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De feirante a empreendedora: conheça a história por trás do Duck Pastel, a iguaria que virou Símbolo de Pato Branco

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De feirante a empreendedora: conheça a história por trás do Duck Pastel, a iguaria que virou Símbolo de Pato Branco

A criatividade de Eliane Vanz transformou um simples pastel em um produto icônico, unindo gastronomia, identidade local e espírito empreendedor. Nas manhãs de quarta-feira e sábado, um aroma irresistível de massa frita na hora toma conta da Feira do Produtor de Pato Branco, na Rua Goianazes (atrás do Pavilhão São Pedro). Entre as barracas de hortaliças orgânicas, queijos artesanais e doces caseiros, um produto chama a atenção não apenas pelo sabor, mas pelo formato: o Duck Pastel, um pastel em formato de pato, criado pela feirante Eliane Vanz, conhecida carinhosamente como Eli pelos frequentadores, do Box 20 .
Como surgiu a ideia? A história logo após a pandemia

A ideia nasceu logo depois da pandemia, quando “estava tudo fechado” e Eliane só podia fazer delivery. “Conversando com a minha amiga, ela veio aqui na feira um dia, a gente ficou comentando, porque estava fraco o movimento, e eu falei para ela: ‘nossa, eu tenho que inventar alguma coisa para começar a chamar o pessoal, para o pessoal tirar, né?'” . Foi então que ela lembrou: “Você viu que lá em Curitiba eles fizeram o pastel formato de capivara?” . A amiga respondeu na hora: “Tá aí, faz o de pato” . “Ótima ideia! Comecei a correr atrás. Foram seis meses assim, fazendo forma, não deu certo, voltou, daí veio de novo, foi lançado” .

Três anos de sucesso e turismo gastronômico

“Lançado, isso, graças a Deus, vai fazer três anos agora em julho. Já vai fazer três anos já que só foi um sucesso”, lembrou Elione Maria Vans (como valida seu nome completo) . Ela não esperava chamar tanta atenção: “na verdade é a história de Pato Branco, e fiz assim com aquele intuito de ser uma coisa diferente a mais, mas nossa, está sendo um sucesso até hoje, cada vez mais, o povo vindo de fora” . Já vieram visitantes dos Estados Unidos, de Portugal e de “vários lugares” para conhecer o pastel de Pato, que virou “referência turística” .

Eliane já está avançando para o segmento turístico: “já estou indo para esse lado, entrar no Atlas que é o pastel turístico. O Pato Branco já é referência ao pastel formato de Pato” . Esse diferencial é importante porque, na feira, “tem várias bocas que vendem pastel” — e o Duck Pastel trouxe uma referência “muito além do que” .

Impacto coletivo: o pato ajudou todos os boxes

O sucesso não foi só individual. “Não é só essa referência para mim, mas com o intuito que o pessoal vem de fora, os turistas, eles não compram só o pastel, eles vão conhecer os outros bocas e também compram os outros colegas de bocas aqui de trabalho” . “Foi muito, não foi só para mim, então ajudou, todo mundo foi nessa do pato, todo mundo está sendo ajudado” .

A pesquisa que deu forma ao sonho

O Duck Pastel não surgiu por acaso. Eliane realizou uma pesquisa minuciosa na internet, buscando formatos inovadores que pudessem unir a tradição do pastel brasileiro a um elemento de identidade local. “Queria que as pessoas olhassem e já soubessem: isso é de Pato Branco” . A escolha do formato de pato não foi apenas estética — foi estratégica. O animal é o símbolo da cidade, presente no brasão, na cultura local e na memória afetiva dos moradores. Ao transformar o símbolo em iguaria, Eli criou não apenas um produto, mas uma experiência: cada mordida no Duck Pastel é, ao mesmo tempo, um tributo à cidade e uma prova que criatividade e empreendedorismo caminham juntos .

Um produto diferenciado em mercado competitivo

A Feira do Produtor de Pato Branco é um dos polos gastronômicos mais tradicionais da região, funcionando às quartas-feiras e sábados, a partir das 6h/7h da manhã, com dezenas de produtores que competem pela atenção e paladar dos clientes. “A gente precisa inovar para se destacar. O pastel de pato é meu cartão de visitas”, afirma Eliane .

Disponível em sabores como carne, carne com queijo, frango, pizza e queijo, o Duck Pastel custa em torno de R$ 7 — preço acessível para um produto que oferece sabor e história .

Onde encontrar

  • Local: Feira do Produtor, Rua Goianazes (atrás do Pavilhão São Pedro), Pato Branco/PR
  • Dias e horários: Quartas-feiras e sábados, a partir das 6h/7h da manhã
  • Box: 20
  • Nome da empreendedora: Elione Maria Vans (Eliane Vanz), conhecida como Eli
  • Preço: Aproximadamente R$ 7
  • Sabores: Carne, carne com queijo, frango, pizza e queijo

A trajetória de Elione Maria Vans é um exemplo clássico de empreendedorismo de base. Sem grandes investimentos ou estruturas corporativas, ela construiu sua marca a partir de observação, pesquisa e execução. O Duck Pastel demonstra que inovação não depende de tecnologia de ponta ou capital milionário — às vezes, basta olhar para o que está ao redor e perguntar: “como posso fazer isso de forma diferente?” .

“Ela não vende apenas um pastel. Ela vende um pedacinho de Pato Branco”, resume Márcio, cliente fiel que “não perde uma manhã de feira sem passar pelo Box 20” .

A história de Elione e do Duck Pastel mostra que, muitas vezes, a grande ideia está na simplicidade bem executada. Com pesquisa, criatividade e amor pela cidade, uma feirante transformou um pastel comum em um símbolo — e provou que empreender é, acima de tudo, enxergar oportunidades onde outros veem apenas rotina .

Fotos: Rodinei Santos

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