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Governadores militares: inédito na democracia brasileira

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O cenário político nacional registra um marco inédito no período democrático brasileiro com a chegada de dois oficiais da reserva do Exército aos comandos estaduais.

A ascensão das patentes militares O fenômeno consolida uma tendência iniciada há quase uma década, no contexto do forte engajamento de figuras das Forças Armadas na vida pública nacional.

O impacto nas urnas de 2026 Enquanto São Paulo garantiu a continuidade da gestão do capitão Tarcísio de Freitas (Republicanos), o Rio Grande do Sul elegeu o tenente-coronel Luciano Zucco (PL) como seu novo chefe do Executivo.

Nova configuração estadual Com essas vitórias, a presença de lideranças oriundas da caserna atinge um patamar inédito nos governos estaduais desde a redemocratização.

Pato Branco: Levantamento aponta 25 partidos e 357 candidatos a deputado estadual com votos

Candidatos de 25 partidos receberam votos em Pato Branco, segundo levantamento feito com dados do site do TRE-PR. Dos 591 nomes que aparecem na relação, 357 tiveram pelo menos um voto. Outros 234 não somaram nenhum. A soma geral chegou a 46.068 votos.

Luiz Fernando Guerra (Novo) foi o mais votado, com 22.504 votos. O segundo colocado, Coronel Zocchi (PP), teve 2.620 votos, ou seja, Guerra reuniu mais de oito vezes a votação dele.

Os seis primeiros

Marcelly Leder (PT) ficou em terceiro, com 2.537 votos (5,5%). Emerson Arvelino (Podemos) foi o quarto, com 1.851 (4%). Eduardo Dala Costa (Republicanos) teve 1.763 votos (3,8%) e ficou em quinto. Dr. Fabricio Kleinibing (PDT) fechou o grupo, com 1.431 (3,1%).

Juntos, os seis primeiros somaram 32.706 votos, cerca de 71% do total.

Ana Kerber

Ana Kerber (União) recebeu 663 votos, o equivalente a 1,4% do total, e ficou em oitava posição geral. Foi a mais votada do partido, que somou 840 votos.

Desempenho dos partidos

O Novo foi a legenda mais votada, com 23.598 votos (51,2% do total). Guerra respondeu por mais de 95% desse desempenho. O PT apareceu em segundo, com 5.064 votos, dos quais pouco mais da metade (50,1%) vieram de Marcelly Leder.

O PL somou 2.955 votos e o PP, 2.903, com Coronel Zocchi responsável por cerca de 90% da votação do partido. O Podemos teve 2.534 votos, e Emerson Arvelino foi responsável por 73% deles. O Republicanos somou 2.312, sendo 76% de Eduardo Dala Costa. O PDT fez 1.763 votos, e 81% foram de Fabricio Kleinibing.

Pato Branco distribuiu votos para mais de 20 partidos e cerca de 300 candidatos a deputado federal

Levantamento mostra 22 partidos com votos e 296 candidatos votados. PSD e Novo concentram quase 39% dos votos.

Candidatos de 22 partidos receberam votos em Pato Branco, segundo levantamento com os dados da lista analisada. No total, 296 candidatos tiveram ao menos um voto, e a soma geral chegou a 47.136 votos.

Leandre (PSD) foi o Levantamento mostra 22 partidos com votos e 296 candidatos votados. PSD e Novo concentram quase 39% dos votos.

Candidatos de 22 partidos receberam votos em Pato Branco, segundo levantamento com os dados do sistema eleitoral. No total, 296 candidatos tiveram ao menos um voto, e a soma geral chegou a 47.136 votos.

Leandre (PSD) foi a mais votada, com 9.073 votos, o equivalente a cerca de 19,2% do total. Jeffrey Chiquini (Novo) ficou em segundo, com 5.720, e Neuza Viganó (Republicanos) em terceiro, com 5.054. Completam a lista dos cinco mais votados Clodomir Ascari (PSB), com 3.242, e Guilherme Kilter (Novo), com 2.329. Juntos, os cinco somam 25.418 votos, mais da metade (53,9%) do total.

Neuza Viganó foi a candidata mais votada do Republicanos e a principal responsável pelo desempenho do partido na cidade, que somou 6.104 votos e ficou na quarta posição entre as legendas. Sozinha, ela respondeu por cerca de 83% dessa votação.

