ministro Flávio Dino apontar o impedimento legal de Moraes para atuar no processo em questão.

Análise de especialistas jurídicos A postura do magistrado ao proferir seu voto gerou debates entre juristas e analistas políticos, que questionam a validade da decisão diante do envolvimento direto do ministro nos fatos apurados pelo órgão policial.

Próximos passos na corte As discussões sobre os limites de atuação dos ministros em casos com conflito de interesses continuam mobilizando os debates constitucionais no país.

Desafios do Judiciário aguardam o próximo presidente

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Enquanto o holofote do debate público está centrado no STF (Supremo Tribunal Federal) e na crise institucional em que a corte e seus ministros estão submersos, há uma série de questões envolvendo o Judiciário que desafiarão o próximo presidente -e que já impactam a população no dia a dia.

Impacto na vida dos cidadãos

A morosidade na Justiça brasileira representa um dos maiores entraves para o desenvolvimento social e econômico, arrastando processos por anos e prejudicando o acesso rápido aos direitos fundamentais.

O peso dos gastos públicos

Outro ponto crítico que exigirá atenção imediata do próximo chefe do Executivo federal diz respeito aos supersalários pagos dentro da máquina pública do setor, tema que gera debates recorrentes sobre a eficiência e a justiça fiscal.

Esses fatores combinados criam um cenário de instabilidade que afeta diretamente o cotidiano do cidadão comum, distante dos grandes debates da capital federal, mas refém da lentidão estrutural dos tribunais.

A resolução desses entraves exigirá articulação política e reformas profundas para garantir um sistema de justiça mais ágil, transparente e alinhado com as reais necessidades da sociedade brasileira.

PL repassa quase o dobro do PT para o Senado

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O PL, partido ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, investiu fortemente nas candidaturas ao Senado Federal desde o pontapé inicial da campanha, injetando uma quantia que supera em quase cem por cento o montante despendido pelos principais adversários.

Investimento bilionário nas urnas

De acordo com dados extraídos das prestações de contas oficiais entregues à Justiça Eleitoral, a legenda conservadora repassou um total de R$ 91,6 milhões para os aspirantes à Casa Alta.

Comparativo com os principais opositores

Em contrapartida, o PT destinou uma cifra consideravelmente menor para o mesmo objetivo no mesmo período da disputa eleitoral.

Enquanto a sigla bolsonarista lidera os aportes financeiros, os petistas registraram um repasse de R$ 48,2 milhões aos seus respectivos concorrentes ao cargo legislativo.

O monitoramento das contas comprova a estratégia agressiva de financiamento adotada pelos partidos na corrida eleitoral deste ano, refletindo a prioridade dada ao Legislativo.

Motorista de ônibus é agredido por passageiro em Curitiba

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Um condutor de transporte coletivo sofreu agressões físicas desferidas por um usuário enquanto conduzia o veículo na capital paranaense na última terça-feira (16).

Entenda como a violência começou

De acordo com informações repassadas pela Guarda Municipal, o indivíduo acessou a estação-tubo burlando o pagamento da tarifa e, já no interior do coletivo, iniciou as agressões contra o trabalhador da linha Pinheirinho/Rui Barbosa.

Uma testemunha que estava presente no transporte relatou à RPC que os ataques se iniciaram com o veículo ainda em andamento, o que forçou o condutor a realizar uma frenagem repentina. Como consequência dessa manobra, diversos ocupantes — entre eles pessoas idosas — perderam o equilíbrio e sofreram quedas.

Ação popular e prisão do suspeito

O agressor acabou sendo contido por passageiros até a chegada das autoridades municipais. A equipe da Guarda Municipal efetuou a prisão em flagrante do homem, que foi conduzido ao 8º Distrito Policial para a realização das providências legais cabíveis.

Posicionamento oficial da Urbs

A Urbanização de Curitiba (Urbs), órgão gestor do sistema de transporte público da cidade, emitiu um comunicado oficial repudiando o ocorrido e destacando que a integridade física no transporte é tratada como prioridade máxima.

“Os motoristas têm contato direto com o Centro de Controle de Operações (CCO), que aciona os órgãos competentes para dar suporte às ocorrências. Também conta com a Patrulha do Transporte Coletivo. Nesses casos, os cidadãos devem também acionar o 156, para que a Prefeitura de Curitiba possa reforçar as medidas de segurança quando necessário”, diz a nota.

Renan Santos propõe fim de cachês públicos milionários no Paraná

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O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, cumpriu agenda em municípios do Paraná nesta quarta-feira (16). Durante uma conversa com jornalistas em Londrina, o presidenciável afirmou que planeja encerrar o financiamento estatal de apresentações artísticas de grande porte caso vença o pleito, direcionando os recursos para iniciativas ligadas às tradições regionais.