Clodomir Ascari teve peso ainda maior no PSB. Dos 3.539 votos da sigla em Pato Branco, 3.242 foram dele, mais de 91%. O partido ficou em sexto lugar no geral.

Policial Martins (Podemos) recebeu 1.356 votos e ocupou a oitava posição entre os candidatos. Foi o mais votado da legenda, que somou 2.045 votos e correspondeu a cerca de dois terços do total do partido em Pato Branco.

Desempenho dos partidos

O PSD foi o partido mais votado, com 9.613 votos (20,4%), impulsionado por Leandre, que sozinha reuniu mais de 94% da votação da sigla. O Novo veio em seguida, com 8.752 (18,6%), com votos distribuídos principalmente entre Jeffrey Chiquini e Guilherme Kilter. O PT teve 6.314 votos, e o PL, 4.959.

Na outra ponta, o levantamento aponta votação pulverizada: 49 candidatos tiveram apenas um voto, e outros receberam votos isolados. Há ainda um grupo de candidatos sem nenhum voto, além de cinco registros marcados como “anulado sub judice”, que somam 151 votos e estão incluídos no total.mais votado, com 9.073 votos, o equivalente a cerca de 19,2% do total. Jeffrey Chiquini (Novo) ficou em segundo, com 5.720, e Neuza Viganó (Republicanos) em terceiro, com 5.054. Completam a lista dos cinco mais votados Clodomir Ascari (PSB), com 3.242, e Guilherme Kilter (Novo), com 2.329. Juntos, os cinco somam 25.418 votos, mais da metade (53,9%) do total.

Destaques

Neuza Viganó foi a candidata mais votada do Republicanos e a principal responsável pelo desempenho do partido, que somou 6.104 votos e ficou na quarta posição entre as legendas. Sozinha, ela respondeu por cerca de 83% dessa votação.

Clodomir Ascari teve peso ainda maior no PSB. Dos 3.539 votos da sigla, 3.242 foram dele, mais de 91%. O partido ficou em sexto lugar no geral.

Policial Martins (Podemos) recebeu 1.356 votos e ocupou a oitava posição entre os candidatos. Foi o mais votado da legenda, que somou 2.045 votos e correspondeu a cerca de dois terços do total do partido.

Desempenho dos partidos

O PSD foi o partido mais votado, com 9.613 votos (20,4%), impulsionado por Leandre, que sozinho reuniu mais de 94% da votação da sigla. O Novo veio em seguida, com 8.752 (18,6%), com votos distribuídos principalmente entre Jeffrey Chiquini e Guilherme Kilter. O PT teve 6.314 votos, e o PL, 4.959.

Na outra ponta, o levantamento aponta votação pulverizada: 49 candidatos tiveram apenas um voto, e outros receberam votos isolados. Há ainda um grupo de candidatos sem nenhum voto, além de cinco registros marcados como “anulado sub judice”, que somam 151 votos e estão incluídos no total.

Paraná elege Filipe Barros e Deltan Dallagnol para o Senado

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Os candidatos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) conquistaram as vagas para o Senado Federal representando o estado do Paraná. Eles passam a ocupar as cadeiras anteriormente pertencentes a Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB).

Resultados da apuração

Com as urnas apresentando 99,07% de apuração, o candidato do PL acumulou mais de 3,1 milhões de votos, o equivalente a 27,3% dos votos válidos. Por sua vez, o representante do partido Novo somou mais de 2,8 milhões de votos, alcançando 25,1% da preferência do eleitorado paranaense.

Perfil de Filipe Barros

Natural de Londrina, no norte paranaense, Filipe Barros tem 35 anos e é formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde presidiu o Diretório Central dos Estudantes em 2012. Sua trajetória política inclui passagens como assessor legislativo na Câmara Municipal de Londrina e a eleição como vereador em 2016 pelo PRB. Posteriormente, filiou-se ao PSL, conquistando uma vaga como deputado federal em 2018. Após passar pelo União Brasil, ingressou no PL, legenda pela qual se reelegeu e onde atualmente preside o diretório estadual.

Trajetória de Deltan Dallagnol

Nascido em Pato Branco em 1980, Deltan Dallagnol é formado em Direito e possui mestrado pela Harvard Law School. Atuou como procurador da República de 2003 até novembro de 2021, período em que pediu exoneração e coordenou a força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba a partir de 2014, deixando a função por questões pessoais em setembro de 2020. Dados oficiais indicam que a força-tarefa coordenada por ele apresentou 217 acusações criminais envolvendo 543 pessoas, resultando em pelo menos 166 condenações judiciais. Em 2022, foi o deputado federal mais votado do Paraná, embora tenha tido o mandato cassado no ano seguinte por decisão do TSE.

Situação jurídica da candidatura

A disputa de Dallagnol envolveu reviravoltas judiciais recentes. No sábado anterior ao pleito, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu o registro de sua candidatura. No entanto, no domingo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão e manteve o registro como “deferido com recurso”, permitindo o processamento dos votos enquanto o plenário não julga o mérito em definitivo.

O andamento processual e a definição final da Justiça Eleitoral serão determinantes para a homologação definitiva da vaga conquistada nas urnas pelo candidato do partido Novo.

Quem é Paulo Melo, o deputado mais votado do Paraná

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O empresário Paulo Melo (PL) surpreendeu nas urnas deste domingo (4) ao alcançar a marca de 192 mil votos, garantindo o posto de deputado estadual mais votado do Paraná nesta eleição.

Trajetória política e perfil pessoal

Natural de Curitiba, o político de 34 anos possui ensino superior completo, é casado, pai de dois filhos e atua como empresário. Além disso, ele é o fundador de um instituto voltado para a formação política com viés conservador. Durante a sua jornada de campanha, o candidato contou com o forte apoio do deputado federal Nikolas Ferreira, filiado ao PL de Minas Gerais.

“Agora o Paraná tem um deputado conservador de verdade para brigar pelo nosso estado”, compartilhou Melo nas redes sociais, agradecendo aos apoiadores.

Histórico de candidaturas anteriores

Apesar do expressivo resultado atual, esta é a primeira vez que Paulo Melo consegue vencer uma eleição. Em 2022, ele tentou uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PMB, mas obteve apenas 6.318 votos e ficou de fora. Pouco depois, nas eleições municipais de 2024, lançou candidatura para a Câmara de Vereadores de Curitiba, conquistando 5.851 votos, o que novamente foi insuficiente para ocupar o cargo.

Sergio Moro é eleito governador do Paraná em 2026

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O político Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná nas eleições realizadas neste domingo (4). O pleito exigiu que os cidadãos paranaenses comparecessem às urnas para definir os representantes para a Câmara dos Federais, Assembleia Legislativa, além de preencher duas vagas em disputa para o Senado Federal, o comando do Executivo estadual e a Presidência da República.

Horário de votação e estrutura A votação foi realizada das 8h às 17h, no horário de Brasília.

Cargos em disputa no estado Eleitores do Paraná escolheram candidatos a deputado federal, deputado estadual, duas vagas para o Senado, governador e presidente;.

O pleito deste ano mobilizou o eleitorado paranaense em um cenário político abrangente.

Conclusão do pleito A apuração oficial segue em andamento para consolidar todos os nomes escolhidos pela população paranaense neste domingo decisivo para o estado e para o país.

Jeffrey Chiquini bate recorde histórico e é eleito no Paraná

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Com uma votação expressiva nas eleições de 2026, o candidato Jeffrey Chiquini, filiado ao partido Novo, alcançou a marca de deputado federal mais votado da história do estado do Paraná.

A apuração histórica no Paraná O feito foi consolidado quando as urnas atingiram 99,99% de apuração, por volta das 21h35. Na ocasião, o político acumulava mais de 425 mil votos, o que representava 6,81% dos votos válidos válidos no pleito estadual.

Até então, o recorde pertencia ao atual governador do estado, Ratinho Junior, que em 2010 havia conquistado 358.924 votos pelo PSC.

Perfil e carreira de Jeffrey Chiquini Curitibano, Jeffrey Chiquini da Costa tem 36 anos, é casado, pai de dois filhos e estreou na política disputando uma eleição pela primeira vez. Profissionalmente, atua como advogado desde 2013, possui especialização e mestrado em Direito Penal e Processo Penal, além de lecionar a matéria na Escola da Magistratura Federal do Paraná.