Campanha pelo estado Além de Londrina, a programação oficial do candidato incluiu passagens por Maringá e Cascavel, integrando a estratégia de campanha na corrida pelo Palácio do Planalto.

De acordo com o político, o orçamento cultural deve ser direcionado a projetos focados na preservação da identidade do país e das manifestações locais. “A manutenção [de programas culturais], por exemplo, de certas músicas, certas danças regionais, tem que ser feita com leis de incentivo. Isso mantém, inclusive, grupos e oficinas de cultura funcionando, tornando eles próximos das pessoas”, declarou.

Críticas a grandes eventos Para o representante do Missão, os festivais de grande porte financiados com verbas públicas e cachês elevados “nada estão agregando para a cultura brasileira”, afirmou. O presidenciável não citou exemplos específicos de eventos que entrariam nessa categoria.

Exportação de estilo de vida e modelo asiático O candidato também defendeu a projeção de marcas nacionais no exterior, inspirando-se no que classificou como “modelo coreano” de comércio internacional. Em sua visão, o país precisa comercializar não apenas mercadorias, mas o “lifestyle” brasileiro.

“A Coreia, só para entender, começou vendendo navio, faz navio no pós-guerra, depois de ser humilhada ali pelo Japão. Depois teve a guerra envolvendo os Estados Unidos, começaram a fazer navio, depois carro, eletrônico e hoje vocês consomem Dorama. Eles fizeram toda a cadeia que vai do produto até o universo cultural”, afirmou.

Para o postulante ao Executivo federal, a nação precisa acelerar essa estratégia para ganhar competitividade global. “Promoção de marcas brasileiras mundo afora, ganho de escala criando e de lucratividade criando a cadeia completa no Brasil. Um exemplo: como é que pode o Brasil ser o maior produtor mundial de café e não ter uma marca internacional de café ligada ao Brasil?”, declarou.

Propostas para o Judiciário No setor de Justiça, o candidato sustentou que o sistema judicial brasileiro “necessita urgentemente de uma reforma”, argumentando que os magistrados da Suprema Corte acumulam autoridade excessiva. Entre suas propostas estão a proibição de escritórios de advocacia com ligações a ministros e o fim das decisões monocráticas, que são medidas determinadas de forma individual, sem deliberação colegiada.

O mecanismo do foro privilegiado também foi contestado. O presidenciável prometeu vetar qualquer possibilidade de a corte exercer “controle sobre o parlamento” por meio desse instrumento jurídico, que direciona investigações de congressistas diretamente para o Supremo.

Críticas a Sergio Moro em Maringá Durante sua passagem por Maringá, reduto eleitoral de Sergio Moro, Renan direcionou ataques ao candidato do PL ao governo estadual. Ele declarou que o ex-magistrado “não é um líder digno” devido à sua atual aliança política com Flávio Bolsonaro (PL).

“Eu acho que é uma pessoa que vende a própria história em prol de puxar saco de Flávio Bolsonaro, que destruiu a Operação Lava Jato, que foi a história dele. Acho que é um cara que não é um líder, infelizmente. Uma grande decepção, porque eu adorava ele”, finaliza.

Casal é preso no PR por golpe do ar-condicionado

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Um prejuízo estimado em R$ 160 mil foi causado aos consumidores por um casal preso na manhã desta quarta-feira (16) sob a acusação de aplicar fraudes na comercialização de sistemas de climatização em Maringá, na região Norte do Paraná. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil (PC-PR).

Como funcionava o esquema criminoso

A investigação apontou que os suspeitos utilizavam as redes sociais para atrair os compradores. Eles ofereciam aparelhos de ar-condicionado de marcas conhecidas por preços que chegavam a ser até três vezes inferiores aos praticados pelo mercado tradicional.

Para convencer o público de que os valores eram legítimos, a dupla inventava que os itens vinham de leilões ou de parcerias comerciais com seguradoras.

Estratégias de enrolação e ameaças

No momento em que os clientes cobravam pelos produtos, os golpistas exibiam capturas de tela falsas de conversas com supostas distribuidoras, tentando culpar terceiros pelos atrasos nas entregas e adiar cobranças.

Após a confirmação dos pagamentos, as mercadorias nunca chegavam aos endereços. Diante dos questionamentos, os investigados negavam a devolução dos valores pagos e, de acordo com a polícia, realizavam intimidações verbais, além de repassarem informações falsas.

Investigação e enquadramento legal

O delegado responsável não informou o total exato de pessoas afetadas pelas fraudes. A defesa dos investigados foi procurada, mas não houve retorno até o encerramento da apuração policial.

Identificados como Welinton José Santana e Israela Messias Santana, os suspeitos vão responder judicialmente pela prática continuada do crime de estelionato em concurso de pessoas.

No Paraná, casos de estelionato virtual têm mobilizado as autoridades policiais, que alertam a população para desconfiar de ofertas muito abaixo da média de mercado em redes sociais e plataformas de comércio eletrônico.