Projeção nacional e alianças políticas Sua notoriedade ganhou projeção em âmbito nacional durante a atuação na defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, no julgamento dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Martins recebeu condenação de 21 anos de prisão pela Primeira Turma do STF e atualmente cumpre pena na Cadeia Pública de Ponta Grossa.

Muito ativo nas plataformas digitais, o advogado declarou publicamente seu apoio a importantes nomes da política nacional e regional durante o período eleitoral, como Flavio Bolsonaro para a presidência, Deltan Dallagnol e Filipe Barros para o Senado, e Sergio Moro para o governo do estado.

Patrimônio e contas de campanha Em sua declaração oficial de bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato informou um patrimônio total de R$ 6.415.000. Em relação ao financiamento da disputa, os registros parciais até o domingo (4) indicavam a recepção de R$ 2.219.881,78 em recursos, com despesas declaradas no valor de R$ 886.509,18.

Comparativo com recordes anteriores O desempenho do novo deputado supera marcas expressivas registradas nas últimas décadas no estado. Em 2022, o mais votado havia sido Deltan Dallagnol (Podemos) com 344.917 votos; em 2018, Sargento Fahur (PSD) alcançou 314.963 votos; em 2014, Christiane Yared (PTN) somou 200.144 votos.

Historicamente, o ranking também registra os resultados de Gustavo Fruet (PSDB) com 210.674 votos em 2006; Affonso Camargo (PSDB) com 141.907 votos em 2002; e Rafael Greca (PFL), que obteve 226.686 votos no pleito de 1998.

Com essa vitória expressiva, o cenário político paranaense ganha um novo protagonista, estabelecendo uma marca inédita de votos para a Câmara dos Deputados.

Sergio Moro é eleito governador do Paraná no primeiro turno

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Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná neste domingo (4). Às 20h23, com 99,87% das seções apuradas, o candidato tinha 50,11% dos votos válidos ou 3.127.618 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O vice-governador eleito é Edson Vasconcelos (PL).

Como foi a disputa eleitoral

O segundo colocado, Sandro Alex (PSD) tinha 25,35%, com 1.581.279 votos. Requião Filho (PDT) tinha 23,48%, com 1.464.552 votos válidos. Durante o período de campanha eleitoral, Sergio Moro se colocou como o candidato que representa a família Bolsonaro no Paraná. O combate à corrupção foi um dos principais argumentos usados por Moro para defender sua candidatura, com a promessa de transformar o Paraná em “uma fortaleza”.

Moro liderou todas as pesquisas Quaest publicadas durante o período de campanha, apesar de ter apresentado queda nas intenções de voto conforme os adversários foram ganhando mais popularidade. Em 24 de agosto, Moro tinha 37% das intenções de voto na pesquisa estimulada, em 24 de setembro estava com 36% e, na última pesquisa, divulgada neste sábado (3), teve 43%.

Trajetória do novo governador

Sergio Moro (PL) nasceu em Maringá, no Noroeste do Paraná, tem 54 anos e é formado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), além de ter mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Moro é ex-juiz federal, ex-ministro de Jair Bolsonaro e atualmente é senador pelo Paraná. Moro foi empossado juiz federal em 1996 e atuou em casos como o Banestado e investigações de evasão de divisas pela fronteira em 2003.

Em 2014, começou a ser reconhecido nacionalmente pela operação Lava Jato, em Curitiba. Em 2017, condenou o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decisão que foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021. Moro pediu exoneração do cargo de juiz federal para atuar como ministro da Justiça e da Segurança Pública em 2019, durante o mandato de Jair Bolsonaro como presidente. Em 2020, Moro deixou o cargo de ministro e atuou como dirigente do Podemos (PODE).

Cenário político e sucessão

Em 2022, o ex-juiz foi eleito senador pelo Paraná, na época filiado ao União Brasil, com mandato de 2023 até 2031. Em março de 2026, trocou o União Brasil pelo PL, para disputar as eleições ao governo do Paraná. Moro é casado com a advogada e deputada federal por São Paulo, Rosângela Moro, com quem tem dois filhos.

A vitória de Sergio Moro no primeiro turno encerra um período de oito anos de governo do PSD. O governador Ratinho Junior tentou eleger o sucessor, Sandro Alex (PSD), mas o plano não se concretizou, apesar do alto índice de aprovação do governo estadual atual. Durante a campanha eleitoral, Sandro Alex chegou a subir nas pesquisas, mas não obteve votos suficientes para disputar o segundo turno. O candidato Requião Filho (PDT) fez aliança com o PT e foi apoiado por Lula (PT), mas também não foi o bastante para ir para o segundo turno.

Sergio Moro vence no Paraná e promete tolerância zero com desvios

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O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), fez seu primeiro pronunciamento oficial após confirmar a vitória no primeiro turno das eleições deste domingo (4). Com 99,87% das urnas apuradas, o candidato obteve 50,11% dos votos válidos, totalizando 3.127.618 votos, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Detalhes da votação e resultados

A disputa estadual teve Sandro Alex (PSD) na segunda colocação, registrando 25,35% (1.581.279 votos), seguido por Requião Filho (PDT), que alcançou 23,48% (1.464.552 votos). O pleito garantiu o comando do estado ao representante do PL ainda na primeira etapa do processo eleitoral.

Discurso de vitória e diretrizes

Durante coletiva de imprensa realizada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), em Curitiba, o recém-eleito chefe do executivo estadual enfatizou que pretende focar no desenvolvimento econômico e na independência política regional.

“Nós vamos iniciar um novo ciclo de movimento no Paraná, respeitando o que foi passado, respeitando o que é feito no presente. Mas nós vamos trabalhar para o cidadão paranaense. Vamos provar que aqui não é só o Paraná, nós vamos provar para o Brasil que é possível fazer um governo honesto e um governo eficiente. Vamos ser intolerantes contra qualquer espécie de desvio. Vamos fazer do Paraná uma terra segura para que nós possamos criar os nossos filhos, nossas filhas e as nossas famílias”, disse Moro.

O político também pontuou a necessidade de destravar entraves econômicos e agradeceu aos eleitores. “As urnas provaram que o Paraná não tem dono. Só quem manda no Paraná é a população paranaense”, declarou, mencionando ainda a esposa, Rosangela Moro, eleita deputada federal.

Parcerias políticas e críticas

Abordando o cenário da disputa, o governador eleito ressaltou o apoio de prefeitos locais e criticou a influência da máquina pública durante o processo de campanha, afirmando que houve risco de cerceamento da liberdade política.

“Jamais vamos permitir que isso aconteça novamente no nosso estado. Vamos trabalhar para todos os cidadãos paranaenses. Vamos trabalhar com todos os prefeitos em parceria, porque, no final, o que conta é atender o cidadão de cada cidade do Paraná”, afirmou.

Perfil do novo governador

Nascido em Maringá, aos 54 anos, Sergio Moro construiu uma trajetória como magistrado federal a partir de 1996, ganhando notoriedade nacional à frente da Operação Lava Jato em Curitiba. Posteriormente, atuou como ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, foi eleito senador pelo Paraná em 2022 e filiou-se ao PL em março de 2026 para concorrer ao governo estadual.

Votação em Barracão teve temporal, queda de telhado e de energia

Parte do telhado de colégio desabou durante a madrugada, e uma seção foi transferida para outra sala

A votação das eleições de 2026 começou às 8h deste domingo (4) em Barracão, mesmo depois do temporal que atingiu o município durante a madrugada. A chuva e o vento causaram queda de energia em alguns locais de votação, mas não impediram a abertura das seções.

No Colégio Leonor Castelhano, parte do telhado caiu. Por segurança, a seção instalada na sala afetada foi levada para outro espaço da própria escola.

A falta de luz também não atrapalhou as urnas eletrônicas, que têm bateria interna de emergência. Equipes da Copel trabalham para restabelecer o fornecimento no município.

Segundo Fernanda Kalil Fagundes, chefe do Cartório Eleitoral da 131ª Zona Eleitoral, os estragos não comprometeram o início dos trabalhos. A expectativa é que a votação transcorra de forma organizada ao longo do dia.

Eleitorado

A 131ª Zona Eleitoral, com sede em Barracão, reúne 14.911 eleitores em três municípios: Barracão, Bom Jesus do Sul e Salgado Filho. São 65 seções em 40 locais de votação. Só em Barracão, são 7.611 eleitores, 30 seções e 15 locais.

Para agilizar a votação, a Justiça Eleitoral orientou os mesários a ajudar os eleitores antes de entrarem na cabine. Também foram distribuídas “colinhas” para consulta aos números dos candidatos.